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27.11.14

Identidade dinâmica







Os designers Daniel Brox Nordmo e Kristine Gulheim fizeram um projeto de redesenho da marca da própria universidade Oslo e Akershus University College sob o tema "Moda e Produção". A partir do pensamento de que a moda está sempre mudando, os estudantes optaram por usar esta percepção como inspiração principal e como estratégia para refletir isso na identidade visual desenvolvida.



O símbolo principal consiste no nome e uma grade formada por 25 pontos. Estes pontos são usados ​​como uma base para conectar linhas e criar a oportunidade para uma gama de diferentes variações. A intenção também era permitir a interação e personalização da marca através da costura usando os pontos como referência e assim, também, trazer uma experiência sensorial para a marca.









Curtiu esta abordagem de identidade visual mutante? Projetos como este também são chamados de "moving brands", como o projeto do Moscow Design Museum que você pode conferir clicando aqui.

14.4.14

Hatch: um espaço de inovação para a empresa









Hatch é o nome de um centro de inovação da empresa Chick-fil-A onde a equipe da marca e os parceiros podem criar, explorar e imaginar o futuro.

Antes mesmo de construir o espaço e pensar na identidade visual, a visão da empresa era criar um lugar diferente de qualquer outro, um lugar para derramar tinta no chão. O resultado foi um nome e identidade visual levemente conectadas com a marca matriz (Chick-fil-A) deixando bem claro o caráter inovador do espaço e o espírito de dar vida as idéias. A seta significa "movimento" em direção a coisas melhores.



Ao meu ver, a melhor estratégia foi a de não usar a própria marca da empresa no local pois desvincula mentalmente o funcionário do trabalho, deixando-o com a sensação de mais liberdade para realmente trazer novas idéias para a organização. O espaço Hatch pretende tirar seus funcionários do mundo real do dia-a-dia da empresa e dar-lhes um lugar onde pode-se falhar :)

Já pensou que interessante seria se mais empresas tivessem um espaço deste para seus funcionários criarem livremente trazendo inovação para a empresa? Aliás, este espaço foi inspirado em grandes espaços de inovação como IDEO e Google... assistam o video abaixo...





Dica do Jorge Ferreira. Um projeto Matchstic

2.4.14

Identidade Visual da
10a Bienal Brasileira de Design Gráfico







Recentemente o designer Johnny Brito publicou a foto acima e nos chamou atenção para o que estava por trás da mapa colorido da marca da 10ª Bienal Brasileira de Design Gráfico, organizada pela ADG Brasil - Associação dos Designers Gráficos e realizada em junho de 2013 :)  Pois em 2014 a marca ganhou uma repercussão a mais e gerou bastante curiosidade em torno de sua construção.

Se você olhar para o ícone da Bienal Brasileira de Design Gráfico, em um primeiro instante, identificará algumas cores formando uma meia lua, que em alguns momentos da aplicação lembra algum tipo de mapa fictício. Mas a parte mais interessante é quando ocorre a descoberta da "deformação" proposital do mapa do território brasileiro, criada pelo escritório de design ps2 de São Paulo. Ao se colocar um objeto cilíndrico no centro da marca, e que reflita a imagem, revela-se um mapa do Brasil colorido. Acima podemos ver a revelação e abaixo o esquema do processo criativo.

A identidade visual foi criada pelo escritório PS2 Arquitetura e Design, que usou uma técnica de anamorfose do século XIX; quando alguns artistas mostravam telas ou ambientes inteiros com riquezas de detalhes em esferas de aço.





Aproveitamos a oportunidade e entrevistamos o designer Fábio Prata, responsável pela criação da marca, perguntando o que a galera estava curiosa para saber lá pelo facebook :)

Seria possível você descrever um pouco do processo criativo e falar sobre o pensamento que levou a solução da marca para a 10ª Bienal Brasileira de Design Gráfico?

Fábio Prata - O desafio de criar a identidade visual para a bienal brasileira de design gráfico é o de escolher um projeto gráfico que represente toda a diversidade da nossa produção nacional. Você acaba se colocando aquela questão: o que é o design gráfico brasileiro, o que o define, qual sua essência? Mas logo percebemos que esse não era o caminho. A solução acabou sendo pensar o que pode ser o design gráfico brasileiro e o que há por descobrir.

Os mapas são uma das primeiras manifestações do homem a utilizar um registro gráfico, pictórico, no sentido de melhorar seu entendimento sobre a realidade que o cerca. Mais do que limites e fronteiras, os mapas representam a jornada da descoberta, a busca e a exploração de novos territórios, materiais e intelectuais.

Na bienal foram utilizados fragmentos de diversos tipos de mapas como temperatura, ventos, solos e distribuição de renda, entre outros. Eles ilustram a diversidade socio-econômica do país e, sobretuto, a variedade e riqueza da produção gráfica nacional, sem que seja necessário explica-la ou reduzi-la.

A marca da 10ª Bienal é a representação anamórfica do mapa do Brasil. Ela pretende trazer um novo olhar sobre esse pais-continente, apresentá-lo sob nova perspectiva, estimular a sua redescoberta.





O designer Johnny Brito perguntou: Só por curiosidade: por que a escolha do mapa climático?

Fábio Prata - Foi o mapa que resultou na deformação anamórfica mais interessante, devido as suas características formais – grandes áreas de cor e pouco nível de detalhe. Outros mapas mais complexos tiveram um resultado menos interessante.



Douglas Cavendish perguntou: Fábio, primeiramente, parabéns pelo projeto, que ficou fantástico. Mas como vocês fizeram pra trabalhar a anamorfose neste projeto? Usaram algum tipo de software? Existe algum cálculo de superfície e área? Pode nos dar este tipo de detalhes?

Fábio Prata — Tecnicamente isso é muito simples de se fazer, o photoshop tem um filtro que reproduz este efeito.











Para conferir o projeto completo, assista ao vídeo de apresentação abaixo…



…e a aplicação da marca no catálogo da Bienal, que foi impresso com a ajuda da galera por financiamento coletivo.























Excelente o projeto, a idéia e a aplicação, não acham? Parabéns a todos os envolvidos! Ainda dá para comprar a versão impressa do catálogo ou a versão digital :)


Quer ver outros exemplos de aplicação de anamorfose? Pois então você vai gostar de conhecer o trabalho de escultura de Jonty Hurwitz  e  várias pinturas/desenhos anamórficos clicando aqui .

Existe também uma obra exposta na Estação República do Metrô Em São Paulo que consiste em uma imagem não identificada no teto, mas que fica visível quando se olha para o tubo metálico ao centro dela (revela-se o rosto de um homem). Clique aqui para ver.

25.9.13

Ambigrama na capa



Capa do álbum Scintilli com um ambigrama (quando a representação gráfica pode ser vista rotacionada ou invertida horizontalmente com a mesma fonética ou representação visual) composto com letras do nome do album e da banda que, além de embalar, também traz dois anéis impressos para transformar o CD em uma peça escultórica.
Belo projeto, principalmente pelo trabalho com o ambigrama :)





Vocês podem ver mais capas de cds no blog Cover Culture... falando em capa :) não deixem de conferir também o blog de capas de revistas Nas Capas

Ficou curioso para ver outros ambigramas? Tem alguns neste video aqui.

23.8.13

AlphaBattle





Imagine um alfabeto construido coletivamente? Este era um projeto do blog LetterCult onde eram enviadas artes para cada letra do alfabeto, o AlphaBattle, que aconteceu em 2011... pelo que entendi os colaboradores podem ser conferidos clicando aqui.

Dá para ver muitas das inscrições no site Letter Playground e no tumblr Alphabattle. Aqui na postagem estão algumas criadas, para a batalha, por Ryan Frease, um designer sênior de Boston.

Uma dica do Letterology









Quer mais inspirações tipográficas? Confira as postagens do Letter Cult

22.8.12

"Logotipo versus Logomarca" e o "Mundo Cão do Design"



Lendo o livro "Logotipo versus Logomarca" vi, em alguns textos, bons argumentos sobre esse assunto que levanta tanta polêmica em torno dos termos, mas ainda continuo batendo na tecla de que, na verdade, o papo deveria ser em torno das formas de fortalecer a profissão e o profissional, isso sim é produtivo!




Mas vamos ao que interessa: a polêmica. Para deixar todo mundo curioso sobre o livro, vou dizer que concordo com o texto do Guilherme Sebastiany, afinal realmente "sempre existirá uma diferença entre o uso popular e o profissional" e aqui se encaixa o texto de Bruno Porto: "precisamos falar a mesma língua como profissionais, seja qual for". Considero que as maiores confusões já começam no diploma... Basta pensar com calma, você é formado como programador visual, comunicador visual ou designer gráfico? Vou falar por mim, toda vez que preenchia aquela parte do formulário PROFISSAO como "programadora visual" (como consta em meu diploma) imediatamente achavam que eu fazia sistemas!! Até que parei de usar o termo... e aí? O que fazer? O nosso problema vai muito além de logotipo e logomarca, essa discussão e suas reações são apenas um sintoma da profissão!

Completando o embate do livro e tudo que ele me fez questionar e pensar/repensar, vale ler também o texto da Carolina Vigna-Maru "Logomarca existe, passa bem e manda lembranças" - texto citado no podcast anticast 46, que vale a pena conferir. Agora para entender melhor, e tirar suas próprias conclusões, só lendo, né?

Para relaxar do embate acima, não perca o divertido livro "Design, mundo cão" de André Beltrão que não pode faltar na sua cabeceira para descontrair e te fazer rir do próprio infortúnio :) Já adianto, quando você começar a ler não vai conseguir parar e, com certeza, vai se identificar com muitas das histórias. Se ficar com vontade de contar uma das suas, os comentários estão abertos para vocês, ok? Sintam-se a vontade e aproveitem para concorrer aos dois livros pelo facebook! .................................................................................................

Atualização - o sortudo que ganhou os livros foi o Hilton Martins - http://sorteie.me/fb/tf3 :) e outra novidade é que, finalmente, o ameDesign agora também tem perfil no Instagram. Segue lá!

12.7.12

A importância da estratégia



O pessoal do escritório inglês Mind Design resolveu brincar com a importância da "estratégia" e do trabalho bem estruturado usando um olhar bem humorado sobre o assunto... Holger Jacobs fala por todos nós quando lembra que "antes os designers faziam um projeto sem um pensamento no todo. O trabalho, muitas vezes, não tinha propósito claro, nem direção, apenas se materializava. Mas as coisas mudaram. Agora precisamos também entender e oferecer ESTRATÉGIA (!) para nossos clientes..." e comenta que hoje os designers aprenderam a usar conceitos de marketing em seus projetos... É claro que ele fala de forma a satirizar ao extremo algumas organizações :) mas eu dei uma "aliviada" na tradução kkk

Aliás, eles se apropriaram bem desta brincadeira como auto-promoção. Apreciem o passeio através do processo criativo da marca PooPoo, registrado como parte da brincadeira.



























Me lembrou uma palestra que dei ano passado falando como devemos trabalhar com a mesma qualidade em qualquer tipo de projeto, afinal qualquer projeto pode ser o seu melhor :) Nesta ocasião citei o projeto Chiquita para "vender" bananas... falando em bananas, vale a pena checar o alfabeto criado por Yomar Augusto com cascas de bananas. Divirtam-se!

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