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23.9.15

O mini Rio de Fabio Lopez







Mais uma boa idéia de Fábio Lopez :) Depois de criar os jogos manifesto War in Rio e Bando Imobiliário carioca, agora o designer traz uma experiência de catalogação de linguagem, ícones, locais, coisas e experiências tipicamente cariocas. O projeto mini Rio constitui uma extensa coleção de pictogramas e ilustrações criadas com o objetivo de homenagear e apresentar visualmente os patrimônios culturais materiais, imateriais e afetivos percebidos pelos próprios cariocas em sua cidade do Rio de Janeiro.

Fabio transformou tudo em desenhos iconográficos e padrões coloridos no projeto mini Rio, uma coleção de pictogramas e ilustrações criadas para apresentar visualmente a cidade do Rio de Janeiro.







Este projeto de Fabio vem em um momento no qual a cidade do Rio de Janeiro vive um período de grande visibilidade e todos querem conhecer um pouco mais desse lugar que ele descreve como "uma cidade charmosa, divertida, caótica, vibrante, barulhenta, contraditória e inesquecível."

O projeto ainda conta com o desenho de duas tipos exclusivos para download grátis: mini Tipo e mini Gentileza. Acessem o projeto mini Rio clicando aqui.










14.4.15

Coleção Ourisso





As luminárias Ourisso são resultado de pesquisa de cerca de 2 anos. O objetivo foi criar um objeto delicado que integra a precisão da tecnologia com a beleza e diversidade do material natural. As luminárias traduzem a originalidade e a ousadia do design brasileiro contemporâneo: a beleza de objetos únicos feitos com cuidado artesanal e respeito pelo meio ambiente.

A coleção foi criada por três designers, Angela Carvalho, Monica Carvalho e Dirk Peter, que juntaram suas expertises num projeto como uma síntese entre natureza e tecnologia, misturando cabaças, lâmpadas LEDs e peças injetadas em plástico.

A coleção Ourisso foi selecionada para participar da exposição Rio+Design que vai acontecer durante o Salão de Moveis de Milão. Confira, clicando aqui, esta e outras peças selecionadas para a mostra Rio+Design Milão 2015.




12.1.15

Letras que Flutuam:
tipografia popular nortista







Trago hoje uma entrevista sobre um belo projeto que resgata, retrata e registra um saber popular brasileiro, pesquisado na região Norte do Brasil. Acompanhem a entrevista com as idealizadoras do projeto "Letras que Flutuam", as designers Fernanda Martins e Sâmia Batista, e não deixem de acompanhar o trabalho que está sendo feito lá no nosso estado do Pará.




Foto de Sâmia Batista

Foto de Sâmia Batista


Como surgiu o projeto? Quais as motivações pessoais que as levaram a esta pesquisa?

O projeto iniciou em 2004, assim que a designer Fernanda Martins se mudou para Belém. Por ser tipógrafa logo percebeu algo especial nos letreiros dos Barcos e começou a registrar. Era clara a referência às letras decorativas vitorianas. Depois de milhares de fotos e muita insistência da, também designer, Sâmia Batista, Fernanda resolveu explorar mais o assunto e fez uma especialização na UFPA onde tratou deste assunto mais profundamente.

Era um saber invisível, nem mesmo os paraenses percebiam o fato. Essa é a maior qualidade do projeto, trazer a tona este saber local.

Fernanda Martins durante a pesquisa.

Qual o objetivo do projeto? Quais as descobertas que a pesquisa tem revelado?

Em um primeiro momento era entender essa manifestação popular sob a ótica da tipografia e do design. Constatamos que esta manifestação ocorre desde Manaus, ao longo do Rio Amazonas. Também que há uma relação formal com a Tipografia Vitoriana mas não foi possível, naquela época, encontrar a relação real. Sabíamos de várias evidências materiais da época mas nada muito revelador.

Bem, no ano de 2013 entramos no Edital Amazônia Cultural do MinC com o objetivo de realizar um mapeamento deste ofício. Quem seria esse profissional? Como aprendeu? Ensinou outras pessoas? qual sua técnica? E mais, queríamos divulgar, ampliar este conhecimento, ensinar os jovens como uma forma de geração de renda atrelada a cultura local.

Daí surgiu este projeto, além das 40 entrevistas com mestre Abridores realizadas em agosto, que geraram um vídeo (que esteve na expo Cidade Gráfica), os objetivos eram realizar oficinas na cidades acessadas, com os mestres ensinando jovens ribeirinhos, envolvendo as escolas e o poder público, de forma a ampliar o interesse sobre o tema e talvez estimular outros jovens a se tornarem profissionais.

Em cada cidade, depois das oficinas será montada uma exposição dos trabalhos dos mestres (todos os entrevistados) e dos alunos, com o vídeo realizado, para que eles se vejam, se reconheçam e se orgulhem deste aspecto da cultura que era pouco valorizado.

O projeto passou por diversas localidades ribeirinhas descobrindo
quem são os mestres abridores que enfeitam os rios da Amazônia,
com as letras que flutuam.

Conte como tem sido o desenrolar do projeto para todos nós.

É um projeto de dificil operação, como qualquer projeto na Amazonia: distâncias, barcos, comunicação difícil, pouco interesse do poder público. Mas somos uma equipe muito envolvida e o Edital permite que seja possível realiza-la. O pior entrave é a falta de interesse do poder público pelas manifestações populares. Apenas uma prefeitura nos apoiou.

Foto de Marbo Mendonça




Porque o nome “abridores” de letras? O que estes sujeitos representam dentro de suas comunidades? Qual o valor percebido deste “fazer” para a cultura local dos envolvidos?

O ato de pintar a letra em uma superfície, seja barco ou parede é denominado "Abrir letras”. O profissional pintor, é o abridor. Localmente faz parte do universo Ribeirinho, identificando as embarcações, embelezando-as e demonstrando o cuidado que o dono tem por ela. Em um âmbito acadêmico, como expliquei, era invisível.


O projeto tem promovido workshops em comunidade ribeirinhas, certo? Conte-nos sobre os objetivos e resultados destes encontros.

As oficinas estão sendo realizadas neste momento, e muitos jovens talentosos estão se revelando. Mas acredito que o resultado mais importante é o grande interesse que as oficinas geraram e o fato de obtermos a participação da Prefeitura, e Secretaria de educação e cultura nas atividades. Seria muito bom que estes profissionais passassem a ser convidados a atuar em outros eventos, gerando renda para eles.

Também exporemos em Belém, depois de oficinas, para ampliar a visibilidade e valorizar este aspecto da cultura local. Em ultima instância, acreditamos que ele precisa ser encarado como uma referência para os designers da Amazônia.











Quem quiser ler a monografia (texto de 2007) de autoria da designer Fernanda Martins em sua especialização em Semiótica e Cultura Visual no ICA/UFPA, que deu origem ao projeto Letras que Flutuam, pode baixar clicando aqui. Abaixo matéria exibida na TV Cultura sobre o projeto, que vocês podem acompanhar pela página do facebook Letras Q Flutuam.




Admito que adoraria fazer um dos workshop de abridores de letras, e vocês?

3.12.14

Design de Superfície que celebra a
cultura Nordestina: Estampas Gonzaguianas






Hoje tem aqui mais uma bela criação do designer pernambucano Guilherme Luigi, o mesmo que fez o projeto Lambe-lambe Cobogó e a dingbat Cobogó. Guilherme, sempre inspirado na cultura nordestina, desta vez explorou o universo gráfico do sertão, sua pesquisa envolveu consultas ao acervo do Memorial Luiz Gonzaga ao desenvolver uma linha de estampas para aplicação têxtil.

O universo iconográfico construído por Luiz Gonzaga ao longo de sua vida e obra foi a inspiração para o designer Guilherme Luigi criar, no total, 12 estampas para linha têxtil Estampas Gonzaguianas, que serão expostas a partir deste sábado (6/12), quando o projeto Estampas gonzaguianas será lançado no centro cultural Cais do Sertão, às 17h, em Recife.





O designer usou referências coletadas em capas de discos e letras das músicas de Gonzagão, além de se inspirar também no ensaio do fotógrafo Josivan Rodrigues sobre o trabalho do artesão Zé do Mestre (que tem página no facebook :)  As estampas foram organizadas em: Sertão ("com o universo simbólico referente ao lugar de onde Luiz Gonzaga falava, com paisagens, fauna e flora locais"),  Traje ("que trata da indumentária de couro e acessórios em couro e metal diretamente ligados à estética do cangaço e do vaqueiro") e Música ("na qual busca representar o universo poético, o que provoca sentimentos, emoções e sensações").




Mandacaru - Estampa com estrutura de listras, mas que remete a labirinto, pois os caminhos da caatinga podem ser um emaranhado difícil para quem não domina seus segredos. O florescer do mandacaru foi usado por Luiz Gonzaga para falar do nascimento do amor.


Um mar de Juazeiro

Flor de Lis - Elemento muito usado no artesanato em couro, básico para a criação de outros símbolos, a flor de lis é herança das primeiras estampas e da heráldica, remete aos cavaleiros medievais. Montada em poá, criada para composição com outras estampas.

Inspiração nas costuras de couro

Inspiração nos adereços de couro

Nas imagens abaixo vocês podem conferir os testes de aplicação da estampa a almofada e estofados :) Acho que vale muito a pena ficar ligado nas novidades deste projeto, Estampas Gonzaguianas, lá na página do Facebook e no instagram do projeto.





2.12.14

Cuia com alça





O projeto Objetos da Floresta de Andrea Bandoni  resultou em alguns objetos para a exposição MADE 2014 como a Cuia com Alça (na foto acima e com processo de produção todo registrado em fotografias abaixo).
























Na exposição Andrea Bandoni lança a versão impressa de bolso do livro "Objetos da Floresta", e expõe os projetos Pirarucu,  Cuia & Cobre e a Cuia com Alça aqui apresentada, Astronauta e O Vaso Arquetípico no Clube de Colecionadores de Design do MAM SP com curadoria de Marcelo Rosenbaum.