Site Meter Ame Design - amenidades do Design . blog: maio 2014

31.5.14

Animais caligráficos




Belos animais caligráficos criados pelo ilustrador Andrew Fox. Ele conseguiu retratar cada espécie de forma minimalista com apenas algumas pinceladas em caneta de caligrafia. Os animais são facilmente reconhecíveis graças à grande habilidade do artista em cada um dos desenhos, alternando espessura de linha e tonalidade (quantidade de tinta), retas e curvas, fatores determinantes para a compreensão de cada desenho. Muito bom!

































Entre os seres retratados também podemos acrescentar o gif animado (abaixo) que o ilustrador fez de um halterofilista :) Estudos muito bem feitos e inspiradores com certeza!



Dica do Wagner Campelo

30.5.14

Design Livre & Open Design - parte 2

Como forma complementar ao nosso conhecimento da postagem sobre os conceitos de Open (source) Design & Design Livre, a professora Barbara Szaniecki contextualiza os conceitos em termos históricos para a gente :) Para ler a primeira parte da postagem sobre o tema no blog clique aqui.


Imagem da professora Barbara Szaniecki:

"os termos DESIGN / DIY-SIGN / DIZÁINI estão separado por "barras" para
sugerir uma relação entre eles mas não uma equivalência. Digamos que vejo
o DIY-SIGN como uma corrente do design. Já o que chamo de DIZAINI é
inicialmente uma brincadeira com a palavra de difícil pronúncia
que é o DESIGN e que aponta a necessidade de nós, aqui no Brasil,
pensarmos nossa prática de projetistas a partir da nossa cultura."


"O Do It Yourself nasceu nos anos 70 no seio de grupos (punks, anarquistas, hippies, cybers, e todo tipo de mix possível) que rejeitavam a industrialização, isto é, um modo de produção e consumo massivos responsável pela alienação de produtores e consumidores. A busca de alternativas suscitou o compartilhamento de saberes e fazeres que configurou um movimento social e cultural bem amplo. No design, esse movimento teve figuras e momentos importantes como o italiano Enzo Mari e sua Proposta per un’Autoprogettazione onde apresentava 19 móveis com seu respectivo passo-a-passo de fabricação e convidava as pessoas a trocar projetos com ele. Essas trocas “empoderavam” indivíduos, coletivos, pequenas comunidades. Ao projetar nossos habitats e objetos, projetamo-nos na vida com os outros.

Hoje, o Faça Você Mesmo ganha um novo fôlego em parte por conta da crise econômica (crise do próprio capitalismo) e parte por conta da crise ambiental (crise do planeta): Como consumir sem gastar? Como produzir sem poluir? Como reduzir os desperdícios da produção industrial de grande escala sem deixar de atender às grandes demandas que existem? Como cooperar mais do que competir? Como compartilhar mais do que comprar?



Na Europa, no campo do design, vem a experiência do Recession Design que, como o nome indica, nasce nesse clima de recessão. O coletivo Recession Design realiza um DIYsign: são projetos com materiais, técnicas e processos simples mas que constituem um design de qualidade.

Esse DIYsign tem algo a ver com o que eu venho chamando de Dizáini. Sempre achei que, pela sua sonoridade, a palavra “design” era complicada de ser usada aqui no Brasil. “Sou designer” é complicado de dizer antes mesmo de começar a explicar. E sempre achei que no Brasil vivemos uma situação paradoxal de escassez econômica crônica e de imensa riqueza sociocultural. Um paradoxo que gera um big potencial para as práticas criativas mas que deixamos de experimentar por conta da hegemonia de um design de origem européia e sobretudo alemã. Gosto de pensar num Dizáini que nasce das gambiarras. Não se trata de fazer uma apologia romântica mas de não deixar de reconhecer suas qualidades técnicas e estéticas. É num contexto de recessão econômica nos EUA e na Europa e escassez crônica no Brasil que técnicas artesanais tradicionais se articulam com novas tecnologias digitais, customizando produtos e serviços como também modos de vida e apontando um horizonte pós-industrial que se faz sempre mais urgente. Urgência de repensar a relação entre quantidade e qualidade não significa andar para trás. Não há volta atrás no sentido de uma eliminação de certos consumos: luz, por exemplo. Como determinar o que o outro pode ou não pode consumir? Quem determina? A quantidade entre quantidade e qualidade é uma questão ética e não um moralismo triste.

Me lembrei da palestra de outro italiano, o Ezio Manzini, que diz que o designer deveria apostar na qualidade: na qualidade das relações; na qualidade do trabalho (do fazer bem feito pode ser artesanal mas não apenas); na qualidade da escala: privilegiar escala mais humana, que certamente não é a macro mas não necessariamente é a micro: encontrar a escala adequada; na qualidade do lugar, um lugar que se afasta do território identitário e se aproxima de um espaço de afinidades; e, por fim, na qualidade do tempo: tomar seu tempo. E todas essas qualidades implicam uma complexidade. A era moderna procurou reduzir a complexidade a um modelo simples. E hoje, nós, ocidentais, re-descobrimos a complexidade quando estamos completamente enrolados. Ora ninguém dirige a complexidade sozinho. Daí a necessidade de colaboração e cooperação. Ao “User-centered design” onde ainda temos um indivíduo com carências, Manzini prefere o “Design colaborativo” onde indivíduos, coletivos e comunidades articulam suas potências para resolver seus problemas.

O Faça Você Mesmo do século XXI é “com os outros"! Proponho considerar pelo menos três eixos entremeados: um eixo tecnológico-ambiental que mistura analógico e digital, low tech e high tech; um eixo psicosociocultural que mistura uma rica cultural tradicional à atual cultura que não é necessariamente digital como vimos no item anterior mas certamente de colaboração e compartilhamento e que considera o Eu na relação com o Outro; e um eixo econômico-político que contrapõe exploração e alienação com autonomia e empoderamento e, sobretudo, nesse horizonte pós-industrial, a hibridação não apenas de mercados de massas com mercadinhos de nichos, como também o saque e a dádiva. DESIGN / DIY-SIGN / DIZÁINI, vámu nessa!"
Texto de autoria da professora Barbara Szaniecki publicado em outubro de 2013.

Design Livre & Open Design - parte 1


Que tal conhecermos mais sobre os conceitos do Open (source) Design & Design Aberto ou Livre para esclarecermos um pouco as similaridades e as diferenças desses dois conceitos de projeto?

A professora Barbara Szaniecki nos explica que o OPEN SOURCE DESIGN foi inspirado na produção de software livre, totalmente colaborativa nas diferentes etapas de produção e uso de seus produtos. Já o DESIGN LIVRE é algo semelhante ao Open Source mas sem essa relação com a produção de softwares e aplicativos, ou seja, um Design que pode ser, inclusive, mais artesanal. Um bom exemplo de trabalho deste tipo é o projeto da Samara Tanaka que utiliza o Design Aberto no Morro do Alemão para solucionar problemas sociais da própria comunidade.


Frederick van Amstel colaborou com nossa postagem sobre o tema e nos ajuda a entender melhor as diferenças e semelhanças de ambas as práticas de projeto:

"O termo 'Open (source) Design' apareceu pela primeira vez em 1999. Seus autores, da ONG Open Design Foundation, vislumbraram um caminho para promover um método alternativo para o design e o desenvolvimento de tecnologia, a partir da livre troca de informações sobre design.

Hoje, é sintomático o surgimento de plataformas de projetos, como OpenIDEO e o FrogMob(Un)limited Design ContestDroog e Design for Download. No Brasil o Design Livre é uma iniciativa experimentada em espaços como Instituto Faber-Ludens, Corais e LetsEvo, que explora os potenciais do Open Design e trás novas propostas.

De uma maneira geral, poderíamos dizer que Design Livre é um processo colaborativo orientado à inovação aberta. Mas, para realmente entender, é fundamental que você leia o  livro Design Livre."






Vale a pena também ouvir a explicação de Frederick van Amstel, que participou do livro colaborativo 'Design Livre' (baixe gratuitamente clicando aqui), no video abaixo:





De forma complementar a explicação do Frederick acima, acrescento que na ocasião do Design na Praça no Rio de Janeiro em 2013 o tema do DESIGN LIVRE foi debatido e foram apresentadas outras iniciativas que estão sendo desenvolvidas neste sentido aqui no Brasil  (confira os audios das apresentações clicando aqui).

Não sei quanto a vocês, mas sempre que lia a respeito destes conceitos meu pensamento me remetia ao Do-It-Yourself (faça você mesmo). Então conversei com a professora Barbara Szaniecki ( mediadora do Design na Praça no Rio) que nos permitiu, generosamente, compartilhar aqui suas palavras para entendermos melhor esse movimento do Design Livre e de onde vem tudo isto, contextualizando nosso conhecimento em termos históricos. Basta clicar aqui para ler a segunda parte da postagem sobre o tema aqui no blog.

Será que podemos afirmar que Open (source) Design é uma forma de projetar com a colaboração entre vários/os próprios designers, diferentemente do Design Aberto que propõe a participação de outros interlocutores/interessados no processo criativo, além dos designers, como uma co-criação?  Em contrapartida o Open Design disponibiliza seu projeto para que outros façam o seu produto, personalizem ou até repensem o mesmo, enquanto o Design Livre se trata de compartilhamento do conhecimento de design. Acho que podemos resumir desta forma, não é?

Para fechar a postagem, mas deixar o pensamento de todos em ebulição, trago um artigo publicado na Dezeen (em inglês) sobre como o mobiliário open-source não será verdadeiramente "disruptivo" até que produza seu primeiro projeto, realmente, atraente: http://www.dezeen.com/2014/02/14/opinion-justin-mcguirk-open-design-italian-furniture-industry/

Também deixo os textos Open Design e Design Livre não são a mesma coisa (em inglês) + Do faça você mesmo para o Faça junto (em inglês)

Espero que todos tenham esclarecido um pouco seus pensamentos sobre o assunto. Sintam-se a vontade para debater e trazer suas idéias nos comentários da postagem :)



28.5.14

Acústica natural



Com a ideia de melhorar o som de seu celular Dieter Huebner, estudante de Design de Produto, percebeu que o porongo (ou cabaça) usado para fabricar a cuia do chimarrão no Rio Grande do Sul poderia ser usado também para melhorar o som de pequenos equipamentos eletrônicos. Bastam alguns cortes e ao colocar o celular dentro percebe-se a diferença acústica.

É sempre bom estarmos atentos a novas possíveis funções dos objetos do nosso cotidiano :)

27.5.14

Massimo Vignelli



Nascidos na Itália, Massimo e Lella Vignelli estão entre os designers mais influentes do mundo. Ao longo da sua longa carreira, o seu lema foi: 'If you can't find it, design it' (Se você não consegue encontrar, projete). Sua obra abrange um espectro tão amplo que se pode dizer que os Vignellis são conhecidos por todos, mesmo aqueles que não sabem seus nomes. De gráficos para interiores a produtos e identidades corporativas, o filme documentário "Design is One" (cujo trailer vocês podem assistir aqui acima) nos leva para o trabalho e momentos diários do mundo dos Vignellis, capturando sua inteligência e criatividade, bem como a sua humanidade, calor e humor.

Se você ainda não viu o filme ainda, é uma maneira deliciosa de lembrar o legado de Vignelli e sua personalidade além de ser uma bela forma de celebrar esse momento de sua partida.













Para conhecerem mais sobre Massino Vignelli cliquem aqui, aqui, acessem o Vignelli Design Center for Design Studies e leiam a entrevista que o próprio designer deu na época do lançamento do documentário

26.5.14

Decoração modular
que lembra brincadeira de criança



A coleção que você vê aqui é a ROOM do Studio EO. Se trata de um conjunto de módulos cada um com seu formato geométrico diferenciado, o que permite formar elementos escultóricos que podem armazenar ou exibir seus pertences :)

Praticamente dá para brincar de "pequeno engenheiro" na sua decoração. Curtiu a idéia modular deste mobiliário que é a decoração em si mesma? Então você também vai curtir conhecer a estante tetris e o móvel inspirado na modularidade do tangram.













16.5.14

White…



Exercício criativo de Jon Newman que com seu gif animado transforma a repetição da palavra "white" (branco em inglês) em um padrão negro… Muito bom para ilustrar muitos debates por ai!