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26.1.15

Dessalinizador de água caseiro e portátil





Em tempos de falta d'água que todos percebem a importância de um projeto destes! O designer italiano Gabriele Diamanti desenvolveu o projeto do Eliodomestico de 2005 a 2012, ano em que recebeu diversos prêmios pelo projeto. Em 2011 seu projeto foi publicado em diversos veículos de comunicação e hoje, 2015, percebemos o potencial e importância do mesmo.



O dessalinizador de água caseiro Eliodomestico é um projeto aberto sob licença Creative Commons, ou seja, você pode construir o seu mas precisa citar a fonte original.






O projeto que Gabriele desenvolveu é um destilador de água que funciona com o calor do Sol, feito de terracota, plástico reciclado e zinco anodizado o dispositivo produz 5 litros de água potável e foi projetado utilizando tecnologias tradicionais, funciona sem filtros nem eletricidade, e requer uma manutenção mínima. Além disso, pode ser construído com materiais extremamente baratos, disponíveis em praticamente todos os países do mundo (é feito de cerâmica/barro cozido).

É bem fácil de usar: na parte da manhã deve-se encher o tanque de água com água de uma fonte local, deixar exposto ao sol direto por, pelo menos, 8 horas, e à noite coletar a água dessalinizada na bacia da base do aparato. Boa idéia! Acho que vai ter gente querendo um para ter em casa, hein?







Uma dica do grande Guto Lins

23.1.15

Mesmo referencial, projetos diferentes









Esta identidade visual modular foi criada como parte da estratégia de "Place Branding" para a cidade de Ivano-Frankivsk (IF), na Ucrânia. Foi inspirada em um forte elemento da cultura local; os bordados do vestuário tradicional.

A partir de um único símbolo toda uma comunicação visual e sinalização pôde ser criada através de padrões similares ao ponto-cruz do bordado. No meu ponto de vista, mesmo o referencial para a inspiração ter sido um elemento cultural tradicional as aplicações foram feitas de forma a transmitir extrema atualidade. Belo trabalho! Mais detalhes da identidade visual clicando aqui.









Depois de ver como uma identidade visual inspirada na arte popular ucraniana do bordado foi desenvolvida, que tal ver a mesma referência sendo usado para outros fins?

Sound weaving é um projeto da estudante de design húngara Zsanett Szirmay que transformou os padrões usados no bordado tradicional de seu país em música, transformando seus desenhos e grafismos em cartões cortados a laser de forma que sejam "lidos" como sons em uma caixa de música personalizada.







Parecem belas rendas mas todas suas partes também fazem produzem sonoridades :) Para conferir basta acessar o site do projeto clicando aqui.



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21.1.15

Livro de receitas polonês



Ilustrações inspiradoras de um livro polonês de receitas de 1961, ilustrado por Czeslaw Wielhorski. As cores e formas apresentadas são lindas dentro do tema da culinária, não acham? Achei aqui.















19.1.15

Calculando graficamente







Uma coleção curiosa :) de réguas de cálculo nucleares. Ok, vocês devem estar pensando porque trouxe isso para cá? Explico. Repararam como elas são esquemas de construção do conhecimento em formato gráfico mais amigável, interativo e portátil? Pensem… estas réguas são as antecessoras das calculadoras, acreditem! Sensacional como curiosidade e registro, não é?

Ficou curioso para ver mais destas réguas? Tem um página dedicada a elas clicando aqui.















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15.1.15

YOYO charmoso



Aqui uma idéia saudosista com cara de novidade :)  Este belo kit monte-você-mesmo seu YOYO, criado por Matthew Tait da TAIT Design Co. Vem com o corpo de madeira feito a mão e um eixo de aço com ranhuras e cordas coloridas, tudo embalado em uma caixa feita com camadas de papelão reciclado e serigrafado.





O kit de ioiô vem em três cores diferentes (preto clássico, azul e rosa) e muito charme. Adorei esta reedição desta brincadeira das antigas!





Veja como o ioiô é feito e montado no video a seguir. Agora é só relembrar como era brincar de ioiô :)



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12.1.15

Letras que Flutuam:
tipografia popular nortista







Trago hoje uma entrevista sobre um belo projeto que resgata, retrata e registra um saber popular brasileiro, pesquisado na região Norte do Brasil. Acompanhem a entrevista com as idealizadoras do projeto "Letras que Flutuam", as designers Fernanda Martins e Sâmia Batista, e não deixem de acompanhar o trabalho que está sendo feito lá no nosso estado do Pará.




Foto de Sâmia Batista

Foto de Sâmia Batista


Como surgiu o projeto? Quais as motivações pessoais que as levaram a esta pesquisa?

O projeto iniciou em 2004, assim que a designer Fernanda Martins se mudou para Belém. Por ser tipógrafa logo percebeu algo especial nos letreiros dos Barcos e começou a registrar. Era clara a referência às letras decorativas vitorianas. Depois de milhares de fotos e muita insistência da, também designer, Sâmia Batista, Fernanda resolveu explorar mais o assunto e fez uma especialização na UFPA onde tratou deste assunto mais profundamente.

Era um saber invisível, nem mesmo os paraenses percebiam o fato. Essa é a maior qualidade do projeto, trazer a tona este saber local.

Fernanda Martins durante a pesquisa.

Qual o objetivo do projeto? Quais as descobertas que a pesquisa tem revelado?

Em um primeiro momento era entender essa manifestação popular sob a ótica da tipografia e do design. Constatamos que esta manifestação ocorre desde Manaus, ao longo do Rio Amazonas. Também que há uma relação formal com a Tipografia Vitoriana mas não foi possível, naquela época, encontrar a relação real. Sabíamos de várias evidências materiais da época mas nada muito revelador.

Bem, no ano de 2013 entramos no Edital Amazônia Cultural do MinC com o objetivo de realizar um mapeamento deste ofício. Quem seria esse profissional? Como aprendeu? Ensinou outras pessoas? qual sua técnica? E mais, queríamos divulgar, ampliar este conhecimento, ensinar os jovens como uma forma de geração de renda atrelada a cultura local.

Daí surgiu este projeto, além das 40 entrevistas com mestre Abridores realizadas em agosto, que geraram um vídeo (que esteve na expo Cidade Gráfica), os objetivos eram realizar oficinas na cidades acessadas, com os mestres ensinando jovens ribeirinhos, envolvendo as escolas e o poder público, de forma a ampliar o interesse sobre o tema e talvez estimular outros jovens a se tornarem profissionais.

Em cada cidade, depois das oficinas será montada uma exposição dos trabalhos dos mestres (todos os entrevistados) e dos alunos, com o vídeo realizado, para que eles se vejam, se reconheçam e se orgulhem deste aspecto da cultura que era pouco valorizado.

O projeto passou por diversas localidades ribeirinhas descobrindo
quem são os mestres abridores que enfeitam os rios da Amazônia,
com as letras que flutuam.

Conte como tem sido o desenrolar do projeto para todos nós.

É um projeto de dificil operação, como qualquer projeto na Amazonia: distâncias, barcos, comunicação difícil, pouco interesse do poder público. Mas somos uma equipe muito envolvida e o Edital permite que seja possível realiza-la. O pior entrave é a falta de interesse do poder público pelas manifestações populares. Apenas uma prefeitura nos apoiou.

Foto de Marbo Mendonça




Porque o nome “abridores” de letras? O que estes sujeitos representam dentro de suas comunidades? Qual o valor percebido deste “fazer” para a cultura local dos envolvidos?

O ato de pintar a letra em uma superfície, seja barco ou parede é denominado "Abrir letras”. O profissional pintor, é o abridor. Localmente faz parte do universo Ribeirinho, identificando as embarcações, embelezando-as e demonstrando o cuidado que o dono tem por ela. Em um âmbito acadêmico, como expliquei, era invisível.


O projeto tem promovido workshops em comunidade ribeirinhas, certo? Conte-nos sobre os objetivos e resultados destes encontros.

As oficinas estão sendo realizadas neste momento, e muitos jovens talentosos estão se revelando. Mas acredito que o resultado mais importante é o grande interesse que as oficinas geraram e o fato de obtermos a participação da Prefeitura, e Secretaria de educação e cultura nas atividades. Seria muito bom que estes profissionais passassem a ser convidados a atuar em outros eventos, gerando renda para eles.

Também exporemos em Belém, depois de oficinas, para ampliar a visibilidade e valorizar este aspecto da cultura local. Em ultima instância, acreditamos que ele precisa ser encarado como uma referência para os designers da Amazônia.











Quem quiser ler a monografia (texto de 2007) de autoria da designer Fernanda Martins em sua especialização em Semiótica e Cultura Visual no ICA/UFPA, que deu origem ao projeto Letras que Flutuam, pode baixar clicando aqui. Abaixo matéria exibida na TV Cultura sobre o projeto, que vocês podem acompanhar pela página do facebook Letras Q Flutuam.




Admito que adoraria fazer um dos workshop de abridores de letras, e vocês?