As luminárias Ourisso são resultado de pesquisa de cerca de 2 anos. O objetivo foi criar um objeto delicado que integra a precisão da tecnologia com a beleza e diversidade do material natural. As luminárias traduzem a originalidade e a ousadia do design brasileiro contemporâneo: a beleza de objetos únicos feitos com cuidado artesanal e respeito pelo meio ambiente.
A coleção foi criada por três designers, Angela Carvalho, Monica Carvalho e Dirk Peter, que juntaram suas expertises num projeto como uma síntese entre natureza e tecnologia, misturando cabaças, lâmpadas LEDs e peças injetadas em plástico.
Em tempos de falta d'água que todos percebem a importância de um projeto destes! O designer italiano Gabriele Diamanti desenvolveu o projeto do Eliodomestico de 2005 a 2012, ano em que recebeu diversos prêmios pelo projeto. Em 2011 seu projeto foi publicado em diversos veículos de comunicação e hoje, 2015, percebemos o potencial e importância do mesmo.
O projeto que Gabriele desenvolveu é um destilador de água que funciona com o calor do Sol, feito de terracota, plástico reciclado e zinco anodizado o dispositivo produz 5 litros de água potável e foi projetado utilizando tecnologias tradicionais, funciona sem filtros nem eletricidade, e requer uma manutenção mínima. Além disso, pode ser construído com materiais extremamente baratos, disponíveis em praticamente todos os países do mundo (é feito de cerâmica/barro cozido).
É bem fácil de usar: na parte da manhã deve-se encher o tanque de água com água de uma fonte local, deixar exposto ao sol direto por, pelo menos, 8 horas, e à noite coletar a água dessalinizada na bacia da base do aparato. Boa idéia! Acho que vai ter gente querendo um para ter em casa, hein?
Um aguapé para muitas pessoas é tido como uma planta invasora com um apetite desenfreado e devastador ambiental, quase como uma erva daninha da água. Pois no Quênia, está acontecendo como em muito outros lugares, essas ervas daninhas cobrem o litoral Kisumu, fazendo com que a luz penetre apenas nas camadas superiores e os pescadores locais ficam limitados a pescar apenas em águas abertas, prejudicando a economia local.
Mas, os aguapés podem ser classificados como uma fibra natural, onde seus filamentos são usados na fabricação de papel e têxteis. A partir desta observação um grupo de estudantes da Universidade de Tecnologia Chalmers, da Suécia, pensaram em uma solução simples para o problema local: usar o aguapé para fazer algo que a população local use.
Juntaram a problemática inicial e foram pesquisar como podiam usar a fibra localmente. Acabaram por descobrir que as meninas ali usavam um protetor reutilizável de pano (mais ecológico do que os nossos descartáveis podemos aqui dizer) e resolveram fazer um projeto de absorventes descartáveis biodegradáveis com as fibras dos aguapés.
No meu ponto de vista esse grupo de designers, ao projetar para esta comunidade, acabou por projetar para si próprio :) Acabaram por mostrar a viabilidade de um absorvente higiênico biodegradável para o uso de todos nós, no mundo todo!
Pensem bem... este artifício projetual pode ser levado para qualquer lugar do mundo, produzido e utilizado localmente como alternativa sustentável para os absorventes higiênicos atuais, que não são biodegradáveis. Se esta alternativa for realmente viável em termos de saúde para os seres humanos, porque não estender a proposta para as fraldas descartáveis se tornarem biodegradáveis também?
Aqui em cima o material que vai virar papel absorvente
Desta história toda surgiu o Jani, que significa "folha", que é constituído por quatro camadas feitas inteiramente de papel de aguapé. Cada camada é impregnada com características diferentes, que se trata de orifícios para melhorar a absorção ou um verniz de cera de abelha para evitar vazamentos pela área perfurada. As fendas na camada de topo permitem que a almofada se adapte ao corpo do utilizador, reduzindo o desconforto. Na embalagem cada almofada é dobrada, com a barreira de cera virada para fora, em seguida, é mantida no lugar com uma tira de papel fino, que protege o adesivo. É bem interessante ver um pouco do processo criativo da criação do protótipo no blog do projeto
Criação do designer irlandês Johnny Kelly, o filme abaixo mostra os impactos do Design sobre a vida cotidiana usando formas básicas e sem palavras, apenas usando como legenda: "Se, por um dia, você tivesse o poder de fazer seu mundo funcionar melhor, o que você mudaria?"
MAKE SHAPE CHANGE é um projeto para levar as pessoas a pensarem sobre como o mundo a sua volta é feito, e onde o design se encaixa, através de uma animação que mostra as mudanças acontecendo diante de nossos olhos de uma forma que normalmente não notamos, e como isso nos afeta.
O projeto foi encomendado pela Pivot Dublin afim de promover uma maior aceitação e utilização do design como ferramenta para a mudança positiva.
Linda idéia que une o conceito de escrever e se divertir, além de tornar o lápis mais estético também… assim você pode escrever/trabalhar e procrastinar um pouquinho brincando com o resto do seu lápis. Vale observar que este projeto transforma o que seria resíduo (o toco/resto do lápis) em um novo objeto, mas como seu processo de fabricação é manual ainda não é sustentável pois deve gerar desperdício na sua execução apesar da excelente idéia…
Quanto mais apontado o lápis, mais o pião irá girar. Uma bela idéia do estúdio francês OrtieDesign.
Sempre que ocorrem catástrofes naturais, nós designers, sempre nos perguntamos o que podemos fazer para ajudar, surgem pequenas ações de divulgação de informação para donativos, mas raramente passa disso. Pois o designer japonês Hikaru Imamura sentiu na própria pele esta motivação e percebeu como a evolução tecnológica e da informação não adiantava muito em meio a um terremoto e suas consequências, ocorrido no Japão em 11 de março de 2011.
A partir desta experiência, Hikaru desenvolveu um kit de sobrevivência que incorpora uma série de itens para ajudar pessoas a sobreviver sem uma casa. Afinal, quando as casas são destruídas por desastres, todos são alojados em locais que mais parecem campos de refugiados (muitas vezes por vários meses), até que casas temporárias sejam construídas. Em condições tão severas, as pessoas ficam mais propensas a ficar doentes, devido ao stress mental e cansaço físico. Portanto Hikaru pensou que esquentar o corpo, e garantir acesso a refeições quentes, poderia proporcionar um auxilio mental ajudando a reduzir os efeitos negativos da vida durante o refúgio.
O kit é montado a partir de um tambor de óleo que contem todos os itens necessários para ser transformado em estufa: para aquecer, para ferver a água e para cozinhar (o arroz está incluído). Os tambores podem ser mantidos em instalações de armazenagem, escritórios municipais, entre outros lugares. Quando um desastre acontece, eles podem efetivamente ser transportados para as áreas afetadas. Os tambores padronizados são fáceis de transportar, e pode ser transformado em fogões a base de madeira/lenha sem muito esforço. Além disso, uma vez utilizados, os invólucros podem ser reaproveitados na montagem de novos kits em tambores.
Daquelas idéias que todos pensam "porque não pensei nisto antes" ;) Um lápis que possui sementes para brotarem na hora do descarte. Excelente idéia! Afinal sempre descartamos o final do lápis mesmo! “E se ao invés de jogar fora os tocos de lápis você pudesse plantá-los?”. Pois o pessoal do Democratech pensou nisso:
“Quando o lápis está muito curto para ser utilizado, ele pode ser plantado e fará crescer uma linda plantinha, flor ou tempero. A cápsula da semente é ativada com água. As primeiras vezes que regar com água, ele dissolve a cápsula protetora e começa a germinação da semente. Depois de plantadas, geralmente brotam em torno de uma semana”, disse Mario Bollini, um dos mentores do projeto.
A ideia foi financiada com "crowndfunding" (financiamento coletivo) pelo site Kickstarter... Ficou apenas uma dúvida: e se você derrubar algo na sua mesa de trabalho (pode ser café) ou tomar chuva com um deste no bolso? :) Bom, conjecturas a parte confiram o vídeo de divulgação do projeto abaixo:
Esta é uma nova tendência em design de móveis e objetos decorativos, distruibuir/vender a peça parcialmente desmontada ou construida diminuindo os custos de transporte e envio, permitindo ao consumidor que termine e faça suas próprias personalizações. Além de diminuir os impactos do transporte, estimula o reaproveitamento de resíduos sólidos locais e ainda torna o produto mais acessível ao consumidor :)
Esta cadeira criada pelo estudante Peter Mahlknecht vem como um kit de "upcycling" que estrutura a construção e traz a base do produto feito em papel e tecido leve (acho eu) para ser finalizado com polpa de papel: se trata de uma cadeira de papel reciclado. O kit é um pouco maior que uma caixa de pizza e contém tudo que você precisa para construir. Boa idéia, não é?
Você tem que apenas seguir o processo padrão do papel machê... rasgar o papel em tiras, deixar de molho em água e usar o liquidificador e depois misturar em cola e pigmentos. Mas precisa de duas semanas para sua cadeira estar seca e pronta, hein?
Especialmente para os apaixonados por design automotivo e para os estudantes de Design de Produto que desejam ingressar nesta área, o Ame Design traz um bate-papo (conteúdo exclusivo) com o chefe de Design da Ford na América do Sul, João Marcos Ramos :) Excelente para você tirar suas dúvidas e conhecer um pouco mais deste nicho de mercado do Design.
Quando e como surgiu seu interesse pelo design automotivo? Como foram suas primeiras experiências na área? João Marcos - Acho que sempre gostei de carros. Desde bem pequeno observava os carros nas ruas, os desenhava em qualquer pedaço de papel que encontrava pela frente, mas claro, nem imaginava um dia em me tornar um designer. Minha primeira experiência já como designer foi já em uma montadora, onde fiz estágio no último ano da graduação. De lá passei por outras e desde 2000 estou na Ford.
Quais são sua maiores influências no Design? Quais nomes do Design você admira? João Marcos - Sempre li muito sobre Design Automotivo e sempre observei muito tudo o que era feito na área. Uma pessoa que eu sempre admirei muito foi Syd Mead (http://sydmead.com), que sempre desenhou coisas fantásticas e futuristas. Seus desenhos me levavam (e ainda levam) a outra dimensão, e me inspiram a pensar no futuro e como ele pode ser.
Quais são os principais formas ou técnicas de se buscar tendências nas montadoras atualmente? João Marcos - Todo designer é um curioso por natureza. Ele observa todo o mundo que o rodeia, não só carros, mas arquitetura, moda e design de produtos em geral. Os movimentos da sociedade e mudanças de costumes também servem como fonte de inspiração e de idéias para futuros designs e conceitos. Ou seja, tudo e todos podem ser uma dica de que há uma tendência que pode ser aplicada ao design dos carros futuramente.
Qual conselho você daria ao designer que está entrando no mercado de trabalho agora? João Marcos - Não é uma área fácil de entrar. O talento ajuda muito, mas um portfólio bem organizado e focado é primordial no primeiro contato. Ou seja, se o designer submete os seus trabalhos a uma montadora específica, deve apresentar idéias concentradas naquela marca. O que queremos ver não é só o traço do designer, mas suas idéias aplicadas a nossa marca (e não a marca de um concorrente). Acho que este é um dos equívocos que muitos designers cometem ao se apresentarem através de seus portfólios. Mesmo que não aproveitado imediatamente, é fundamental estabelecer um cadência de atualizações do portfólio, sempre mantendo as empresas atualizadas.
Manter um bom círculo de contatos também é muito importante, bem como ir a todos os eventos que acontecerem. Nada como manter-se sempre visto para ser lembrado quando surgir uma oportunidade (tomando cuidado, no entanto, para não se tornar inconveniente).
O pessoal gostaria de saber referências de onde estudar (no Brasil e fora dele) e sites relevantes para os interessados em Design automotivo. João Marcos - No Brasil não existem universidades focadas em Transportation Design, mas existem bons cursos de sketch (que é a forma usada pelos designers para representar suas idéias). Um excelente curso para isto é o da Icon Design, em São Paulo (http://www.icondesign.com.br). Em relação a universidades no exterior, posso mencionar a Royal College of Art (em Londres), bem como a College for Creative Studies (em Detroit), e a fantástica Art Center College of Design (em Pasadena, Califórnia). O site mais respeitado na área de Design Automobilístico é o Car Design News (http://www.cardesignnews.com), onde os estudantes e profissionais podem entrar em contato com a comunidade da área, ofertas de trabalhos e ter até a oportunidade de postar o próprio portfólio.
Quer conhecer um pouco mais sobre o trabalho do João Marcos? Confira o vídeo abaixo que conta um pouco do processo de criação do Novo EcoSport:
Um blog sobre Design e idéias criativas mais abrangentes, que respeitem suas raízes e as pessoas envolvidas, escrito por Carol Hoffmann. Sejam bem vindos e sintam-se em casa!