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15.11.15

As guitarras de José Cechin





O artesão curitibano José Cechin começou em 2013 a construir guitarras feitas com caixas de charuto. Foi apresentado às cigar box guitar ou guitarra de caixa de charutos por um amigo e começou a construi-las em sua pequena oficina em Colombo, no Paraná.

As guitarras de caixa de charutos nasceram da necessidade, em uma época em que instrumentos feitos por construtores tradicionais era inacessível. Os primeiros registros remontam à Guerra Civil Americana (1861-1865), mesma época em que as caixas de charuto se tornaram comuns, conforme cita a matéria da Gazeta do Povo que merece ser citada aqui ;)










Exemplos como este renovam nossas idéias e nos impulsionam em busca de novas e boas soluções. No video abaixo o próprio artesão fala sobre sua experiência e toca o instrumento. Uma delícia de ouvir, aliás.













Esta iniciativa deste "maker" entra para o nosso repertório, para nos ajudar a pensarmos juntos!

Uma super dica compartilhada por Luiz Pellanda. Aliás esta matéria me lembrou esta orquestra toda construida por resíduos.

30.6.15

Geometria em movimento



A animação geométrica que o peruano Carlo Vega fez com o audio de Chilly Gonzales teve como inspiração inicial as postagens do Geometry Daily e deu aos traçados nova vida :)

12.4.15

Espaço e tempo em
Design de embalagem







Este video mostra, em detalhes, o projeto gráfico de Elisabeth Kopf para embalagem do projeto para a Vienna Art Orchestra, que brinca com os conceitos "espaço e tempo", assim como a música, em seu layout.

Adoro este projeto que tem uma embalagem externa em acrílico azul que produz melodia ao abrir e fechar, apenas explorando a passagem de ar pelos orifícios, para ver a embalagem e sua melodia assistam ao video de uma postagem anterior clicando aqui.

Parece música:
desenho + cor = som



O artista sonoro Yuri Suzuki projetou a instalação interativa Looks like music em 2013, que parece ser deliciosa, em que um veículo em miniatura - caçador de cor - detecta e segue uma linha preta, ao cruzar com partes ou linhas coloridas o dispositivo transforma os dados RGB em som.

Os usuários podiam desenhar um circuito de forma aleatoria usando uma caneta preta sobre um pedaço de papel para "o caçador de cor" fazer seu percurso sonoro. O resultado é uma experimentação divertida para todas as idades!










Cada dispositivo "caçador de som" tem uma forma diferente e um resultado de interpretação das cores também diferente :)



basscar - faz sons graves

'glitchcar' - tem som de percussão eletrônica

'Melodycar' - toca acordes e melodias

'Arpeggiocar' - tem som de arpejo

'Drumcar' - tem vários sons de bateria

12.3.15

A marca dinâmica Fugue por Sagmeister e Walsh








A marca Fugue, criada por Stefan Sagmeister e Jessica Walsh, tem sua geração, funcionamento e regeneração automatizada por software. A intenção foi de projetar uma marca que tornasse visível a efemeridade incorporada em seus atributos centrais de linhagem e elegância, através de uma nova forma de pensar os gráficos. O desenho funciona através da programação do software, que constantemente se regenera enquanto os dados se movem de um ponto a outro. Também foi desenvolvida uma aplicação que lhes permite importar qualquer arquivo SVG para que eles possam facilmente criar novos padrões e ilustrações ao longo do tempo, conforme necessário.










Quando você importa um desenho em linha o aplicativo gera automaticamente a mesma linguagem estética do logotipo. O usuário pode então alterar o tamanho, velocidade e densidade com o aplicativo para aumentar a clareza ou criar estilos específicos de animações com base em sua necessidade. A aplicação do logotipo também tem uma função de desenho, de modo que você pode desenhar visuais abstratos, dentro da mesma estética visual, usando um dispositivo tablet.








O estilo gráfico, a escolha da dinamicidade da marca e o naming se encaixam perfeitamente, pois em música, o termo "Fugue" ou uma "fuga" é um estilo de composição contrapontista (que utiliza as regras do contraponto), polifônica (em duas ou mais vozes), construído sobre um assunto (tema). Com  sua origem na música barroca, nesta estilo de composição musical o tema é repetido por outras vozes que entram sucessivamente e continuam de maneira entrelaçada. Para perceber como tudo se encaixa basta dar o "play" nos videos desta postagem :)

O nome do software, Fugue, faz referência a música que ficaram famosas por compositores como Bach, Mozart e Beethoven. Os criadores do software são ex-músicos e, para incorporar a música no branding, o software foi pensado de forma a carregar qualquer música a partir de uma biblioteca de usuários. A velocidade & ritmo alteram para refletir o ritmo da música. As vinhetas da marca com som podem ser usadas em feiras, na demo do aplicativo, ou on-line, como animações.


23.1.15

Mesmo referencial, projetos diferentes









Esta identidade visual modular foi criada como parte da estratégia de "Place Branding" para a cidade de Ivano-Frankivsk (IF), na Ucrânia. Foi inspirada em um forte elemento da cultura local; os bordados do vestuário tradicional.

A partir de um único símbolo toda uma comunicação visual e sinalização pôde ser criada através de padrões similares ao ponto-cruz do bordado. No meu ponto de vista, mesmo o referencial para a inspiração ter sido um elemento cultural tradicional as aplicações foram feitas de forma a transmitir extrema atualidade. Belo trabalho! Mais detalhes da identidade visual clicando aqui.









Depois de ver como uma identidade visual inspirada na arte popular ucraniana do bordado foi desenvolvida, que tal ver a mesma referência sendo usado para outros fins?

Sound weaving é um projeto da estudante de design húngara Zsanett Szirmay que transformou os padrões usados no bordado tradicional de seu país em música, transformando seus desenhos e grafismos em cartões cortados a laser de forma que sejam "lidos" como sons em uma caixa de música personalizada.







Parecem belas rendas mas todas suas partes também fazem produzem sonoridades :) Para conferir basta acessar o site do projeto clicando aqui.



via

6.9.14

Beat Blox





Beat Blox é uma plataforma interativa de música que oferece uma oportunidade de expressão criativa livre sem a necessidade de conhecimento prévio sobre o assunto. Se trata de um projeto de graduação de autoria de Per Holmquist do Beckmans College of Design na Suécia.

O projeto inclui um mecanismo musical o qual permite a qualquer um criar e experimenter com sons, de uma forma divertida e acessível. A instalação é composta por três plataformas giratórias construidas usando uma placa de Arduino e 15 sensores digitais, no total, dos quais cinco estão localizados dentro do braço de madeira acima das plataformas giratórias. Estes sensores permitem que a "máquina" interprete onde você coloca os blocos. Os dados de localização são então transmitidos de volta através de um sistema baseado em Arduino, que cria diferentes batidas e sons a partir das combinações criadas por você.





No projeto o designer usou blocos coloridos de brinquedos para compor cada batida e tornar a interação mais divertida. À medida que o usuário adiciona um bloco a plataforma, o sensor identifica-o a um som. Combinando todas as três plataformas giratórias é possível produzir excelente experiências sonoras!



Acho válido trazer nesta postagem outra criação baseada em sons: Ryan Raffa criou em 2011 o "RhythmSynthesis" onde utiliza uma grande variedade de formas e cores também em uma plataforma. Embora ambos utilizem a mesma tecnologia, a interação e experiência do usuário é diferente em cada um dos projetos, mas o objetivo de ambos é fazer música mais interativa e acessível às pessoas. Inspirador!

Tem outra versão experimental feita apenas com câmera e software  que vocês podem conferir vendo o video clicando aqui.

Para quem curte plataformas completamente digitais vale conferir o aplicativo Geometric Music onde você pode usar formas geométricas para editar suas músicas :) e o aplicativo Visio que permite criar animações visuais sincronizadas com música. Divirtam-se!

Uma dica da Olivia Yassudo

31.7.14

Tornando padrões de som visíveis





O designer Demian Conrad usou os experimentos acústicos de Ernst Chladni em seu processo criativo na criação da identidade visual para a orquestra Camerata de Lausannea.




O designer Demian Conrad questionou como poderia representar graficamente algo invisível aos olhos como a música?  Para representar a orquestra ele procurou evitar o uso de imagens corriqueiras do mundo da música (notas, instrumentos, etc).

Então como visualizar o som? Logo sua pesquisa levou-o ao trabalho de Ernst Chladni, um físico alemão e pai da acústica moderna. Chladni descobriu que um disco de cobre polvilhado com areia friccionado com um arco poderia obter figuras geométricas. Este experimento demonstrou que a música também tem um efeito físico sobre a matéria.

Chladni compunha padrões visuais em areia fina que cobria uma placa rígida de metal, fazendo esta vibrar sonoramente ao friccionar em sua borda um arco de violino ou um pedaço de gelo.

Quanto mais elevada fosse a frequência, mais complexas se tornariam as formas produzidas, muito similares a mandalas, azulejos árabes, rosetas de vitrais de igreja. Conforme o formato da placa (circular ou quadrangular), os nódulos de oscilação (onde a vibração é mínima ou nula) registrados pela areia também variavam.








A criação da identidade visual da Camerata de Lausanne seguiu a linha geométrica descoberta por Chladni. Para tornar a representação mais contemporânea e torná-la mais controlável, foi usado um software escrito por Mathieu Rudaz que permitiu gerar imagens diretamente no computador utilizando uma freqüência específica.


Chladni software generator de Mathieu Rudaz


Para trazer para a identidade o ar contemporâneo do conjunto, composto por jovens e talentosos músicos, foi escolhida uma fonte modernista e minimalista: Neutraface. Além disso, foi pedido ao tipógrafo Emmanuel Rey para equilibrar a geometria do logotipo refinando sua micro-definição.

A identidade visual da Camerata de Lausanne é dinâmica e foi criada para se adaptar a hora do dia ou ao contexto. Se encaixa perfeitamente nos critérios atuais de identidades dinâmicas. Belo pensamento de projeto e excelente resultado!





via

11.7.14

Fazendo música com a bike







O compositor Johnnyrandom criou uma faixa gravada inteiramente (com ajuda de sintetizadores e etc, claro) com sons de uma bicicleta e seus componentes, chamada Bespoken. O video acima é um teaser e você pode baixar lá no iTunes. Mas o mais interessante são as motivações do compositor para esta criação: ele cita como os sons da bicicleta acompanharam sua infância… :)




Curiosidades sobre o assunto: Frank Zappa fez música ao vivo no palco usando uma bicicleta em 1963 e a primeira bicicleta musical foi inventada por volta de 1899.

Gostou da idéia? Então você vai curtir também conhecer o Diego Stocco.

Uma super dica do Colossal