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29.10.15

Design ativismo de Fabio Lopez:
por um design com pensamento crítico


Começamos lembrando que todo design, toda escrita e qualquer fala tem uma mensagem a ser transmitida, resta-nos escolher qual será esta mensagem.

Apesar de definições, muitas vezes, não conseguirem explicar as coisas recorro a uma delas :) Começo esta breve conversa sobre ativismo no design trazendo uma definição de designer ativista, que seria:  “uma pessoa que usa o poder do design como um bem maior para a humanidade e para a natureza. É um agente livre, um catalisador social; um facilitador e criador. Alguém que faz as coisas acontecerem". Esta definição é de autoria do designer ativista e escritor Alastair Fuad-Luke, autor do livro “Design Activism – Beautiful Strangeness for a Sustainable World”, de 2009, e de diversas outras produções mais recentes. Foi quem também cunhou o termo Slow Design.  Segundo ele, esse ativismo tem um duplo objetivo: trazer impactos positivos para a vida e o trabalho, e desafiar e revigorar a prática do design.

Podemos também trazer que o designer ativista está ancorado no design autoral e, geralmente, pretende transmitir uma mensagem que considera importante, que têm como fundamento manifestações políticas, ambientais ou sociais.

Tá. Ok. Entendi. Mas como eu faço isso? Bom, nós, designers, podemos contribuir diariamente em nossa atuação profissional. Para entendermos melhor convido-os a conhecer Fabio Lopez, carioca, designer e mestre pela ESDI/UERJ, e professor da PUC-Rio. Em 2015 publicou o projeto mini Rio, uma homenagem e um extenso exercício de representação visual que resultou na criação de mais de 200 pictogramas e padronagens sobre a cidade do Rio de Janeiro. É autor dos projetos War in Rio, Bando Imobiliário Carioca e Batalha na Vala, tríade de paródias que aborda o tema da violência urbana na cidade do Rio de Janeiro. Trabalhou na criação da marca dos Jogos Olímpicos 'Rio 2016' (é ele no video abaixo a partir do minuto 3:06) e desenvolveu a identidade visual do Centro Carioca de Design, além de diversos outros projetos, também pesquisa design filatélico e desenvolve selos postais para os Correios do Brasil.








Sobre a trajetória de Fabio Lopez

"Depois de 15 anos de carreira, ao renovar meu cartão de visitas, escrevi embaixo do meu nome algo que me orgulho muito de ostentar: designer independente. Isso quer dizer que consegui algum tipo de autonomia profissional - bem como confiança e maturidade - para determinar o que quero fazer e onde quero investir meus esforços criativos. Seguramente não era o tipo de coisa que eu almejava como definição quando era estudante ou recém formado. Talvez eu quisesse ter minha própria agência de design, com clientes grandes, cadeiras caras, reuniões intermináveis... Hoje em dia tudo que eu quero é sentir cada vez mais o vento na cara e poder escolher os projetos que desejo realizar - e isso me custou muito empenho para escrever outra coisa no meu cartão pessoal (o que não exclui reuniões, clientes e cadeiras - não tão caras, rs)."




Fabio Lopez acredita que o design gráfico é um poderoso instrumento de produção cultural e discussão política

"Quando assisti o primeiro 'Tropa de Elite' numa segunda feira chuvosa e feia, fui sozinho, pra pensar... O filme já era aquele sucesso: todos repetindo as frases do Capitão Nascimento e idolatrando o Bope como justiceiros da cidade, sem aprofundar o que aquilo significava de fato. Sempre me interessei muito pelas questões de segurança pública da cidade, em função do tamanho do problema e da maneira como ele afeta a todos nós, cariocas ou não. Então tudo isso (o filme e a repercussão) me perturbava um bocado, sobretudo pela maneira excessivamente descontraída como as pessoas estavam se relacionando com um tema pesado, triste e que impactava muitas pessoas de um jeito muito duro para virar piada."

"Saí do cinema num clima pesadão (apesar de ter curtido o que vi, é uma produção muito boa), olhei em volta e pensei 'estou no set de filmagem, que merda'. O filme desceu de lado, e eu resolvi realizar um projeto que há muito adormecia na gaveta. Foi o incentivo, o empurrão e o contexto de criação, ou seja, o caldo onde esse coacervado resolveu vertebrar-se ao contato dessa faísca proporcionada pelo filme do Padilha."

Assim surgiu o jogo manifesto WAR IN RIO de Fabio Lopez.







War in Rio - primeiro jogo manifesto de Fabio Lopez


"O 'Tropa 2' tem um discurso bem mais maduro (assim como o Bando Imobiliário), e conta uma história ainda mais profunda. A sequência me veio instantaneamente, como opção à prostração, tristeza e a desesperança que o filme consolida."










Bando Imobiliário Carioca - jogo manifesto de Fabio Lopez


"Costumo dizer que nem sempre a força motriz de um bom projeto provém de uma energia estritamente 'positiva'. Muito pelo contrário, as vezes raiva, angústia e indignação são elementos mais poderosos para te colocar em ação que esperança ou vontade de fazer o bem. Não só a violência urbana, mas a injustiça social desse país é /ou deveria ser um agente catalisador de grandes projetos pessoais, autorais e independentes. Nem todo mundo tem vocação para ação, mas não é pouca coisa parar o que se está fazendo, ou redirecionar seu discurso para causas realmente importantes - no lugar de simplesmente alimentar a máquina de consumo. São 5 minutos que você rouba das pessoas para desperta-las desse constante estado de anestesia. O resto do tempo é preenchido com entretenimento - algo que tanto aqueles filmes como meus projetos não deveriam ser."
Batalha na Vala - mais um da série de manifestos sobre a violência urbana




Sobre ser um designer ativista 

"Tomando ao pé da letra o termo, geralmente meu ativismo fica por conta de minha atividade acadêmica. É uma geração muito carente de mentores, por que a maioria dos profissionais reconhecidos no mercado está associado à maquinação do consumo e não ao pensamento crítico (como há alguns anos atrás já não foi assim). Nessa batalha silenciosa da academia, estou investindo minhas energias há alguns bons anos."

"Todo designer que está envolvido com educação é ativista por natureza - derive seu envolvimento de uma convicção ou necessidade. Passo boa parte do meu tempo trabalhando em prol da capacitação profissional de novos designers - tenho feito isso nos últimos anos - e essa é uma ação concreta de transformação. Mas não vejo muito sentido em buscar algum tipo de classificação pra determinar se esta ou aquela ação se enquadra na definição clássica de 'ativismo' (no sentido mais físico ou concreto da palavra). Todo projeto é uma afirmação capaz de impactar em algum nível a sociedade: a grande questão é saber de que maneira queremos fazê-lo, qual a mensagem, ou quem e o quê estamos querendo transformar."



Sobre o papel dos designers na realidade social e política de nossas cidades, país e mundo

"Designers sabem manusear como poucos profissionais ferramentas de comunicação muito poderosas: vivemos num mundo intermediado por imagens, e somos produtores altamente capacitados de forma e conteúdo. Podemos usar nossa expertise profissional para convencer as pessoas a amarem uma marca ou ampliar as vendas de um salgadinho - ou para evidenciar, destacar e denunciar algo importante e de interesse coletivo. Infelizmente, a grande maioria dos designers não pode simplesmente escolher um caminho pelo qual deseja seguir: o dinheiro circula através das redes de financiamento do consumo e romper com essa estrutura nem sempre é uma opção simples, ou uma escolha propriamente dita. Gostaria muito que todos saltassem desse bonde desenfreado do consumo, mas isso é uma utopia à qual não me permito acreditar. Quem sabe criamos linhas paralelas de atuação, até criarmos modelos de financiamento capazes de competir em pé de igualdade com a indústria do consumo. Aos pouquinhos, cuidando com mais carinho das novas gerações, proporcionando espaços de reflexão, experimentando alternativas de empreendedorismo e remuneração independente, talvez equilibremos essa balança. O que não podemos aceitar é a ditadura do consumo como modelo único de atuação: essa é uma compactação atrofiada de nossa capacidade profissional, inadmissível. Podemos muito mais que isso!"


Fabio também criou o manifesto "12 passos para um Design não solicitado"  no qual o texto sugere em 12 etapas a criação de um design propositivo e não solicitado para fazer a diferença. Neste, Fabio Lopez pensou no designer empreendedor e no designer ativista porque "o designer ativista é um empreendedor de causas e discursos. Então é uma separação muito sutil, geralmente associada à remuneração ou exploração comercial de suas ideias. Mas até isso pode ser relativizado."



"O 'manifesto' é uma adaptação de um texto muito interessante do arquiteto australiano Rory Hyde, que propõe em seu campo de trabalho e pesquisa uma atuação pautada pelo empreendedorismo pessoal através de iniciativas 'não solicitadas' de projeto. Ou seja, você encontra o problema e/ou oportunidade no seu entorno e propõe uma solução ou ação projetual, sem necessariamente a existência de um cliente ou de uma demanda formal de trabalho. Estou trabalhando para consolidar o projeto mini Rio como uma oportunidade comercial independente e propositiva, por exemplo. Não sei se a ideia original de Mr. Hyde estabelecia algum tipo de distinção entre 'ativismo' e 'ação empreendedora', mas eu não faço isso nessa versão adaptada. Não sei se por 'ativismo' as pessoas entendem uma ação dissociada de remuneração ou retorno financeiro, mas isto não está lavrado em nenhuma parede de mármore ou nos 10 mandamentos do bom designer, rs. O designer-empreendedor é ativista por natureza, assim como o professor, assim como o cara que trabalha pelo salgadinho safado (um mau ativista), e também aquele que propõe algum tipo de reflexão sobre sua prática profissional..."

"Design é ativismo, e nesse sentido é muito importante refletirmos sobre as causas pelas quais nos colocamos em ação." Fabio Lopez



A intenção aqui é provocar o pensamento crítico de nossa atuação enquanto profissionais. No meu ponto de vista o profissional de Design tem acesso a conhecimentos importantes, e cabe a nós aplica-los da melhor forma possível.

Nossa atuação profissional é a forma como colocamos em prática todos os valores no qual acreditamos como ideais para a nossa vida e da nossa sociedade. Porque não sermos mais críticos e mais conscientes de nosso papel dentro do social?

Toda idéia tem uma intenção :) É disto que trato neste blog, buscar novos pontos de vista do mundo, das coisas, a partir das pessoas, novas abordagens sobre os antigos problemas e que estas sejam principalmente mais conscientes. Precisamos assumir a nossa responsabilidade quanto ao papel de cada um em relação ao seu projeto. Seja qual ele for! Afinal quem aqui já parou para pensar que ao mesmo tempo que criamos peças lindas de design também criamos resíduo? A responsabilidade ai é nossa, vamos assumir este papel!

Face a Book - ilustração de Fabio Lopez


Nada melhor para finalizar esta postagem com chave de ouro do que trazer uma frase de Fabio Lopez direto do site de um de seus jogos:

Faça das horas vagas um tempo nobre, dedicado ao exercício de questões pessoais e boas idéias. Sua profissão pode ter um papel fundamental na criação de uma comunidade mais engajada e consciente.

Torne visível o que te incomoda:
o design é a sua voz!

Curtiu as idéias de Fabio Lopez? Ele estará na DOCA no Rio de Janeiro, hoje, dia 29 de outubro de 2015, para falar do seu mais recente projeto Mini Rio, clique aqui para saber mais.

Você pode ver grande parte dos projetos de Fabio Lopez lá no seu Flickr e no seu Issuu e acompanhar as novidades do projeto Mini Rio pelo facebook do projeto

1.11.14

Livros para o seu Processo Criativo


Trago hoje uma bela lista de livros de referência para qualquer processo criativo. A lista foi originalmente feita por Vinícius Mano, publicitário, professor e pesquisador na área de criatividade, processo e gestão de criação. Aqui eu refiz sua estrutura e acrescentei minhas sugestões, principalmente de leituras do design, à lista original. Se vocês tiverem títulos de livros imperdíveis que deveriam estar nesta lista, basta comentar ai em baixo para contribuir, ok? Afinal, esta é uma lista em construção. Aproveitem e curtam cada leitura!


Imagem da postagem Referências do blog Processo Criativo


Sobre Apresentações
Slide: ology (Nancy Duarte)


Sobre Arte
A história da arte (E. H. Gombrich)
Os usos das imagens (E. H. Gombrich)
Arte Moderna (G.C. Argan)
Universos da Arte (Fayga Ostrower)


Sobre Design
Design e comunicação visual (Bruno Munari)
O Efeito Multiplicador do Design (Ana Luisa Escorel)
Fundamentos de design criativo (Gavin Ambrose e Paul Harris)
Design de identidade da marca (Alina Wheeler)
Layout (Gavin Ambrose e Paul Harris)
Design/Escrita/Pesquisa (Ellen Lupton e Abbott Miller)
O que é design gráfico? (Quentin Newark)
Grids (Gavin Ambrose e Paul Harris)
Imagem (Gavin Ambrose e Paul Harris)
O que é design de embalagens? (Giles Calver)
Guia do design editorial (Timothy Samara)
Design emocional (Donald A. Norman)
Design - uma Introdução (Beat Schneider)
Linha do tempo do design gráfico no Brasil (Chico Homem de Melo e Elaine Ramos)
Design para um mundo complexo (Rafael Cardoso)
Das coisas nascem coisas (Bruno Munari)
Intuição, ação, criação graphic design thinking (Ellen Lupton org.)


Sobre Identidades Visuais
Logotipo versus Logomarca (André Stolarski… [et al.])
Design de logotipos que todos amam. Um guia para criar identidades visuais (David Airey)
Como criar identidades visuais para marcas de sucesso (Gilberto Strunck)


Sobre Psicologia da Forma
Princípios Universais do Design (William Lidwell, Kritina Holden, Jill Butler)
Gestalt do Objeto. Sistema de leitura visual da forma (João Gomes Filho)
Arte e Percepção Visual, uma psicologia da visão criadora (Rudolf Arnheim)


Sobre Métodos Projetuais
Afinal, o que é design thinking? (Rique Nitzsche)
Design Thinking (Gavin Ambrose e Paul Harris)
Design Thinking (Tim Brown)
Metaprojeto, o design do design (Dijon de Moraes)
MetaDesign: ferramentas, estratégias e ética para a complexidade (Caio Adorno Vassão)


Sobre Branding
Como Construir Marcas Líderes (David A. Aaker)
Marcas: Brand Equity gerenciando o valor da marca (David A. Aaker)
Lovemarks: o futuro além das marcas (Roberts Kevin)
The Brand Gap: o abismo da marca (Marty Neumeier)
Brandjam (Marc Gobé)
Marcas legendárias (Laurence Vincent)


Sobre Co-criação
A cultura da participação (Clay Shirky)
O poder das multidões (Jeff Howe)


Sobre Inovação
10 dimensões da gestão da inovação (José Caludio Cyrneu Terra)


Sobre Inovação Social e Sustentabilidade
Cradle to Cradle: Remaking the Way We Make Things (Michael Braungart e William McDonough)
Design for the Real World (Victor Papanek)
Haverá a idade das coisas leves - Design e Desenvolvimento Sustentável ( Thierry Kazazian)
Design para a inovação social e sustentabilidade (Ezio Manzini)
Design for Social Impact (IDEO)
Artigos da DESIS Network (Design for Social Innovation towards Sustainability)


Sobre Cor
Cor (Gavin Ambrose e Paul Harris)
A cor no processo criativo (Lilian Ried Miller Barros)
Psicodinâmica das cores na comunicação (Modesto Farina)
Da cor a cor inexistente (Israel Pedrosa)
A interação da cor (Josef Albers)
O essencial da cor no design (Adam Banks)


Sobre Criatividade
Psicologia da Criatividade (Todd Lubart)
Criative-se (Guy Claxton e Bill Lucas)
Tenho uma idéia (Roger von Oech)
A ideia é boa e agora? (Scott Belsky)
De onde vêm as boas ideias (Steven Johnson)
Ideias (Guy Aznar)
El pequeño ilustrado diccionario biciclopédico (Silvia Katz)
Fantasia (Bruno Munari)
Pensamento lateral (Edward de Bono)
Como a mente funciona (Steven Pinker)
Os seis chapéus do pensamento (Edward de Bono)
O ócio criativo (Domenico de Masi)
Criatividade e grupos criativos (Domenico de Masi)
As leis da simplicidade (John Maeda)
Indústrias criativas no Brasil (Charles Kirschbaum… [et al.])
Economia criativa (John Howkins)
Ascensão da classe criativa (Richard Florida)
Criatividade Brasileira: gastronomia, design e moda (Andréia Naccache Org.)


Sobre Comunicação
Guerra e paz na aldeia global (Marshall McLuhan)
Os meios de comunicação como extensões do homem (Marshall McLuhan)
As ciências da comunicação (Bruno Olliver)
As tecnologias do imaginário (Juremir Machado da Silva)
Sociologia do imaginário (Patrick Legros, Frédéric Monneyron, Jean-Bruno Renard e Patrick Tacussel)


Sobre Ilustração
Fundamentos de ilustração (Lawrence Zeegen)
Guia Rápido de Design de Mascotes (Rodrigodraw Miguel)


Sobre Quadrinhos
Narrativas gráficas (Will Eisner)
Quadrinhos e arte sequencial (Will Eisner)
Desenhando quadrinhos (Scott Mccloud)
Desvendando os quadrinhos (Scott Mccloud)
Reinventando os quadrinhos (Scott Mccloud)


Sobre Tipografia
Tipografia (Gavin Ambrose e Paul Harris)
Tipografia: uma apresentacão (Lucy Niemeyer)
Tipografia Digital: o impacto das novas tecnologias (Priscila Farias)
A linguagem invisível da Tipografia (Erik Spiekermann)
Guia de tipografia (Timothy Samara)
Manual de tipografia (Kate Clair, Cynthia Busic-Snyder)
Pensar com tipos (Ellen Lupton)
A arte da caligrafia. Um guia prático, histórico e técnico (David Harris)
Tipografia Vernacular Urbana (Fátima Finizola)
Design e Tipografia (Ina Saltz)


Sobre Interação
Design para internet (Felipe Memória)
Não me faça pensar (Steve Krug)
Cultura da interface (Steven Johnson)
Cultura da Convergência (Henry Jenkins)
A sociedade em rede (Manuel Castells)
Interação mediada por computador (Alex Primo)
Video Games: história, linguagem e expressão gráfica (Alan Richard da Luz)


Sobre Linguagem Corporal
O corpo fala (Pierre Weil)
Desvendando os segredos da linguagem corporal (Allan & Barbara Pease)


Sobre Comportamento do Consumidor
A Lógica do Consumo (Martin Lindstrom)
A cauda longa (Chris Anderson)
Free. Grátis, o futuro dos preços (Chris Anderson)
Brand sense (Martin Lindstrom)
Vamos às compras (Paco Underhill)
Sempre Ligado (Christopher Vollmer e Geoffrey Precourt)


Sobre Neurociência
Memória (Iván Izquierdo)
O erro de Descartes: emoção, razão e o cérebro humano (António Damásio)
Neurociência do comportamento (Bryan Kolb e Ian Whishaw)
Fundamentos da neurociência do comportamento (Eric Kandel, James Schwartz e Thomas Jessel)
A ilusão da alma (Eduardo Giannetti)


Sobre Ponto de Venda - PDV
Trade de Marketing (Francisco Javier S. M. Alvarez)
Compras por Impulso (Gilberto Strunck)


Sobre Planejamento
Safári de Estratégia (Henry Mintzberg, Bruce Ahlstrand e Joseph Lampel)
Desenhando negócios (Dan Roam)
Verdades mentiras e propaganda (Jon Steel)
Naming (Delano Rodrigues)
Posicionamento (Al Ries e Jack Trout)
Administração de Marketing (Philip Kotler e Kevin Keller)
Marketing 3.0 (Philip Kotler, Hermawan Kartajaya e Iwan Setiawan)
A Estratégia em Ação (Robert Kaplan e David Norton)


Sobre Produção Gráfica
Novo manual de produção gráfica (David Bann)
Impressão e acabamento (Gavin Ambrose e Paul Harris)
Formato (Gavin Ambrose e Paul Harris)


Sobre Criação Publicitária
Fundamentos de publicidade criativa (Ken Burtenshaw, Nik Mahon e Caroline Barfoot)
Do caos à criação publicitária (João Anzanello Carrascoza)
The advertising concept book (Pete Barry)
Publicidad creativa (Mario Pricken)
The creative process illustrated (W. Glenn Griffin and Deborah Morrison)
Criação sem pistolão (Carlos Domingos)
O que é criação publicitária (Solange Bigal)
Manual de creatividad publicitaria (Caridad Hernandez Martínez)
Manual prático de criação publicitária: o dia a dia da criação em uma agência (Flávio Waiteman)
O processo de criação publicitária: como conceber e realizar boas mensagens publicitárias (Henry Joannis)
Raciocínio criativo na publicidade: uma proposta (Stalimir Vieira)
Criação na propaganda impressa (João Vicente Cegato Bertomeu)
Bordões, slogans & conceitos na publicidade brasileira (Elóy Simões)


Sobre Direção de Arte
Direção de arte em propaganda (Newton Cesar)
A sintaxe da linguagem visual (Donis A. Dondis)


Sobre Publicidade e Propaganda
Campanhas estratégicas de comunicação de marca (Don. E. Schultz e Beth E. Barnes)
Tudo o que você queria saber sobre propaganda e ninguém teve paciência para explicar (Edison Benetti)
Propaganda de A a Z (Rafael Sampaio)
Propaganda é isso aí!: um guia para novos anunciantes e futuros publicitários (Zeca Martins)
Tramas Publicitárias (João Anzanello Carrascoza e Christiane Santarelli)
A criação de mitos na publicidade (Sal Randazzo)


Sobre História da Propaganda
200 anos de propaganda no Brasil: do reclame ao cyber-anúncio (Ricardo Ramos)
Uma história da propaganda brasileira (Pyr Marcondes)
Dicionário histórico-biográfico da propaganda no Brasil (Alzira A. de Abreu e Christiane J. de Paula)
Mad Men (Jerry Della Femina)


Sobre Redação Publicitária
Redação publicitária: a prática na prática (Zeca Martins)
Redação publicitária: estudos sobre a retórica do consumo (João Anzanello Carrascoza)
Redação publicitária: teoria e prática (Jorge S. Martins)
A evolução do texto publicitário: a associação de palavras como elemento de sedução na publicidade (João Anzanello Carrascoza)


Sobre "Viver de Design"
Portfólio digital de design (Ian Clazie)
Viver de Design ( Gilberto Strunck)
Quanto custa o meu design? Gestão financeira para freelancers (André Beltrão)
Vende-se Design: autopromoção e portfolio para profissionais criativos (Bruno Porto)
Design mundo cão (crônicas reunidas por André Beltrão)

24.6.14

Paula Dib e seu Design de Impacto Social

Trago hoje um apanhado sobre um assunto enriquecedor para todos nós, o Design de impacto social, aqui representado pelas práticas e projetos da designer brasileira Paula Dib. Paula Dib atua com foco no design centrado no ser humano, co-criando junto a comunidades urbanas e rurais, oferecendo novas soluções focadas no bem-estar e na transformação social local. Seus projetos tem como pilar a experimentação, trabalhando sobre valores fundamentais da vida de cada comunidade.





Impossível não se encantar com as palavras de Paula sobre sua visão do Design e sobre seu trabalho. Deixem-se inspirar com seu relato no texto abaixo "Caminhos no Design" escrito por ela para a Organización Latinoamérica de Producción Intelectual en la disciplina del Diseño:

"O que me encanta no design é a amplitude de ferramentas desenvolvidas e estimuladas que temos como criativos, e como ele nos convida a utilizá-las para melhorar da vida das pessoas. Seja no âmbito que for, da criação da embalagem de shampoo, a cama, sofá ou poltrona. Essa relação do design com as pessoas é absolutamente fascinante e enriquecedora. O caldo para criação é farto, cheio de nuances, temperos e sabores.

Isto nos leva a um outro estágio de envolvimento e consequentemente de percepção, que amplia enormemente o leque de possibilidades e caminhos. Ganha uma “realidade ampliada”, pois se afasta do ponto de vista unitário do criador e parte para a força da visão do todo.

Este é o design inclusivo, generoso, atento, observador, estimulador de potencialidades, que nascem de um exercício coletivo de experimentação e descoberta.

Sob esta perspetiva, ao analisarmos a realidade brasileira vemos que de um ponto de vista mercadológico e social o Brasil estruturou-se através de um modelo de desenvolvimento excludente, onde de um lado, temos o país emergente dos grandes centros urbanos, visando um desenvolvimento em moldes estrangeiros, e de outro, o Brasil regional, muitas vezes sub-desenvolvido -ou sub-valorizado- mas com ricas expressões culturais e sociais.

Considerando este contexto, a proposta de atuação é unir, através do design, esses dois pólos sociais brasileiros, desenvolvendo produtos juntamente com comunidades artesanais, criando alternativas de renda, gerando auto-estima e valorizando sua cultura e identidade regionais originais brasileiras.

Neste processo de aproximação, percebemos a mudança da visão do design X artesanato como dois campos diferentes. Começamos a considerar design E artesanato como uma rica confluência que ultrapassa as fronteiras do design, em busca de um delicado equilíbrio entre tradição, modernidade, cultura, arte, conduta, política, natureza e questões sociais.

Com relação à metodologia aplicada, o trabalho acontece principalmente em comunidades urbanas e rurais de produção artesanal em todo território brasileiro.

O desenvolvimento tem início com um diagnóstico, à principio de observação da vida como um todo, dos costumes, das tradições, do ritmo local, das crenças, das lideranças, da natureza. É um momento de sentir, pois os lugares influenciam as pessoas, e as pessoas influenciam os lugares.

Cada local tem sua própria natureza, cada pessoa tem sua própria natureza. Para entender a natureza de cada local é preciso saber qual é a intenção e, ao observar, estar consciente de que observamos por um ponto de vista.

Pois nossa visão é essencialmente subjetiva baseada nas nossas experiências pessoais, estudos, valores, ética e principalmente nas experiências sensoriais. Nessa colheita de sensações: formas, cores, cheiros, texturas nos permitem alcançar um estado mais limpo de percepção.

E então, partindo do espaço e das pessoas que ali vivem, como princípio organizador, estabelece-se o ritmo e desenvolvimento do trabalho.

É fundamental desenvolver a observação criativa e viver o local com um profundo sentimento de relacionamento. Percepção requer envolvimento. Enxergar a totalidade, vivenciar cada detalhe.

Respeitar técnicas tradicionais, o uso e extração das matérias primas, os processos e o tempo de cada lugar e trabalhar com entusiasmo para renovar e redescobrir.

Consciente destes tantos aspectos, desafiar conjuntamente todas as coisas a serem diferentes e se desafiar a pensar diferente. Baseando-se em recursos e habilidades locais, utilizando todos instrumentos e ferramentas criativas, oriundas do design.

Pois, construir a partir de verdades é um exercício maravilhoso."




Se você ficou curioso para ver o trabalho da Paula confira o video acima onde ela apresenta o projeto de brinquedos pedagógicos em Moçambique com bio-construção e confira as estampas africanas (clicando aqui) co-criadas em uma oficina juntamente com alguns locais.


Além de sua rica trajetória Paula foi vencedora do prêmio International Young Design Entrepreneurs of the Year de 2006, e co-dirigiu um documentário sobre os mestres do couro da região do Cariri. Foi homenageada pela revista Trip como Transformadora 2013 e em seu caminho do sertão do Ceará a África, passando por  Londres, Paula valoriza os processos e as pessoas, que são sua principal matéria-prima.




Um pouco mais sobre o trabalho da Paula ilustrado por imagens abaixo. Para ver e saber mais detalhes acessem o Behance dela.














Gostou de conhecer a Paula Dib e quer saber mais sobre seu trabalho? Acesse o site dela clicando aqui e confira mais esta entrevista com esta designer de idéias fascinantes. Curtam o video da entrevista abaixo (em inglês) para o site Design Indaba onde Paula Dib fala juntamente com Adélia Borges, ao evento What Design Can Do de 2011, sobre o projeto de Design que tem como compromisso melhorar vidas.




E aí? Curtiu saber que o design pode ajudar pessoas e construir comunidades melhores? Quatro designers falam sobre estas questões no site Design Indaba. Lá você também encontra outra entrevista com a Paula Dib.

Para ler mais sobre Design Social acessem o livro Sustainist Design Guide e o livro Design for Social Impact da Ideo. Tenho algumas referências para vocês no meu slideshare. Boa pesquisa :)

14.1.14

Tipografia Vernacular: Letras de Pernambuco



Que tal começarmos o ano com o pé direito e com uma promoção? Aproveite esta postagem e participe para concorrer ao livro "Abridores de Letras de Pernambuco"!





Mas antes, vamos a história do livro… A designer gráfica Fátima Finizola junto com Solange Coutinho e Damião Santana lançaram em 2013 o livro Abridores de letras de Pernambuco: Um mapeamento da gráfica popular que apresenta, registra e amplia o conceito do trabalho de artesãos e profissionais que trabalham com letreiros e resistem com seus pinceis, tintas e técnicas analógicas de outras épocas.

Acho válido lembrar a vocês que a Fatima Finizola já tinha lançado em 2010 o livro "Tipografia Vernacular Urbana: uma análise dos letreiramentos populares." dentro da coleção Pensando o Design da Editora Blucher. Me parece que estes projetos são quase complementares, e vale a pena conferir ambos!

Agora, para entender mais sobre as motivações desta pesquisa e da autora/pesquisadora vale conferir as entrevistas que coletamos e compilamos por aqui logo abaixo.





Fatima Finizola contou para o projeto O Brasil com S por que pesquisou o design popular do sertão pernambucano?
"Quando pequena tinha o hábito de viajar de carro com a família para o interior de Pernambuco e do Rio Grande do Norte. Aquelas paisagens e imagens do agreste e do sertão de alguma forma ficaram guardadas na minha memória: as feiras públicas com frutas e legumes fresquinhos, badulaques e utensílios domésticos; as cores, formas e texturas do artesanato; a pista, a paisagem mudando diante de meus olhos pela janela do carro; o queijo quente na lanchonete da beira da estrada, a noitada na rede da Tia Dulce, o passeio de jegue na fazenda do Tio Xinda, a primeira vez que furei meu dedo com um cacto…  O meu interesse pelo design informal, não acadêmico, carregado de significados e marcas culturais e produzido por aqueles que estão à margem da academia, me levou ao sertão de Pernambuco. 

Em 2012... iniciamos o projeto, partimos da capital do Estado com o desafio de tentar encontrar os ‘dialetos gráficos’ que se escondiam nas paisagens urbanas do litoral ao interior de Pernambuco. Por meio da observação e registro dos letreiros populares confeccionados artesanalmente, por 12 pintores de letras, procuramos resgatar a cultura gráfica informal do estado, e descobrir as peculiaridades e semelhanças desta produção em 6 cidades do Estado. 


Nessa busca, o Sertão, em particular, deixou marcas. Nesta região visitamos três cidades: Arcoverde, Salgueiro e Petrolina. A inventividade e criatividade do sertanejo – presente na sua produção artesanal, muitas vezes feita de improviso, impulsionada pela necessidade de resolver algum problema – estavam bem ali na nossa frente. Da urgência de divulgar um serviço na beira da estrada, surgiam na paisagem da caatinga letras vivas com uma ortografia nem sempre precisa mas de conteúdo certeiro – lanchonete, borracharia, oficina mecânica, vende-se, conserta-se de tudo. Deixando a paisagem sertaneja bucólica da beira da estrada, também descobrimos um sertão moderno, de centros urbanos em desenvolvimento com forte potencial econômico. Ao mergulhar no cotidiano destas cidades, tivemos uma grata surpresa: descobrímos alguns mestres pintores de cada localidade e conhecemos as estórias de uma profissão que resiste até hoje às tecnologias digitais de impressão que também chegaram ao Sertão.

A dedicação, precisão e criatividade dos personagens entrevistados é algo fascinante. Por meio de materiais e ferramentas simples – basicamente a tinta e o pincel -, surgem as letras artesanais sertanejas: letras de forma – retas ou boleadas -, manuscritas, caligráficas, quadradas, gordas, bicolores, em degradê. Estampam muros, fachadas, placas, lameiras de caminhões, barcos, entre outros suportes. A escolha do ofício parece já ter sido predestinada desde o momento da descoberta do dom artístico de cada pintor ainda na infância ou adolescência. As inspirações vêm do trabalho de outros mestres, de catálogos de letras, das letras estampadas em revistas e folhetos. As técnicas e ferramentas foram aprimoradas com a prática de anos de trabalho.

Como o mestre Aloísio Magalhães já havia observado ainda na década de 1970, ‘o artesão brasileiro é basicamente um designer em potencial’, temos grandes lições a aprender com o fazer popular e com o fazer sertanejo. O pintor de letras do sertão pernambucano mantém-se firme na tradição de seu ofício pois reconhece o seu lugar no mercado e confia no seu potencial e senso estético.

Partimos com a missão de registrar artefatos da gráfica popular para preservar a memória da produção informal de design gráfico – visivelmente ameaçada, em algumas localidades, pelas novas tecnologias – e trouxemos a bagagem cheia de aprendizados e esperança."





Você pode ter pensado sobre como esta estética e saber popular pode contribuir com alunos e profissionais em suas rotinas, todos tão acostumados com uma cultura visual globalizada. Pois a Fátima responde:

"Hoje, observamos algumas mudanças nesse cenário diante de várias iniciativas no campo do design que visam valorizar elementos da cultura local a fim de diferenciar a nossa produção no mercado global. A inspiração para novos projetos de design pode estar aqui bem debaixo do nosso nariz. O caminho de valorização da cultura e da produção popular mais ingênua além de ser uma fonte riquíssima de referências para a produção do design formal, também ajuda a fortalecer a nossa cultura e tradições locais, seja por meio do registro desta memória ou pela tentativa de dar maior visibilidade ao trabalho destes artífices, para quem sabe tentar reinseri-los no mercado de forma mais competitiva. Além disso, o designer pode reincorporar elementos dessa estética por meio de remixes, releituras e novas interpretações, bem como aprender com as técnicas artesanais destes profissionais, dando um novo sentido a esta produção ao mesmo tempo que reforça a sua cultura local."





Ficou com vontade de folhear o livro? Dá para ver uma amostrinha abaixo. Quer saber mais sobre a pesquisa do livro? Confira uma entrevista com a autora clicando aqui.





Mas se você quer concorrer a um exemplar do livro "Abridores de Letras de Pernambuco" basta comentar E compartilhar publicamente a postagem do livro na página do Ame Design no facebook para garantir que sua participação seja computada, ok? Sortearemos entre as pessoas que fizerem as duas ações (comentário e compartilhamento público) até o dia 30 de janeiro de 2014. Divulgaremos o resultado aqui no final do dia 30.01.2014 nesta postagem e nas redes do blog (facebook e twitter)

E pra quem quiser saber mais sobre o projeto acesse o hotsite de lançamento do livro clicando aqui.

Curtiu este trabalho de tipografia? Então você vai gostar da iconografia de carroceria de Pernambuco também da mesma autora :)

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Atualização - Resultado do sorteio:  
Mateus Alves é o sortudo a ganhar o livro "Abridores de Letras de Pernambuco"!!! Super parabéns! 

26.10.13

Os mundos de Luigi Serafini





Recentemente andou circulando pelas redes sociais as ilustrações de Luigi Serafini e, devo dizer, não tem como não deixarmos de olhar, e olhar novamente, de tão interessantes e curiosas que são cada uma delas...

Então vamos saber um pouquinho mais: no final dos anos 70 o arquiteto, ilustrador e designer industrial italiano Luigi Serafini fez um livro... uma enciclopédia de um mundo desconhecido, um mundo paralelo. Cerca de 360 páginas, curiosamente escritas em uma língua desconhecida, usando um alfabeto desconhecido. O autor levou 30 meses para concluir essa obra-prima que muitos chamam de "o livro mais estranho na terra". O nome? Codex Seraphinianus, dividido em 11 capítulos e duas partes - a primeira é sobre a natureza e a segunda é sobre as pessoas.







A palavra " Codex" no título significa "livro" (do Latin caudex), e "Seraphinianus" é derivada do sobrenome do autor, Serafini (que em italiano, refere-se aos serafins). Literalmente, Codex Seraphinianus significa livro de Serafini.

Essa enciclopédia do mundo criativo de Luigi Serafini é completamente manuscrito com ilustrações coloridas de flora, fauna, anatomia, moda e alimentos bizarros e fantásticos ao mesmo tempo . Tem sido comparado ao manuscrito Voynich, a Tlön , Uqbar , Orbis Tertius, e as obras de MC Escher e Hieronymus Bosch, provavelmente pelo caráter imaginário das ilustrações surrealistas...







Lembrando que estes mundos habitaram algum dia a cabeça de todos nós, em épocas inocentes, quando tudo que era imaginado, era possível...  Perfeito para mostrar que sempre é possível "viajar" nas possibilidades criativas e que a brincadeira pode render frutos até :)  As possibilidades representadas nas ilustrações de Luigi Serafini vão desde transformações e possibilidades surrealistas e impensadas até oportunidades criativas reais e divertidas, mas todas nos dão oportunidade de novos pensamentos acerca de temas rotineiros, não acham? Inspirador no mínimo...
























Abaixo uma versão digital do livro para nos deliciarmos com cada ilustração, como se voltássemos a nossos reinos imaginários que estão guardados :)



Via dica do Nelson Balaban

26.9.12

Afinal, o que é design thinking?

A evolução acelerada da economia está demandando novas ferramentas de transformação. A “nova economia” está relacionando, na prática, cada vez mais o design a conceitos como inovação e vantagem competitiva. “O design é uma nova forma de pensar como lideramos, gerenciamos, criamos e forjamos relacionamentos com as pessoas para as quais venderemos” Essa é a frase dos editores da revista Fast Company, que publicaram um livro sobre as regras dos negócios em 2005. O design thinking é uma metodologia que humaniza os propósitos dos negócios. Bom design é bom negócio e ajuda a construir o indispensável diferencial das marcas.



O pensamento do Design é um assunto recorrente por aqui, mesmo que nas entrelinhas, mas em 2010 tivemos um memorável debate via twitter para abordar o tema junto com quem estivesse a fim de tirar suas dúvidas: Debate sobre Design Thinking

Lembro-me bem, que na mesma época cheguei a entrar em contato com Rique Nitzsche, que é uma referência no assunto no Rio de Janeiro. Logo, vocês devem imaginar como fiquei feliz em ver e ler este livro :)  Resumidamente posso afirmar que, este é o título se você busca entender um pouco mais sobre o "design" puramente falando, com farta citação de textos importantes ao entendimento histórico e atual sobre a nossa profissão.



O livro foi uma prazerosa surpresa! Lendo-o encontrei, pela primeira vez, a explicação e o desenrolar do pensamento de design pelas épocas,  através de diversos autores e seus títulos ( tudo citado e muito bem embasado em bibliografia consistente no capítulo "O termo design thinking" e em todo decorrer do livro). Neste livro você descobre como surgiu todo este papo de "pensamento do Design", mesmo antes da divulgação/leitura feita pela IDEO e como tem sido abordado atualmente.  Aliás, a bibliografia indicada deixa aqueles "ganchos" que te dão aquela vontade de saber mais, ou seja, uma grande semeadora de novas pesquisas que deixam a gente com uma lista de novas leituras para fazer :) Vale a pena ler! Tem para vender no site da editora.


22.8.12

"Logotipo versus Logomarca" e o "Mundo Cão do Design"



Lendo o livro "Logotipo versus Logomarca" vi, em alguns textos, bons argumentos sobre esse assunto que levanta tanta polêmica em torno dos termos, mas ainda continuo batendo na tecla de que, na verdade, o papo deveria ser em torno das formas de fortalecer a profissão e o profissional, isso sim é produtivo!




Mas vamos ao que interessa: a polêmica. Para deixar todo mundo curioso sobre o livro, vou dizer que concordo com o texto do Guilherme Sebastiany, afinal realmente "sempre existirá uma diferença entre o uso popular e o profissional" e aqui se encaixa o texto de Bruno Porto: "precisamos falar a mesma língua como profissionais, seja qual for". Considero que as maiores confusões já começam no diploma... Basta pensar com calma, você é formado como programador visual, comunicador visual ou designer gráfico? Vou falar por mim, toda vez que preenchia aquela parte do formulário PROFISSAO como "programadora visual" (como consta em meu diploma) imediatamente achavam que eu fazia sistemas!! Até que parei de usar o termo... e aí? O que fazer? O nosso problema vai muito além de logotipo e logomarca, essa discussão e suas reações são apenas um sintoma da profissão!

Completando o embate do livro e tudo que ele me fez questionar e pensar/repensar, vale ler também o texto da Carolina Vigna-Maru "Logomarca existe, passa bem e manda lembranças" - texto citado no podcast anticast 46, que vale a pena conferir. Agora para entender melhor, e tirar suas próprias conclusões, só lendo, né?

Para relaxar do embate acima, não perca o divertido livro "Design, mundo cão" de André Beltrão que não pode faltar na sua cabeceira para descontrair e te fazer rir do próprio infortúnio :) Já adianto, quando você começar a ler não vai conseguir parar e, com certeza, vai se identificar com muitas das histórias. Se ficar com vontade de contar uma das suas, os comentários estão abertos para vocês, ok? Sintam-se a vontade e aproveitem para concorrer aos dois livros pelo facebook! .................................................................................................

Atualização - o sortudo que ganhou os livros foi o Hilton Martins - http://sorteie.me/fb/tf3 :) e outra novidade é que, finalmente, o ameDesign agora também tem perfil no Instagram. Segue lá!

1.3.12

...como um artista . Um livro sobre criatividade






Vai dizer que as palavras acima não te dizem nada? hummm... sei não, muita gente anda admitindo que o autor delas descobriu o seu blefe :))

Pois é... com termos que geram polêmica Austin Kleon, autor do livro "Steal like an artist" (Roube como um artista) fala o que todos nós sabemos, ou deveriamos saber: somos um "mash up" de nossas vivências, uma mistura de tudo o que vemos, lemos, ouvimos... o que seria a nossa "biblioteca" pessoal e única por conta das diversas influências pessoais (inclusive de educação, ética, opinião além de simples referências culturais) construidas desde nossa primeira infância.


Steal Like An Artist Book Trailer from Austin Kleon on Vimeo.


Sinceramente fiquei curiosa para conhecer melhor o enfoque do autor e como ele trata do tema em seu livro, que aparentemente é, sem papas na língua :) Voltamos a velha discussão sobre "inspiração"... ou melhor, ao invés de discutir, que tal aproveitar o que o livro nos traz de melhor!

Austin também tem um livro que achei bem interessante e lembrou exercícios criativos feitos com jornal, mas no caso dele foram feitos com as palavras e uma caneta preta, que eram origem ao livro e blog Newspaper Blackout. Uma forma divertida de poesia ;)










Aqui abaixo o autor falando sobre o assunto tratado no livro... criatividade! Curtam :)