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11.4.16

Reciclando Plástico e
montando sua própria lojinha de produtos







Você sempre quis fazer algo ligado a reciclagem ou reaproveitamento mas achava tudo muito complicado? Pois olha o que o designer Dave Hakkens criou: uma oficina modelo prática e acessível de reciclagem plástico! A proposta é tornar a reciclagem dos plásticos possível em um pequeno espaço e em pequena escada, nada que precise se parecer com uma indústria, na verdade pode ser até uma lojinha atelier mesmo.



O autor tem um canal no you Tube onde explica grande parte do como fazer e usar os equipamentos que criou e a idéia é como um kit, o projeto Precious Plastic. Tem página no facebook também e fiquei pensando como eu não conheci isso antes rsrsrs pois o projeto é de 2013!




Dave levou 2 anos para desenvolver os projetos das máquinas que reciclariam o residuo de plástico localmente. O próximo passo foi compartilhar, gratuitamente, como as máquinas foram desenvolvidas bem dentro da idéia de Open Design. As máquinas podem montadas usando materiais e ferramentas bem básicas, a partir de modelos com "código aberto online" gratuito para que as pessoas possam reconstrui-las pelo mundo.

A idéia é levarmos nos a ação! Então corre no site Precious Plastic para aprender tudo e monte o seu atelier agora mesmo :)

...mais aqui...

7.3.16

Geléia artesanal + rótulo com carimbo = lindeza!










La Tía Fina é uma empresa familiar espanhola com pequena produção de geléias artesanais. Neste projeto percebe-se que a restrição de orçamento não pode e nem deve ser um empecilho para boas idéias :) Juanma Aznar usou a técnica artesanal de carimbos como inspiração para a identidade desta marca de geleias caseiras, usando as próprias frutas e suas texturas para obter a ilustração do rótulo que foi criado em duas cores e é um charme só!

Em termos de valores transmitidos, o rótulo transmite perfeitamente o pensamento de que o produto é realmente artesanal, não é?





15.11.15

As guitarras de José Cechin





O artesão curitibano José Cechin começou em 2013 a construir guitarras feitas com caixas de charuto. Foi apresentado às cigar box guitar ou guitarra de caixa de charutos por um amigo e começou a construi-las em sua pequena oficina em Colombo, no Paraná.

As guitarras de caixa de charutos nasceram da necessidade, em uma época em que instrumentos feitos por construtores tradicionais era inacessível. Os primeiros registros remontam à Guerra Civil Americana (1861-1865), mesma época em que as caixas de charuto se tornaram comuns, conforme cita a matéria da Gazeta do Povo que merece ser citada aqui ;)










Exemplos como este renovam nossas idéias e nos impulsionam em busca de novas e boas soluções. No video abaixo o próprio artesão fala sobre sua experiência e toca o instrumento. Uma delícia de ouvir, aliás.













Esta iniciativa deste "maker" entra para o nosso repertório, para nos ajudar a pensarmos juntos!

Uma super dica compartilhada por Luiz Pellanda. Aliás esta matéria me lembrou esta orquestra toda construida por resíduos.

7.10.15

Todos somos criativos



Esta animação do estúdio ThinkPublic nos lembra como a capacidade de criar é humana e que basta "educar" nossa atenção, de verdade, para ser um solucionar de problemas da modernidade que também podemos chamar de designer :)  Na verdade, este é um debate longo porque existem muito "makers" que são criativos e resolvem problemas sem nenhuma tipo de educação formal. Sem entrar neste debate, muito menos em tempos de regulamentação, deixo vocês com este video para pensar.

O pessoal do Cmykativo fez uma breve tradução que trago um trecho abaixo:

"[...] Ser designer não é sempre sobre fazer aviões, pontes ou outdoors. Ser designer pode ser sobre pensar um modo de identificar oportunidades, desde grandes idéias e torna-las em produtos reais, serviços e sistemas. [...]

Ser designer é sobre olhar ao redor, escutar, experenciar, ver coisas que outras pessoas não veem e estar pronto e capaz para tornar este aprendizado em soluções. Olhar para os problemas buscando encontrar uma expressão da solução. Se tudo for resolvido sempre da mesma forma, sempre e sempre, o que mudará?

Desenvolva sua habilidade em escutar para mediar, e juntar as pessoas de maneira construtiva para compartilharem suas experiências e invenções. Você pode provavelmente ter todas as respostas e todas as idéias.

Pessoas falam bastante e frequentemente em salas. Se você quer ser um designer, por que não pega as conversas, filtra as ideias brilhantes e as transforma em coisas tangíveis? E depois mostre ao mundo, seja proativo, vá para fora e tente botar em prática. Faça perguntas, teste suposições, desafie si mesmo e o seu time. Se não funcionar na primeira vez, tente de novo. Você não precisa de óculos bobos e uma camisa gola polo, só uma mente curiosa e criativa"

Mas este "papo" foi puxado pelo Design Livre e acho bem pertinente e interessante para pensarmos neste momento da profissão, neste no qual pretendemos nos tornar mais sociais, mais atentos ao outro e pensar mais nas pessoas, para isto precisamos começar a desafiar os nossos próprios preconceitos. Para completar e deixar vocês mais pensativos ainda,  podem baixar o livro de Hugo Cristo "Design sem designer" aqui  e aparecer para bater um papo com o autor em Curitiba na semana que vem. Tenho certeza que muitos estão agora com os pensamentos em ebulição :)

Afinal, querendo ou não, as novas tecnologias estão ai trazendo novos desafios e novos debates. O melhor que temos a fazer é entender como isto tudo está acontecendo e, quem sabe, para alguns seja interessante se juntar ao movimento :) então recomendo o livro Makers: A Nova Revolução Industrial de Chris Anderson  e que  todos conheçam a história dos Fab Labs que vem de encontro com os temas que já tratei aqui anteriormente o Design Livre ou Open Design.

Considero que perceber  o  valor do conhecimento empírico dos "makers", aqueles da gambiarra mesmo, unindo-o ao conhecimento formal do design pode nos trazer novas formas de pensar velhos problemas... mas devemos lembrar que estas "novas formas de pensar" já estão por ai, basta enxergarmos!


12.8.15

Novas possibilidades para o jeans



Mais uma marca de armação de óculos inovando em seu processo de fabricação e matéria prima. Depois da marca que usou papel jornal na fabricação de suas armações,  agora a Mosevic utilizou um marco da indústria da moda, o jeans, como matéria prima.

A idéia básica é transformou o tecido através da aplicação de resina em diversas camadas, que eles chamaram de "jeans sólido". Depois de sêco, este bloco é cortado a laser e lixado artesanalmente, com esmeril e à mão. A intenção é preservar a textura típica do material e a estética em todas as partes da armação. O produto varia de 3 camadas nas partes mais finas dos braços até 10 camadas nas partes mais grossas das molduras.

 O legal da proposta é permitir outras idéias similares que venham a aproveitar tecidos reaproveitados, jeans ou não, em novas propostas de uso, não acham?







21.6.15

Monte você mesmo o seu sapato



Pikkpack (nome de um jogo húngaro que significa "um pedaço de bolo") vem como um kit faça-você-mesmo contendo uma peça plana de couro de alta qualidade que você pode transformar em uma peça 3D de seu próprio vestuário com as suas mãos! Criado pela designer Sara Gulyas, e viabilizado por financiamento coletivo, o kit permite que os usuários personalizem seu produto usando o cadarço de amarração lateral na cor desejada e, desta forma, construindo uma conexão mais pessoal com o produto. Interessante e curioso :) Vendido clicando aqui.











Abaixo o video que foi da campanha, bem sucedida, no Kickstarter que vocês podem ver conferir clicando aqui.


27.5.15

O design amarrado de Anton Alvarez














Em vez de usar pregos ou parafusos para montar suas peças de mobiliário, o designer Anton Alvarez criou "The Machine Wrapping Thread" para si mesmo, uma máquina onde ele une materiais diversos com fios cobertos com cola.

Anton construiu a primeira versão da máquina em 120 dias, durante o seu primeiro ano de faculdade em Konstfack(Estocolmo). A documentação de sua série de experiências efetuadas durante esses 120 dias com registro de materiais, idéias e métodos diferentes resultando no livro 120x120 que vocês podem conferir clicando aqui. O designer uniu conhecimentos diversos, os quais resultaram neste processo e resultado: em sua biografia aparecem estudos artes plásticas e aprendizagem de carpintaria.







Usando sua máquina de "envolvimento em fio"Anton combina materiais que muitas vezes exigem técnicas de montagem mais elaborados. Madeira, aço, plástico ou tijolos podem ser unidos. Além de compor a estrutura, o segmento em fio e cola é também o padrão decorativo que dá forma e cor não apenas a objetos, mas também a espaços.

O designer já chegou a criar 180 lugares para um jantar de caridade que tinha o objetivo de promover a venda de obras de artistas emergentes e doá-los a coleções públicas. Abaixo a engenhoca em funcionamento!













Uma excelente idéia para reaproveitar materiais diversos e transformá-los em novos objetos com novos usos :) Dá para acompanhar as peças do designer por sua página no facebook clicando aqui.





7.5.15

Um parque de Piões coloridos







"Los trompos", ou seja, piões é uma instalação interativa que está no Museu de Arte de Atlanta e consiste em 33 piões feito com malha coloridas. O conceito por trás está diretamente ligado aos brinquedos e expressões tradicionais do México, buscando referenciar as tradições e habilidades dos artesãos mexicanos e da cultura do país, incluindo os tecelões. Esta instalação ficará no High Museum of Art, até 29 de Novembro de 2015.

Deve ser uma delícia interagir e brincar com estes piões gigantes cheios de cor! A instalação dos piões tem um belo tumblr da instalação que vocês podem ver clicando aqui.






Esta instalação me lembrou aquela lindíssima feita em crochê por Toshiko. Aliás, tem outras postagens com piões aqui pelo ameDesign :) 

30.4.15

Para tirar de sua zona de conforto:
picolés perigosos






Você já lambeu um cactos? Provavelmente não :)  Então, esta é a proposta dos "picolés perigosos",  Dangerous popsicles ,  uma coleção de picolés em formatos estranhos inspirados nos formatos de cactos e bactérias/vírus potencialmente mortais. É a estética e o design mudando a experiência do consumidor!

Você nunca pensou que teria curiosidade em colocar essas "coisas perigosas" na sua língua voluntariamente, né? Pois, no mínimo podemos dizer que existe beleza em coisas que normalmente nos parecem hostis.  Wei Li, designer de San Francisco, propôs esta forma de brincar com a forma e mudar a percepção das coisas, propondo uma outra, nova, visão do mundo para estimular a nossa imaginação, acostumada a códigos sociais predeterminados.









Esse picolés visam criar uma experiência sensorial única e conflitante. Antes de provar com sua língua, aprecie com os olhos e mate a curiosidade da sua mente. Os picolés são nada além de água e açúcar, mas as idéias de bactéria e vírus mortais, além dos espinhosos cactos, são suficientes para estimular os seus sentidos antes mesmo do primeiro sabor.  A idéia é impulsionar o consumidor para sair de sua zona de conforto!





As formas dos picolés foram modelados e impresso primeiramente em software 3D e, em seguida, impressos em uma impressora 3D. As formas impressas em 3D foram então usadas como originais para fazer os moldes de silicone.

Estes moldes de silicone, alguns feitos em duas partes outros em quatro, foram usados para fazer os picolés. Para saber mais detalhes sobre o processo de produção clique aqui.











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