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30.5.14

Design Livre & Open Design - parte 2

Como forma complementar ao nosso conhecimento da postagem sobre os conceitos de Open (source) Design & Design Livre, a professora Barbara Szaniecki contextualiza os conceitos em termos históricos para a gente :) Para ler a primeira parte da postagem sobre o tema no blog clique aqui.


Imagem da professora Barbara Szaniecki:

"os termos DESIGN / DIY-SIGN / DIZÁINI estão separado por "barras" para
sugerir uma relação entre eles mas não uma equivalência. Digamos que vejo
o DIY-SIGN como uma corrente do design. Já o que chamo de DIZAINI é
inicialmente uma brincadeira com a palavra de difícil pronúncia
que é o DESIGN e que aponta a necessidade de nós, aqui no Brasil,
pensarmos nossa prática de projetistas a partir da nossa cultura."


"O Do It Yourself nasceu nos anos 70 no seio de grupos (punks, anarquistas, hippies, cybers, e todo tipo de mix possível) que rejeitavam a industrialização, isto é, um modo de produção e consumo massivos responsável pela alienação de produtores e consumidores. A busca de alternativas suscitou o compartilhamento de saberes e fazeres que configurou um movimento social e cultural bem amplo. No design, esse movimento teve figuras e momentos importantes como o italiano Enzo Mari e sua Proposta per un’Autoprogettazione onde apresentava 19 móveis com seu respectivo passo-a-passo de fabricação e convidava as pessoas a trocar projetos com ele. Essas trocas “empoderavam” indivíduos, coletivos, pequenas comunidades. Ao projetar nossos habitats e objetos, projetamo-nos na vida com os outros.

Hoje, o Faça Você Mesmo ganha um novo fôlego em parte por conta da crise econômica (crise do próprio capitalismo) e parte por conta da crise ambiental (crise do planeta): Como consumir sem gastar? Como produzir sem poluir? Como reduzir os desperdícios da produção industrial de grande escala sem deixar de atender às grandes demandas que existem? Como cooperar mais do que competir? Como compartilhar mais do que comprar?



Na Europa, no campo do design, vem a experiência do Recession Design que, como o nome indica, nasce nesse clima de recessão. O coletivo Recession Design realiza um DIYsign: são projetos com materiais, técnicas e processos simples mas que constituem um design de qualidade.

Esse DIYsign tem algo a ver com o que eu venho chamando de Dizáini. Sempre achei que, pela sua sonoridade, a palavra “design” era complicada de ser usada aqui no Brasil. “Sou designer” é complicado de dizer antes mesmo de começar a explicar. E sempre achei que no Brasil vivemos uma situação paradoxal de escassez econômica crônica e de imensa riqueza sociocultural. Um paradoxo que gera um big potencial para as práticas criativas mas que deixamos de experimentar por conta da hegemonia de um design de origem européia e sobretudo alemã. Gosto de pensar num Dizáini que nasce das gambiarras. Não se trata de fazer uma apologia romântica mas de não deixar de reconhecer suas qualidades técnicas e estéticas. É num contexto de recessão econômica nos EUA e na Europa e escassez crônica no Brasil que técnicas artesanais tradicionais se articulam com novas tecnologias digitais, customizando produtos e serviços como também modos de vida e apontando um horizonte pós-industrial que se faz sempre mais urgente. Urgência de repensar a relação entre quantidade e qualidade não significa andar para trás. Não há volta atrás no sentido de uma eliminação de certos consumos: luz, por exemplo. Como determinar o que o outro pode ou não pode consumir? Quem determina? A quantidade entre quantidade e qualidade é uma questão ética e não um moralismo triste.

Me lembrei da palestra de outro italiano, o Ezio Manzini, que diz que o designer deveria apostar na qualidade: na qualidade das relações; na qualidade do trabalho (do fazer bem feito pode ser artesanal mas não apenas); na qualidade da escala: privilegiar escala mais humana, que certamente não é a macro mas não necessariamente é a micro: encontrar a escala adequada; na qualidade do lugar, um lugar que se afasta do território identitário e se aproxima de um espaço de afinidades; e, por fim, na qualidade do tempo: tomar seu tempo. E todas essas qualidades implicam uma complexidade. A era moderna procurou reduzir a complexidade a um modelo simples. E hoje, nós, ocidentais, re-descobrimos a complexidade quando estamos completamente enrolados. Ora ninguém dirige a complexidade sozinho. Daí a necessidade de colaboração e cooperação. Ao “User-centered design” onde ainda temos um indivíduo com carências, Manzini prefere o “Design colaborativo” onde indivíduos, coletivos e comunidades articulam suas potências para resolver seus problemas.

O Faça Você Mesmo do século XXI é “com os outros"! Proponho considerar pelo menos três eixos entremeados: um eixo tecnológico-ambiental que mistura analógico e digital, low tech e high tech; um eixo psicosociocultural que mistura uma rica cultural tradicional à atual cultura que não é necessariamente digital como vimos no item anterior mas certamente de colaboração e compartilhamento e que considera o Eu na relação com o Outro; e um eixo econômico-político que contrapõe exploração e alienação com autonomia e empoderamento e, sobretudo, nesse horizonte pós-industrial, a hibridação não apenas de mercados de massas com mercadinhos de nichos, como também o saque e a dádiva. DESIGN / DIY-SIGN / DIZÁINI, vámu nessa!"
Texto de autoria da professora Barbara Szaniecki publicado em outubro de 2013.

Design Livre & Open Design - parte 1


Que tal conhecermos mais sobre os conceitos do Open (source) Design & Design Aberto ou Livre para esclarecermos um pouco as similaridades e as diferenças desses dois conceitos de projeto?

A professora Barbara Szaniecki nos explica que o OPEN SOURCE DESIGN foi inspirado na produção de software livre, totalmente colaborativa nas diferentes etapas de produção e uso de seus produtos. Já o DESIGN LIVRE é algo semelhante ao Open Source mas sem essa relação com a produção de softwares e aplicativos, ou seja, um Design que pode ser, inclusive, mais artesanal. Um bom exemplo de trabalho deste tipo é o projeto da Samara Tanaka que utiliza o Design Aberto no Morro do Alemão para solucionar problemas sociais da própria comunidade.


Frederick van Amstel colaborou com nossa postagem sobre o tema e nos ajuda a entender melhor as diferenças e semelhanças de ambas as práticas de projeto:

"O termo 'Open (source) Design' apareceu pela primeira vez em 1999. Seus autores, da ONG Open Design Foundation, vislumbraram um caminho para promover um método alternativo para o design e o desenvolvimento de tecnologia, a partir da livre troca de informações sobre design.

Hoje, é sintomático o surgimento de plataformas de projetos, como OpenIDEO e o FrogMob(Un)limited Design ContestDroog e Design for Download. No Brasil o Design Livre é uma iniciativa experimentada em espaços como Instituto Faber-Ludens, Corais e LetsEvo, que explora os potenciais do Open Design e trás novas propostas.

De uma maneira geral, poderíamos dizer que Design Livre é um processo colaborativo orientado à inovação aberta. Mas, para realmente entender, é fundamental que você leia o  livro Design Livre."






Vale a pena também ouvir a explicação de Frederick van Amstel, que participou do livro colaborativo 'Design Livre' (baixe gratuitamente clicando aqui), no video abaixo:





De forma complementar a explicação do Frederick acima, acrescento que na ocasião do Design na Praça no Rio de Janeiro em 2013 o tema do DESIGN LIVRE foi debatido e foram apresentadas outras iniciativas que estão sendo desenvolvidas neste sentido aqui no Brasil  (confira os audios das apresentações clicando aqui).

Não sei quanto a vocês, mas sempre que lia a respeito destes conceitos meu pensamento me remetia ao Do-It-Yourself (faça você mesmo). Então conversei com a professora Barbara Szaniecki ( mediadora do Design na Praça no Rio) que nos permitiu, generosamente, compartilhar aqui suas palavras para entendermos melhor esse movimento do Design Livre e de onde vem tudo isto, contextualizando nosso conhecimento em termos históricos. Basta clicar aqui para ler a segunda parte da postagem sobre o tema aqui no blog.

Será que podemos afirmar que Open (source) Design é uma forma de projetar com a colaboração entre vários/os próprios designers, diferentemente do Design Aberto que propõe a participação de outros interlocutores/interessados no processo criativo, além dos designers, como uma co-criação?  Em contrapartida o Open Design disponibiliza seu projeto para que outros façam o seu produto, personalizem ou até repensem o mesmo, enquanto o Design Livre se trata de compartilhamento do conhecimento de design. Acho que podemos resumir desta forma, não é?

Para fechar a postagem, mas deixar o pensamento de todos em ebulição, trago um artigo publicado na Dezeen (em inglês) sobre como o mobiliário open-source não será verdadeiramente "disruptivo" até que produza seu primeiro projeto, realmente, atraente: http://www.dezeen.com/2014/02/14/opinion-justin-mcguirk-open-design-italian-furniture-industry/

Também deixo os textos Open Design e Design Livre não são a mesma coisa (em inglês) + Do faça você mesmo para o Faça junto (em inglês)

Espero que todos tenham esclarecido um pouco seus pensamentos sobre o assunto. Sintam-se a vontade para debater e trazer suas idéias nos comentários da postagem :)



8.11.10

Triangular - Manifesto de Design

Excelente!! Nada a acrescentar :-) Conheçam o Manifesto Triangular de Design, criado por Conceptual Devices:

00_ Design should not be based on formal principles – but always on an idea of society.
01_ Designed forms represent possible social orders and a lot of their contradictions.
02_ Design is everything. Anything could be designed. Everyone is a designer.
03_ Design allows social innovations. Often it is not made by designers.
04_ Design has not scale. It could be small and have great impact.
05_ Design is not an innocent practice. Designers are wicked.
06_ Design should engage people and interact with them.
07_ Design is an interdisciplinary applied science.
08_ Design produces visual consciousness.
09_ Design is a triangular manifesto.
10_ Design makes you smile.
11_ This is the top.
12_ Enjoy!


Via Swiss Miss

28.6.10

Debate sobre Design Thinking

Resolvi abordar o conceito do Design Thinking em mais um bate papo promovido pelo Amenidades do Design no dia 24 de junho, com @luisalt da @liveworkbrazil  e @anabarroso do @ologia para que todos tivessem a oportunidade de tirar suas dúvidas e conhecer um pouco mais sobre esse tema tão intrigante e apaixonante :-)) "Designers são pessoas que acreditam que podem mudar o mundo..." :-) Essa frase que achei se encaixa perfeitamente ao nosso batepapo e ao sentimento inerente a cada um de nós, não é verdade?? :-))

Vamos explicar então um pouco do que se trata o Design Thinking:

Design Thinking é uma abordagem ágil para a inovação em qualquer esfera: social, econômica e ambiental... estruturando a inovação inerente ao processo de Design aos processo de negócios, dando suporte a estratégia corporativa. O foco é encontrar oportunidades e adapta-las aos consumidores ao invés de impor o serviço/negócio ao mercado, ou seja, resignificar conceitos e ideias, de forma a criar conceitos mais amplos...
"Designers talvez estejam acostumados com a ideia de que eles criam alguma coisa para alguém consumir. Nós temos que nos acostumar com a idéia de que nós vamos passar a ajudar a criar coisas da qual outras pessoas vão participar." TimBrown


... e para quem não acompanhou, segue o bate papo a seguir...


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@carolHoffmann Que tal começarmos explicando um pouco para o pessoal o conceito de DesignThinking?? #DT

@luisalt   Design Thinking, o tão badalado termo, é para mim a aplicação de alguns elementos de Design para a solução de problemas em qualquer campo

@carolHoffmann   E para vc @anabarroso?? fale um pouco sobre o conceito. #DT

@anabarroso   Na verdade o Design Thinking "parece" ser uma abordagem muito nova, uma disciplina recente, mas não é. Apenas está sendo sistematizado.  O Design Thinking é uma forma de pensar em novas soluções para problemas, desafios. Sejam eles de negócios, sociais, culturais, etc

@anabarroso   Concordo plenamente com @luisalt. O #DT tem uma natureza extremamente agregadora, e traz pra si conhecimentos de diversar áreas...


@GrafoDesign
 Para nós o #DT é um apropiação da metodologia e obviamente da forma de pensar do design para inovar nas soluções em qualquer área

@carolHoffmann    Podemos afirmar que se trata de uma ferramenta de gestão de negócios?

@luisalt   Boa pergunta, @carolhoffmann ... Eu não acho que o Design Thinking seja propriamente uma ferramenta que substitui todas as outras.  Principalmente no que se refere à gestão nos negócios ... Ele ajuda sim a dar uma direção aos negócios, a estabelecer ela ...

@luisalt   Acho que em algum momento o mundo dos negócios perdeu o foco nas pessoas, e o Design Thinking está tão na moda porque retoma isso ...

@anabarroso   Para mostrar que #DT não é moda: 1949: International Design Conference in Aspen . Procurem saber disso.

@anabarroso   O #dt resgatou, como o @luisalt falou, muito do que o mundo dos negócios negligenciou por anos.

@carolHoffmann   @anabarroso qual seria a parte negligenciada pelo mundo dos negócios que o #DT supre?

@anabarroso   Eu acredito muito que o #DT veio mudar não só negócios, mas a forma das pessoas se relacionarem com produtos, com marcas, com valores.  O MBA tradicional, por exemplo, pecou muito por nao dar ao executivo uma camada ética, humana, uma sensibilidade cultural que o #DT tem

@anabarroso   Uma falta de uma gestão de risco, de comportamento de sistemas complexos, de liderança em responsabilidade social.


@carolHoffmann   Podemos afirmar que é uma forma d solucionar problemas focado na forma c/ q designers pensam e projetam, sempre orientados a inovação? #DT

@carolHoffmann   Seria uma abordagem direcionada para a inovação em todas as esferas empresariais? #DT

@anabarroso   É uma das formas de se buscar inovação, tanto na esfera empresarial quanto social


@luisalt   Na verdade a inovação, e qual o tipo de inovação, é apenas uma conseqüencia ... Em um projeto não ficamos procurando por INOVAÇÃO ... O que fazemos é criar com foco nas pessoas envolvidas no projeto, entendendo-as ... E a partir daí criar soluções relevantes para elas.

@anabarroso   A inovação acaba sendo uma consequencia do processo de Design, com visões multidisciplinares. As soluções acabam sendo mais robustas. E acaba também resgatando um pouco da simplicidade do design, da essência, que foi negada pelo design "estético", que esqueceu da função.

@tiagoceledonio Bom, concordo! No entanto um dos principais objetivos do #DT é desenvolver soluções inovadoras para velhos problemas obviamente e somente mudando o foco se pode percebe essas necessidades, assim como no marketing o foco passou a ser o cliente/usuário e não mais o objeto/produto e essa é a abordagem do #DT ...e isso, naturalmente, nos leva à novos produtos. Nem que esse "novo produto" seja um "novo proceder"... Rs.

@changzer envolver pessoas para gerar resultados? se refere a focus group? #DT

@luisalt   #DT @changzer Focus Group NÃO! Hehehe ...


@carolHoffmann   Então o foco fica no usuário - UX?? #DT

@luisalt   #DT Sim, o foco fica sempre nas pessoas ... sempre! Porém não só usuário (que é fundamental) mas também todos os stakeholders ... 


@luisalt   #DT Gostaria de dizer a todos que trabalham com Design de Produto, gráfico, etc. que o #DT não é apenas uma apropriação do Design "cru". Eu sou designer de produto e posso falar com certa propriedade isso. O #DT tem que ir mais longe da esfera de produtos ou gráficas e até das próprias metodologias. Por exemplo, preparar e facilitar uma sessão de co-criação não é algo tradicionalmente do Design.

@anabarroso   Acho que as pessoas relacionam muito a ideia do #DT ao design de produto pelo fato da IDEO ser sensacional nessa área, de ser sua origem.

@carolHoffmann   Conte p/ gente um pouco mais sobre a Co-Criacão? #DT

@anabarroso   Sobre Co-Criação: um dos fundamentos do #DT é a sua característica "open source",a desmistificação da idéia do designer que cria sozinho.

@anabarroso Cada projeto demanda conhecimentos específicos de profissionais de áreas diferentes mas que conseguem trabalhar juntos, ter empatia.

@luisalt   #DT Quando falo de co-criação, não deixo fora open-innovation, porém me refiro às sessões envolvendo pessoas, focadas em gerar resultados.

@carolHoffmann   Uma contribuição do @maducao vejam Co-design loop (design colaborativo) do Alastair http://migre.me/RRsn #DT

@chagzer Uma otima forma para achar o "problema real" é usar a metodologia do "5 whys" #DT

@carolHoffmann   @luisalt Vc associou co-criação com OpenInnovation... Existe relação entre #DT e #OI ??

@luisalt   #DT Essa do OpenInnovation vs. Design Thinking é uma velha discussão por aqui, né? Hehehe. Acho que pode até existir alguma relação, mas são coisas diferentes! O DT se fundamenta em 3 pilares que sempre comentamos: Co-Criação, Prototipagem e Human Centered Research

@luisalt   #DT Sim, podemos modelar alguma forma de #openinnovation dentro de um contexto de projeto, mas só isso está longe de ser o que #DT defende.

@carolHoffmann   O #DT tb poderia ser importante na geração de respostas para um projeto de branding, por exemplo?

@anabarroso   Sim, @carolhoffmann. É uma forma muito rica de se pensar novas formas de apresentar marcas no mercado. Como marcas mais ricas.  Um dos nossos desafios na @ologia, inclusive, é mostrar ao empresariado como o pensamento de #DT pode ser valioso para as suas marcas, tanto na construção quanto na manutenção da essência das marcas à partir de produtos, serviços e processos que tenham + significado. #DT

@luisalt   #DT Quando fazemos projetos para qualquer marca, nos certificamos que os sinais que elas estão emitindo estejam de acordo com seus valores, com sua proposta de negócio e com as pessoas que com ela estão relacionadas (ou que gostaríamos que estivessem) ... Isso é construção de marca ...

@anabarroso   ... mostrando que tipo de retorno de marca, em eficiência de processos, etc. É um processo muito claro de construção de marca.

@luisalt   Na @liveworkbrazil nossa missão é ajudar empresas a empregar criatividade e empatia em seus processos internos e externos ... Utilizamos o #DT para tornar esses processos mais desejáveis e sustentáveis.

@1litro Cada projeto difere de outro. Quais METODOS devemos usar? Os metodos da FACULDADE sao usados por VOCES? #DT

@luisalt   Temos um processo definido, porém métodos são selecionados e adaptados para cada projeto ... Não existe uma fórmula exata ...

@anabarroso O que voce chama de metodos da faculdade?

@1litro As etapas inertes e enfadonhas que sao impostas, briefing, geracao de alternativas, pesquisa de mercado, etc, etc, etc...

@anabarroso O que na faculdade é chamado de "briefing" é uma parte decisiva no DT. O briefing, como é ensinada na escola, é um CRIME.

@anabarroso Uma das características mais ricas do #DT é repensar a demanda, o que chamamos de "problem framing". Achar o problema real.

@changzer: no mundo dos negocios o mais proximo q se tem de #DT é chamado de ciclo PDCA e Kaizen 


@gabrielbat o modelo italiano traz mais forte a inovação de significado, como você enxerga a relação do #DT com os resultados italianos?

@luisalt   Para você, qual é esse "modelo italiano"? Quero entender melhor essa pergunta ... Talvez não tenhamos a mesma coisa em mente ...

@gabrielbat É o Design Estratégico do POLI.design de Milão. Trata de um metodo bem parecido mas enfatiza inovação de significado. Tem uma enfase grande no METAPROJETO que é um dossiê que se utiliza de ferramentas de pesquisa de várias disciplinas #DT

@luisalt   Legal Gabriel, agora sim. Acontece que na Itália, o "significado" sempre esteve presente no Design, sempre como objetivo. Quando estudei Design Management, um amigo italiano em todos os projetos parava e perguntava: "onde está a poesia nessa solução?" Se a "inovação de significado" (ou até mesmo a "poesia") estiverem alinhadas com o usuário do projeto, então será relevante.

@gabrielbat pelas bases econômicas isso é aparente. Os métodos que vocês utilizam são baseados em qual vertente? ou quais

@luisalt   #DT @gabrielbat Utilizamos métodos sem nenhum preconceito. O que achamos que funcionará bem, é aplicado ... Temos um #toolbox bem amplo ...
.
@gabrielbat Bacana Luis, acho isso muito pertinente para formatarmos o que é ideal ao nosso mercado.Podemos utilizar e mesclar os modelos #DT

@carolHoffmann   O que vcs acham sobre as semelhanças do #DT com outros modelos de gestão de projetos?? Elas existem?

@anabarroso   "Design" é uma palavra extremamente carregada para alguns empresários. O desafio tem sido traduzir o conceito na lingua deles. Mas o #DT tem feito muito no que diz respeito a transformação social, até repensando o modelo democrático de um país.

@anabarroso   Hoje mesmo eu twittei pela @ologia um artigo da Harvard Business Review sobre o uso do #DT no exército americano. É TÃO maior que gestão!

@luisalt   É verdade, @anabarroso , o #DT tem muito a contribuir com a sociedade, na procura das respostas a problemas aparentemente sem solução ...

@carolHoffmann   Quais os elementos que podem determinar o sucesso e o fracasso do #DT dentro da empresa ou de um projeto? #DT

@luisalt   #DT Antes de mais nada, acredito que o sucesso e o fracasso de um projeto não depende apenas do #DT (...)
Pelo #DT trabalhar em uma esfera tão complexa envolvendo muitas variáveis, existe muita coisa que pode dar errado sempre e não podemos culpar apenas ao Design Thinking por isso ... Ele está aí exatamente para evitar que esse fracasso venha a ocorrer.

@anabarroso   Um projeto de sucesso é sempre um projeto que tenta contemplar inúmeras variáveis de um contexto complexo, buscando sustentabilidade.

@anabarroso   Um projeto de sucesso de #DT olha para um sistema e gerencia suas partes, tentando conciliar contradições que possam afetar o resultado

@carolHoffmann   Vamos finalizar com a ultima pergunta: Quais são os processos de #DT que as empresas deveriam integrar aos processos de seus negócios?

@anabarroso   Gente, espero que eu tenho pelo menos aguçado a curiosidade de vocês e que vocês estejam saindo daqui com várias dúvidas.

@anabarroso   Quem sabe de tudo não sabe de nada. Leiam e FAÇAM. Não se preocupem com o nome da disciplina, esse discurso é chato.

@anabarroso   Etapas cruciais: problem framing, contato direto, "hands-on" com a realidade e criação multidisciplinar. É isso!

@luisalt Respostas rápidas: PROCESSOS PARA EMPRESAS: Todos os que forem coerentes para o cenário da empresa no momento (e dentro do budget).

@carolHoffmann   Vcs indicam alguma leitura imperdível para o pessoal sobre #DT?


@anabarroso   Vou fazer uma listinha de referências de leitura e disponibilizar no site da @ologia para quem estiver interessado.


@luisalt   Leitura imperdível tenho que recomendar o livro Design Thinking do Tim Brown com prefácio do meu sócio @TennyDesign que sai dia 12 de julho... é a versão em português do Change By Design e estará disponível em todo país, publicado pela Ed. Elsevier


@luisalt   Principalmente para quem está começando a saber algo sobre o tema ... Quem quiser mais livros, recomendo http://bit.ly/98hMKb

@anabarroso   Leitura sensacional, na minha opinião, para qualquer design thinker: Massive Change, do Bruce Mau.


@carolhoffmann Obrigada @luisalt e @anabarroso, acho que temos assunto para mais um desses :-) #DT

@anabarroso   Bacana, @luisalt. Bacana participar com você. @carolhoffmann, obrigada pelo convite. Pessoal, um beijo. #DT

@luisalt   Obrigado @carolHoffmann pelo convite e @anabarroso pelo bate-papo ... Difícil comprimir em 140 caracteres as respostas, mas foi ótimo!

@luisalt   Me despedindo, gostaria também de dizer que em breve terei uma coluna sobre #DT e que o curso na ESPM está confirmado para o 2o. Sem. Aproveito também para informar que daremos um workshop em Julho de Design de Serviços em nosso estúdio ... www.liveworkbrazil.com

@carolhoffmann Boa tarde :-) #DT @luisalt e @anabarroso e todos que nos acompanharam Abs.
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Assim como a Ana falou, tenho certeza de que nosso bate papo deixou todos com aquela vontade de ler e conhecer mais sobre o Design Thinking. Espero que todos tenham gostado tanto quanto nós :-))

Para que mais.... ótimas apresentações sobre o tema:
DesignThinking
Design and Business
Design Thinking pelo Ologia
4 aplicações do Design Thinking

...e podcasts e audio books: referências para se atualizar e exercitar o inglês no iTunes U (os links só abrem no iTunes. ok?)
Design Thinking: A new kind of leadership - Banny Banerjee, Stanford 


Applying Design Thinking to your business - An interview with Roger Martin 


Innovation through Design Thinking - Tim Brown at MIT Sloan 


25.11.09

Debate sobre Eco Design pelo Twiter

Tenho o prazer de disponibilizar para todos os leitores uma iniciativa pioneira do Amenidades do Design entre os blogueiros designers. O nosso primeiro debate feito pelo twitter sobre Eco Design, com Carol Hoffmann e as convidadas Elisa Quartim ( @elisaqb ) do blog Embalagem Sustentável e Ana Camargo ( @branding30 e @anacamargo ) coordenadora de Ecoinovação da Tatil Design. Foi maravilhoso, ficou faltando só o cafezinho ... :-)


Confira como foi o debate logo abaixo, com alguns ajustes para facilitar a leitura. Algumas citações sobre marcas foram retiradas para evitarmos problemas, ok? O resultado foi muito positivo!! Agradeço a participação de todos, em especial de @logobr, @changzer,@gelserravalle.


@carolhoffmann - Para iniciarmos será que poderiamos listar os principios que consideram mais importantes a projetos eco?

@elisaqb - Podemos falar do tripé da sustentabilidade econômico, social e ambiental. Tudo surge daí.

@branding30 - Alguns principios que são encontrados em todos projetos da natureza; ciclo, óptimo, interdependencia

@carolhoffmann - Ótimo !! Vcs podem falar um pouco sobre cada um em tweets separados.

@elisaqb - Ambiental. O produto deve pensar em seu impacto desde a produção até o pós consumo.

@branding30 - Ciclo na natureza é o conceito que cada percurso está conectado ao próximo, de forma eterna.

@carolhoffmann - Ciclo - podemos definir como ciclo de vida do produto, certo?

@elisaqb - Isso mesmo!

@branding30 - No design, podemos dizer que o ciclo se refere ao ciclo de vida do produto.

@elisaqb - O ideal seria um ciclo infinito, que chamam do berço ao berço.

@branding30 - Mas é bem mais do que isso, é também a forma como ele entra em contato com usuários, lugares, materiais.

@carolhoffmann - Elisa cita o carater ambiental que ao meu ver equivale ao ciclo de vida do produto, certo?

@elisaqb - Geralmente para se calcular o ciclo de vida visa mais o lado ambiental

@branding30 - Uma análise de ciclo de vida de um produto também deve contemplar o social e econômico, os outros dois pés.

@elisaqb - Esse calculo pode focar em um ou mais aspectos ambientais, como emissão de gases, energia, etc

@branding30 - toxinas que fazem mal a pessoas, principios economicos que nao respeitam economias locais .

@elisaqb - Mas nada adianta se não for viável econômicamente e inacessível para a maioria das pessoas

@elisaqb - Ou se usar uma matéria prima de uma região que utiliza trabalho infantil para sua extração.

@branding30 - exatamente, elisa

@elisaqb - O designer tem a obrigação de pensar na funcionalidade para que não haja desperdício.

@carolhoffmann - Concordo com a Elisa, projeto deve ser pensado para não gerar desperdicio .

@elisaqb - Na hora do consumo é muito importante informar como foi fabricado, para ter critérios de escolha.

@branding30 - um dos principios mais importantes, eu acho, é a interdependência...

@branding30 - tudo está conectado a tudo!!! e é disso que temos que lembrar em toda criação

@carolhoffmann - neste caso a ana acabou de definir a interdependência, certo? Que ocorre em todo o ciclo, do berço ao berço .

@branding30 - somos responsáveis por todas nossas criações!

@branding30 - vejo muito nosso papel como os designers de novos serviços, maneiras de consumir, ideais.

@carolhoffmann - Vamos dar dicas práticas para os designers que estão nos acompanhando.

@branding30 - visitem designers accord, e leiam dicas, artigos, e livros que podem ajudar praticamente.

@carolhoffmann - Sempre questionar todo o processo de fabricação e o ciclo de vida do produto.

@carolhoffmann - Fale um pouco mais sobre as maneiras de consumir que citou, Ana.

@branding30 - porque comprar um celular a cada seis meses?

@elisaqb - A vantagem que vejo nesses novos aparelhos é que unem várias coisas em um objeto só, economizando material.

@branding30 - prefiro que os designers da nokia, por exemplo, joguem toda sua criatividade num aparelho incrível.

@branding30 - com o qual eu terei uma enorme conexão emocional, e por isso não vou querer descartá-lo com facilidade

@carolhoffmann - Concordo, o aparelho deve durar anos ...

@branding30 - e pro qual a nokia pode me vender upgrades de tempos em tempos, criando uma relação de fidelização

@elisaqb - Em um futuro mais sustentável, a venda de serviços será a grande vantagem

@elisaqb - Assim teremos aparelhos atualizados sem consumo de material.

@branding30 - desenhando serviços, cria-se uma relação de negócios mais forte entre o consumidor e a nokia.

@carolhoffmann - Esta questão do celular é exatamente a tradução do criterio: Extender a vida util do produto   

@branding30 - além de economizar material, se as pessoas jogam fora menos aparelhos, temos menos resíduos.

@carolhoffmann - e não devemos esquecer as embalagens! Devemos evitar excessos e tentar estender a vida util delas tambem.

@elisaqb - e podemos fazer isso questionando se a quantidade de embalagem utilizada é realmente necessária.

@branding30 - embalagens são grandes vilãs do nosso dia a dia...compõem 30% do nosso lixo!

@elisaqb - Embalagens eficientes não necessitam de sub embalagens

@carolhoffmann - E nós designer somos responsáveis por esse lixo que as embalagens geram...

@carolhoffmann - Todos devem ter mais consciência na hora de criar, evitar embalagens desnecessárias que serão descartadas rapidamente.

@branding30 - vejam a loja Unpackaged na Inglaterra...as pessoas levam suas próprias embalagens

@elisaqb - a loja Unpackaged, mesmo com essa proposta, teve que criar embalagens para guardar e retornáveis

@branding30 - é uma ótima novidade, que simplifica a vida do consumidor e reduz a quantidade de lixo.

@elisaqb - Hoje, não consigo ver um mundo sem embalagens. Temos apenas que melhorá-las

@branding30 - claro, é impossível nos livrarmos delas, né? mas desenharam embalagens mais duráveis.

@carolhoffmann - Mas temos o problema da cultura... Sera que no Brasil a Unpackaged daria certo?

@elisaqb - Acho que não é um problema só do Brasil, é uma mudança de pensamento geral.

@branding30 - eu acho que daria certo se pesasse no bolso...assim como funciona com a proibição de sacos plásticos.

@carolhoffmann - é verdade, na Alemanha funciona porque existem impostos e multas.

@elisaqb - Sobre a loja Unpackaged http://bit.ly/8QdzJ3

@elisaqb - As leis ajudam, mas o ideal seria não precisar delas e cada um fizesse a sua parte.

@branding30 - concordo elisa! apesar de serem consideradas "vilãs" do lixo, tem uma função indispensável.

@branding30 - mas acho importante o papel do governo, já que infelizmente não podemos contar com "a parte" de cada um.

@elisaqb - porém a embalagem reutilizável não pode ser a única solução, lotando casas

@elisaqb - Para ser reutilizável o design tem que ser muito legal para ninguém querer jogar fora.

@changzer - podemos desenvolver a embalagem de maneira que ela mesma seja utilizada como complemento do produto

@carolhoffmann - é esse tipo de pensamento que devemos ter como designers

@branding30 - para designers grafico, também recomendo design can change http://www.designcanchange.org/

@carolhoffmann - ontem tive um papo com @changzer sobre o uso do papelão transformando produtos em ecológicos.

@carolhoffmann - Sabemos que #ecoDesign não é apenas usar papelão e tintas a base de soja.

@carolhoffmann - Apesar do papelão ser uma materia prima que gera menos residuo no seu processo de fabricação.

@elisaqb - No #ecoDesign tudo depende (uso, descarte, transporte, etc.) temos que pensar em tudo.

@elisaqb - para produtos de longa duração melhor um material mais durável que o papelão

@branding30 - exatamente: #ecodesign também não pode ter apenas uma cara verde. Tem que ter um visual atraente, sempre.

@elisaqb - mas para eventos como o BDW as cadeiras de papelão foram perfeitas http://bit.ly/1GA7pc

@carolhoffmann - Essa exploração exagerada seria um eco wash? o que podemos considerar eco wash?

@branding30 - greenwashing é tentar "esverdear" uma marca, produto ou iniciativa mas de forma totalmente superficial.

@elisaqb - Faltam pessoas organizadas para apontar esses eco washs.

@carolhoffmann - :-) greenwashing, isso mesmo! ;-)

@elisaqb - greenwashing - sinto falta de um termo em português.

@branding30 - alguns sites que falam sobre greenwashing: http://www.greenwashingindex.com/

@branding30 - em inglês também dizem maquiagem verde, pode ser um bom termo para adotarmos ;-)

@carolhoffmann - Para melhorarmos o conhecimento do pessoal: Como podemos definir Design Sustentável?

@branding30 - de muitas maneiras!

@branding30 - é uma forma de projetar e criar levando-se em consideração pessoas e os impactos ambientais da criação.

@elisaqb - Design Sustentável - É um conjunto de ferramentas, conceitos e estratégias que visam desenvolver produtos e soluções mais sustentáveis.

@elisaqb - Definição visual do que é design sustentável no idds http://bit.ly/7onaCD

@carolhoffmann - vcs conhecem esse livro http://bit.ly/9yoS5? Considero uma boa leitura para conscientização.

@elisaqb - Esse livro é mais focado no design gráfico. Muito bom. http://bit.ly/7IJUf5

@carolhoffmann - pensar sobre esses acessórios ou objetos é função nossa, função exatamente do designer in reply to @riccardobenetti

@gelserravalle - O que vocês tem a dizer sobre a ênfase que se tem dado aos derivados de bamboo?

@branding30 - acho que nenhum material é a única solução para um design mais sustentável in reply to gelserravalle

@carolhoffmann - Vale a mesma máxima do papelão, depende do uso e não vale desmatar para plantar a materia prima in reply to @gelserravalle

@carolhoffmann - O @changzer indica este para saber + requisitos ambientais de produtos industriais http://twitpic.com/qvyrc

@elisaqb - Esse livro é um dos mais citados. A bíblia! http://twitpic.com/qvyrc in reply to changzer

@carolhoffmann - Para finalizar vou colocar algumas definições para o pessoal, complementem por favor.

@carolhoffmann - #ecoDesign é um meio de reduzir ou eliminar impactos ao meio ambiente, substituindo produtos e processos por outros menos nocivos.

@carolhoffmann - Use material de baixo impacto ambiental: menos poluentes, não-tóxico, de produção sustentável ou reciclados, ou que requerem menos energia na fabricação.

@carolhoffmann - Escolha processos de fabricação que utilizem menos energia.

@elisaqb - Muito difícil escolher um processo de fabricação. Precisaria de uma análise.

@carolhoffmann - É verdade, cada caso é um caso a ser estudado em particular.

@elisaqb - Usar materiais que sejam de fontes renováveis.

@carolhoffmann - Qualidade e durabilidade: produzir produtos que durem mais tempo e funcionem melhor a fim de gerar menos lixo.

@carolhoffmann - Propor objetos feitos a partir da reutilização ou reaproveitamento de outros objetos.

@carolhoffmann - criar ciclos fechados sustentáveis, como a Elisa disse do berço ao berço.

@carolhoffmann - Para finalizar... Vcs conhecem casos de modularidade no projeto que se encaixem no #ecoDesign ?

@elisaqb - Os móveis do BDW eram modulares e feitos de papelão reciclado.

@changzer - modularidade pode prever atualizações, ótima saida pra #ecoDesign

@branding30 - modularidade, em muitos casos, já é um benefício por ter um processo produtivo melhor e ter usos diversos.

@carolhoffmann - Gente, gostaria de agradecer, acho que nosso bate papo foi super produtivo e informativo para todos, certo?

@branding30 - certíssimo! foi super bacana, carol!

@elisaqb - O bate papo foi ótimo! Carol obrigada pelo convite.

@carolhoffmann - Iniciamos um processo de pensamento coletivo sobre #ecoDesign muito produtivo para todos.

@elisaqb - Vcs podem me encontrar também no @emb_sustentavel e @iddsinfo

@branding30 - Brigada, galera! Vcs podem me encontrar no twitter branding30 ou no @AnaCamargo

@carolhoffmann - Também gostei muito. Acho que podemos fazer outros destes :-))

@carolhoffmann - Muito obrigada pela presença de vcs e de todos os que participaram!! :-)

2.9.09

Neologismos de Designer





Um olhar sobre a linguagem do pensamento de design... Você já pensou na complexidade da simples interação de múltiplos designs?? :-) Depois de conferir os neologismos falados no video, poderíamos fazer a nossa própria lista de criações linguísticas criativas que usamos no nosso dia-a-dia. Que tal? Enviem suas sugestões...

8.6.09

how to be happy in business



Como ser feliz nos negócios... um diagrama perfeito criado por Bud Caddell, para nos avaliarmos e reavaliarmos!! Muito bom!!

via WhatConsumesMe

22.5.09

Ideas Project

Ótima dica da Ana do apatternaday... Ideas Project, um projeto patrocinado pela Nokia que promove novos conceitos sobre a internet, tecnologia e consumo. Gostei muito de todas as temáticas de forma geral, mas vou colocar aqui para vocês um do Brian Solis sobre como, hoje em dia, idéias conectam mais do que relacionamentos...




E outro do Tim Brown que no qual ele fala sobre novos modelos de negócio que proporcionam a participacão do consumidor... gerando relacionamentos... confirmando a teoria do video acima. Aproveitem!!



25.2.09

E vc? De onde vem suas idéias?

O blog Amenidades do Design está lançando uma proposta diferente e convida a todos a participar...

Vou passar a atualizar o header do blog com ilustrações de interpretações pessoais sobre o tema: "Idéia - De onde vem as suas??"

Para quem quer participar, enviem para carol@carolhoffmann.com.br , a ilustração com respectivos créditos, links e justificativa, ok?

Entrem para a galeria desta exposição virtual que começa hoje e não tem data para acabar!


Gatera por Fernanda Morais
"Há pouco tempo descobri que para termos boas idéias e chegarmos a bom resultados, antes de começar a desenhar temos que pensar: "agora vou desenhar o que eu gosto, e vou fazê-lo para me divertir". Não tem mistério, basta ser natural. Quando seguimos um estilo para comparar nossos trabalhos com os de outras pessoas que admiramos, é uma má idéia. Eu gosto de gatos. Não tenho 40 gatos, só uma gatinha. Comecei a desenhar os gatos pensando que iria me divertir enquanto estivesse trabalhando. E uma coisa foi puxando a outra: o estilo do desenho, o acabamento.... Fui experimentando tudo, e acabei juntando um monte de informação que poderei usar no próximos trabalhos."


Moleskine por Oscar Reinstein

Ando sempre com meu moleskine nas minhas coisas. Entre um trabalho e outro, risco, rabisco, desenho, invento. As ideias vêm de uma frase, de uma música, de outra ilustração. Em geral, começo meus desenhos sem uma idéia prévia do que será, até que pouco a pouco, os traços iniciados vão me mostrando o caminho.


FONTE INACABÁVEL DE INSPIRAÇÃO... por Luiza Boaventura Mendonça

Muitas vezes as ideias surgem do ócio.Sim! Quando estou parada, com a cabeça vazia elas aparecem. Mas a natureza é uma inacabável fonte de inspiração(ou não?!)... É observando as suas formas, contemplando a sua beleza que podemos alcançar inovação nas criações...



UM QUADRADO DE PAPEL QUALQUER... por Maria do Carmo Martins Garcia

Um quadrado de papel qualquer, uma lembrança de infância, um carrossel girando...
Ah! Muitas idéias surgem entre as dobras, de vales e montanhas da magia do origami e os sonhos de outras crianças brotam girando, girando montados nos cavalinhos de papel.




AQUELE BRANCO QUE ME DÁ.... Carol Hoffmann
Aquele branco que me dá!! Um branco nas idéias...



QUILLING ART por Virna Genovese
"Me inspiro na natureza, em suas formas e cores. Através do quilling posso imaginar e realizar projetos em papelaria que encantam as pessoas, torná-las mais felizes e queridas, seja através de um cartão ou de um adorno. Procuro transmitir a paz que precisamos sempre cultivar em nosso interior"



NATUREZA por Paula Souza
"Minhas idéias surgem de acordo com meu humor, o meu estado de espírito. Vai surgindo aos poucos, detalhes por detalhes, acho que é como eu gostaria de ver as coisas, é como gostaria de enxergar a natureza..."



AROMAS por Lauro Monteiro
"O importante, para mim, é trabalhar, trabalhar e trabalhar...ter numa visão panorâmica e aérea das coisas , arriscando e tentando ultrapassar o inteligivel. As idéias brotam em momentos de prazer e de um `sei-lá-o-quê-que-me-dá" e, elas  veêm... Quanto mais livres jorrarem os pensamentos e as idéias, melhor!"


EMARANHADO por Lucas Santos

Do emaranhado de lembranças, pensamentos e informações, nascem idéias boas ou não, a pesquisa e a prática faz você saber filtrar o que é melhor. Por isso, acho que as melhores idéias vêm desse aprendizado!




NO MAR REVOLTO DA MENTE CRIATIVA por CarolHoffmann

"No meio de um mar de idéias da mente criativa, pescamos idéias soltas que se transformarão em uma nova..."



CAOS e LIBERDADE por Luiz Viana

Todo processo criativo é livre e caótico, mesmo que no fim dê à luz as formas mais limpas equilibradas. Mundo externo, conflitos internos, olhar individual, tudo é sobreposto, tudo é criação.




IDÉIAS SOLTAS EM TINTA PRETA por Ian Castro

"O princípio é branco, nada diz menos que ele. E o que se quer dizer surge na primeira linha traçada, ficando cada vez mais claro a medida que dela surgem riscos e rabiscos, idéias soltas garatujadas em tinta preta. Minhas idéias, meus traços: feios ou bonitos, sempre dizem algo. Sempre com um objetivo, um fim - porém nunca com um término."



TIPOGRAFIA CARTESIANA por Leo Mendes

Minha inspiração vem da ordem cartesiana, aliada às curvas da tipografia, que orienta a cor e a forma, para obter função.



MARACATU por Wagner Campelo
" Da riqueza em termos de formas, cores e texturas de festas populares nacionais, como o tradicional Maracatu." Padrão vendido na Fashion Fabrics de Nova York em 2004.



GANSOS por RubensLP
"Liberdade, natureza, beleza, arte, linhas e cores: tudo (ou quase tudo) que me inspira..." de RubensLP




IDEA por CarolHoffmann
"As idéias vão se transformando... de uma idéia sai outra e depois mais uma... e o processo continua sem controle nem fim..." de CarolHoffmann

25.11.08

Papel Digital


[img Of paper and Things]

É literalmente o que vocês leram no título... uma tecnologia digital que simula o nosso bom e velho papel... será? Não tenho certeza se alguma tecnologia irá conseguir se aproximar das aspectos sensoriais e sentimentais que o nosso tradicional papel nos traz... suas texturas, brihos e cheiros...

Seguem alguns links para informações de todos sobre o tema:
A revolução do papel digital
How Stuff Works
Papel Digital imita tela sensível ao toque
Links cedidos pelos queridos Vinicius Chemale e pelo Luli RadFahrer em um chat que participei esta tarde...


Agora me digam vocês... O tecnologia consegue simular o nosso bom e velho papel?? Aguardo as opiniôes da galera nos comentários...

21.9.08

Porque tanto retrô por aqui??

Vocês já devem ter notado a minha paixão por reedições, vintage e retrô... :-) pois é... na minha opinião nós vivemos uma época na qual vivemos venerando as mais novas e modernas tecnologias... eu também curto tudo isso!! Mas nada disso tem valor sem a história que a precede... o conhecimento é a matéria-prima das novas idéias, lembram? Isso inclui nossa história...

E devemos lembrar que assim como os estilistas fazem... o designers geralmente reeditam antigos gêneros em novos layouts e releituras... então aqui vocês vão sempre achar material para o novo e o antigo...

Olha que isso dá um bom bate-papo... quem estiver disposto a colaborar com comentários a favor ou contra... podemos ter um bom debate por aqui...
Fiquem a vontade e mandem suas opiniões... ;-)

12.6.08

Há poucas mulheres no Design?

"A indústria criativa é tradicionalmente dominada por homens. Seja pela grande quantidade de horas de trabalho em ambientes corporativos também repletos de homens ou pela falta de mulheres de destaque na área, há muito poucas designers de renome. A fim de descobrir o motivo disso e o que pode ser feito para alcançar o equilíbrio, a Computer Arts uniu um grupo de criativos que discutiu o assunto."Computer Arts (junho08/edição 10)


Vou abrir este debate também aqui neste blog, porque temos que falar no assunto para podermos tentar mofificar esta realidade. Comentem suas experiências e impressões. Vamos mudar a realidade de clientes que acham que somos máquinas de criar...

Galera, além disso vou chamar a atenção para um detalhe muito importante, as pessoas que participaram deste debate não são brasileiras, são todas inglesas(assim como a Computer Arts originalmente), ou seja, esse é um problema mundial...

Neste debate Jonathan Lindon(Diretor de uma agência de recrutamento especializada em artistas, designers, etc) comenta que o mercado não liga para a mãe que trabalha, pois a obrigatoriedade de horas extras e as demandas dos empregadores e clientes são rígidas. Ou seja não se torna mais uma realidade viável para mães.

E isso é uma realidade... qual é a mãe que trocaria horas com seus filhos por horas extras não remuneradas?? Se pelo menos fossem remuneradas... algumas pensariam...

E além da maternidade, ou talvez até por causa dela, existe um certo preconceito... segundo a Dra. Andrea Siodmok(Chefe de Conhecimento em Design do Design Council) fez entrevistas quando formada e muitas pessoas lhe disseram que estavam entrevistando-a por ser uma mulher neste mercado: "...achei que isso abriria mais portas para mim, mas não foi o que aconteceu. Ser mulher no mercado criativo é um pouco como ser novo: QUANDO VOCÊ ENTRA NUMA SALA, PRECISA PROVAR QUE É BOM NO QUE FAZ."

Em outro trecho Laura J. Bambach(chefe de Arte da Glue Design) comenta que criou a SheSays porque não via nenhum currículo feminino passando em sua agência.

Aliás essa atitude proativa de Laura é louvável pois nós acabamos por nos calar a aceitar a regras do mercado. Então vamos acessar a SheSays e dar uma força.

E melhor ainda, começar a mudar esta visão que o mercado tem de nós mulheres. Faço um convocação amigos queridos; ...aos que são donos de agências dêem mais oportunidades das mulheres mostrarem o seu trabalho, ... e aos que são nossos adorados clientes vamos tentar respeitar o tempo de criação e de prazo dos trabalhos, pois nós também temos direito a carga horária de trabalho definida e família igual a todos...

Bom resumindo a ópera, em tudo na vida é bom nós tentarmos enxergar o lado do outro e tentar entender como podemos chegar em um acordo viável para os dois lados... é claro que sempre depende do caso. Um beijo enorme para todos e aguardo a troca de vocês.

Acrescentando...

A partir da contribuição da leitora Kollantai, conheci o projeto BioGraficas, que apresenta a história das mulheres designers latino-americanas e divulga o conhecimento da cultura visual americana... o diretório vai crescendo conforme há contribuições, voluntárias, para escrever as biografias de cada profissional.