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17.9.14

Pintura em plástico bolha:
pixels de cor na realidade



Quem lembra de uma postagem anterior de criação gráfica criada usando plástico bolha injetado com água colorida em cada bolha? Pois é, olha o que o artista canadense Bradley Hart resolveu fazer :) Elevou a idéia do uso do suporte a outro patamar, ele usou o plástico bolha para reinterpretar pinturas clássicas de grandes mestres como Georges Seurat, Edgar Degas, Henri Matisse, Grant Wood, Vermeer, Monet e Leonardo da Vinci.

Cada obra foi reinterpretada em duas iterações diferentes:  versões com bolhas de ar preenchidas com tinta acrílica injetada e outra com o excesso dos pingos da tinta acrílica sobre madeira.



Ambas obras, injetada e impressa, foram expostas lado a lado na galeria.


À primeira vista, as obras surgem através do pontilhismo proporcionado pelas unidades do plástico bolha, cada uma injetada individualmente com tinta acrílica em uma cor diferente.

À medida que a tinta é injectada numa bolha o excesso escorre na parte de trás da peça. Após a conclusão do trabalho de injetar a tinta, os pingos são removidos a partir da parte de trás do plástico para revelar uma impressão do trabalho - um trabalho derivado com o seu próprio significado e história.






Bradley trabalha com seringas preenchidas de tinta e organizadas por cor


Bradley diz: "A idéia de usar plástico bolha veio de algumas experiências em que os guardas de segurança do museu com excesso de zelo são instruídos pelos patronos a não tocar nas obras de arte. Depois de pesquisar o material, eu achei que plástico bolha foi originalmente inventado em 1957 como uma forma moderna de revestimento de parede; uma experiência ou produto que falhou. "Fulfilling My Creator’s Intended Purpose” é um plástico bolha esticado em uma moldura e assinado, em homenagem ao seu uso original e ao mesmo tempo lembrando sua utilização como cobertura protetora para a arte na própria arte."









O artista continua a dizer: "Apenas as bolhas no plástico bolha são referência aos pontos ou pixels, ecoando vários movimentos na história da arte e outros meios de comunicação, incluindo pontilhismo, serigrafia, TVs e monitores LCD. No mundo de hoje as pessoas não imprimem suas fotos em um álbum. Seus álbuns estão no Facebook, Flickr e Instagram, tuda rota exótica digital em combinações de 1 e 0. O processo de injeção de tinta em plástico bolha faz referência direta a pixilation (e os 1 e 0) e, ao mesmo tempo remonta ao tempo da pintura do retrato de família, quando a "foto" pessoal de um album de família consistia em quadros pendurados nas paredes."



14.9.14

Envelope de Vinil









Trago aqui a dica de uma boa referência para os amantes das capas de LP, a coleção de Ms Kavel Rafferty  de envelopes de discos,  blog criado e gerenciado pelo ilustrador Kavel Rafferty. Para acessar clique aqui. Aproveitem :)














13.9.14

Made you look: Um filme
sobre criatividade na era digital



Nos últimos anos temos visto um boom de artes gráficas e ilustração da indústria criativa (no documentário é tratado apenas o cenário do Reino Unido, mas podemos estender a outras partes, não acham?) com uma cena DIY emergente prosperar lado a lado com tecnologias novas e acessíveis.


Muito tempo de nossas vidas agora é gasto no mundo digital virtual. Fica a pergunta: por que mais e mais criativos fazem o movimento de se afastar do computador e voltar a usar as mãos para criar arte, comercialmente ou pela arte?

"Made you Look" é um documentário que se propõe a explorar o cenário das artes comerciais no século 21. É um filme que dá uma visão de como as pessoas criativas modernas se sentem acerca dos desafios e triunfos de viver em uma era super digital.




Este filme é um sincero 'insight' do trabalho de alguns dos talentos criativos do Reino Unido, incluindo cenas de artistas trabalhando e se divertindo em seus próprios ambientes criativos.

Destaco aqui o depoimento que abre o trailer: "A mais profunda revolução artística nos últimos 10 anos é na industria gráfica e é uma revolução que empodera o criativo, onde ele diz que: eu não preciso de um trabalho (formal), eu vou fazer as minhas próprias coisas, vou usar meu talento para mim mesmo e o sistema que se dane."

Antes mesmo de assistir o documentário dá para debatermos sobre esse movimento e o que ele representa para os criativos. Resumidamente, no meu ponto de vista, penso que em um mundo onde qualquer um pode ter acesso a tecnologias e softwares tornando o mundo digital tão comum, o especial passa a ser "saber fazer artesanalmente", conhecer técnicas de impressão e caligrafias artesanais, saber ilustrar com caneta, papel e tinta. Desta forma artesanal temos artes únicas e especiais impossíveis de serem copiadas com um "copy/paste", ou seja, o artesanal agrega valor :) Ainda podemos acrescentar a questão de como sentimos falta do tátil em nossas vidas criativas e o quanto manipular os materiais pode fazer pela nossa criatividade e produção.

Acima o trailer do documentário que está previsto para lançamento nos cinemas ingleses em 2015 com estréia em um UK Arts Festival… e nós aguardamos a possibilidade de vê-lo online futuramente :) Para saber mais acessem o site do projeto clicando aqui.





10.9.14

Autoconfiança em lettering, flores e fotografia















Irresistível o projeto desta matéria sobre Autoconfiança para a revista Bons Fluidos. A criação do conceito foi de Fernanda Didini com lettering de Marina Chaccur recortado em papel e fotografado sobre flores! Aliás sabemos que a parte da fotografia deve ter dado bastante trabalho para chegar a este belo resultado. Confiram abaixo um pouco do making of das imagens da matéria.

Belíssimo projeto!



















O editorial Autoconfiança para a revista Bons Fluidos foi um trabalho de equipe:

Design Fernanda Didini
Direção de arte Rodolfo França
Lettering da Marina Chaccur
Fotografia Alex Silva
Produção Andrea Silva

Parabéns a toda equipe!