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10.4.15

Poster, volumes e transparência





Esta boa idéia de poster foi criado para a San Francisco Design Week 2013 que tinha como tema "Explorando a sobreposição criativa".

Completamente de acordo com a sua identidade visual criada, pelo pessoal do Manual, com corte a laser em placas de acrílico colorido, montadas e registradas usando fotografia. A idéia é explorar a sobreposição de cores através das transparências, de forma empírica :) Já imaginou todas as possibilidades de peças desta identidade visual?



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12.3.15

A marca dinâmica Fugue por Sagmeister e Walsh








A marca Fugue, criada por Stefan Sagmeister e Jessica Walsh, tem sua geração, funcionamento e regeneração automatizada por software. A intenção foi de projetar uma marca que tornasse visível a efemeridade incorporada em seus atributos centrais de linhagem e elegância, através de uma nova forma de pensar os gráficos. O desenho funciona através da programação do software, que constantemente se regenera enquanto os dados se movem de um ponto a outro. Também foi desenvolvida uma aplicação que lhes permite importar qualquer arquivo SVG para que eles possam facilmente criar novos padrões e ilustrações ao longo do tempo, conforme necessário.










Quando você importa um desenho em linha o aplicativo gera automaticamente a mesma linguagem estética do logotipo. O usuário pode então alterar o tamanho, velocidade e densidade com o aplicativo para aumentar a clareza ou criar estilos específicos de animações com base em sua necessidade. A aplicação do logotipo também tem uma função de desenho, de modo que você pode desenhar visuais abstratos, dentro da mesma estética visual, usando um dispositivo tablet.








O estilo gráfico, a escolha da dinamicidade da marca e o naming se encaixam perfeitamente, pois em música, o termo "Fugue" ou uma "fuga" é um estilo de composição contrapontista (que utiliza as regras do contraponto), polifônica (em duas ou mais vozes), construído sobre um assunto (tema). Com  sua origem na música barroca, nesta estilo de composição musical o tema é repetido por outras vozes que entram sucessivamente e continuam de maneira entrelaçada. Para perceber como tudo se encaixa basta dar o "play" nos videos desta postagem :)

O nome do software, Fugue, faz referência a música que ficaram famosas por compositores como Bach, Mozart e Beethoven. Os criadores do software são ex-músicos e, para incorporar a música no branding, o software foi pensado de forma a carregar qualquer música a partir de uma biblioteca de usuários. A velocidade & ritmo alteram para refletir o ritmo da música. As vinhetas da marca com som podem ser usadas em feiras, na demo do aplicativo, ou on-line, como animações.


21.2.15

Cartão de visitas para os amantes de queijos





Um cartão de visita que funciona como um ralador para os amantes de queijos :) Esta foi a estratégia criada por Fernando Christo e Filipe Matiazi, criativos da JWT Curitiba, para a Bon Vivant, uma loja especializada em queijos localizada no Mercado Municipal de Curitiba.

Seguindo o conceito “Indispensável aos amantes de queijo”, os cartões são feitos de inox, de forma artesanal, e levam o logo, telefone e endereço da loja. Assim, ao consumir queijo e utilizar o ralador, as pessoas terão a lembrança da loja. Mas mesmo que não levem em suas carteiras, a comunicação já se deu de forma eficaz e memorável com seu público!

23.1.15

Mesmo referencial, projetos diferentes









Esta identidade visual modular foi criada como parte da estratégia de "Place Branding" para a cidade de Ivano-Frankivsk (IF), na Ucrânia. Foi inspirada em um forte elemento da cultura local; os bordados do vestuário tradicional.

A partir de um único símbolo toda uma comunicação visual e sinalização pôde ser criada através de padrões similares ao ponto-cruz do bordado. No meu ponto de vista, mesmo o referencial para a inspiração ter sido um elemento cultural tradicional as aplicações foram feitas de forma a transmitir extrema atualidade. Belo trabalho! Mais detalhes da identidade visual clicando aqui.









Depois de ver como uma identidade visual inspirada na arte popular ucraniana do bordado foi desenvolvida, que tal ver a mesma referência sendo usado para outros fins?

Sound weaving é um projeto da estudante de design húngara Zsanett Szirmay que transformou os padrões usados no bordado tradicional de seu país em música, transformando seus desenhos e grafismos em cartões cortados a laser de forma que sejam "lidos" como sons em uma caixa de música personalizada.







Parecem belas rendas mas todas suas partes também fazem produzem sonoridades :) Para conferir basta acessar o site do projeto clicando aqui.



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27.11.14

Identidade dinâmica







Os designers Daniel Brox Nordmo e Kristine Gulheim fizeram um projeto de redesenho da marca da própria universidade Oslo e Akershus University College sob o tema "Moda e Produção". A partir do pensamento de que a moda está sempre mudando, os estudantes optaram por usar esta percepção como inspiração principal e como estratégia para refletir isso na identidade visual desenvolvida.



O símbolo principal consiste no nome e uma grade formada por 25 pontos. Estes pontos são usados ​​como uma base para conectar linhas e criar a oportunidade para uma gama de diferentes variações. A intenção também era permitir a interação e personalização da marca através da costura usando os pontos como referência e assim, também, trazer uma experiência sensorial para a marca.









Curtiu esta abordagem de identidade visual mutante? Projetos como este também são chamados de "moving brands", como o projeto do Moscow Design Museum que você pode conferir clicando aqui.

24.9.14

Textiel Museum:
uma identidade visual para superfícies





O carácter único do TextielMuseum é a sua combinação com o TextielLab. Ao lado de exposições sobre a arte e o design têxtil no Museu existe um laboratório que produz e desenvolve projetos têxteis com designers e artistas contemporâneos. Muito interessante unir um espaço de exposição com o aprendizado cercado de inspiração!

Na identidade visual o foco da criação foi a visualização da combinação destes dois "personagens" da instituição. Dependendo da aplicação e da intenção um dos dois será destacado com uma opacidade mais intensa do que a outra.




O ícone básico do instituto é representado pelas letras T, M e L, que se sobrepõem. Partindo do ícone que serve como o elemento de base para a construção de uma grande variedade de padrões e multiplicando as letras em opacidades e combinações de cores diferentes são criadas padronagens diversas fazendo uma ligação visual com padrões têxteis que comunicam permanentemente a iconografia do Museu e do Laboratório de uma maneira sutil e completamente pertinente. O carácter dinâmico deste sistema também permite implementar o padrão em várias partes da identidade como papelaria, embalagens, site, etc.










A paleta de cores é baseada em 5 tons que são usados ​​em uma variedade de intensidades que ao se misturarem nas várias camadas fazem novas cores aparecerem. O que dá a este sistema de identidade visual inúmeras possibidades que o tornam sempre um projeto ainda em andamento :)

Belo projeto da Raw Color





 


31.7.14

Tornando padrões de som visíveis





O designer Demian Conrad usou os experimentos acústicos de Ernst Chladni em seu processo criativo na criação da identidade visual para a orquestra Camerata de Lausannea.




O designer Demian Conrad questionou como poderia representar graficamente algo invisível aos olhos como a música?  Para representar a orquestra ele procurou evitar o uso de imagens corriqueiras do mundo da música (notas, instrumentos, etc).

Então como visualizar o som? Logo sua pesquisa levou-o ao trabalho de Ernst Chladni, um físico alemão e pai da acústica moderna. Chladni descobriu que um disco de cobre polvilhado com areia friccionado com um arco poderia obter figuras geométricas. Este experimento demonstrou que a música também tem um efeito físico sobre a matéria.

Chladni compunha padrões visuais em areia fina que cobria uma placa rígida de metal, fazendo esta vibrar sonoramente ao friccionar em sua borda um arco de violino ou um pedaço de gelo.

Quanto mais elevada fosse a frequência, mais complexas se tornariam as formas produzidas, muito similares a mandalas, azulejos árabes, rosetas de vitrais de igreja. Conforme o formato da placa (circular ou quadrangular), os nódulos de oscilação (onde a vibração é mínima ou nula) registrados pela areia também variavam.








A criação da identidade visual da Camerata de Lausanne seguiu a linha geométrica descoberta por Chladni. Para tornar a representação mais contemporânea e torná-la mais controlável, foi usado um software escrito por Mathieu Rudaz que permitiu gerar imagens diretamente no computador utilizando uma freqüência específica.


Chladni software generator de Mathieu Rudaz


Para trazer para a identidade o ar contemporâneo do conjunto, composto por jovens e talentosos músicos, foi escolhida uma fonte modernista e minimalista: Neutraface. Além disso, foi pedido ao tipógrafo Emmanuel Rey para equilibrar a geometria do logotipo refinando sua micro-definição.

A identidade visual da Camerata de Lausanne é dinâmica e foi criada para se adaptar a hora do dia ou ao contexto. Se encaixa perfeitamente nos critérios atuais de identidades dinâmicas. Belo pensamento de projeto e excelente resultado!





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15.4.14

Caramelos Embaré, Brazilian Delights







Lembram do caramelo Embaré? Pois então… o pessoal da Greco Design acabou de fazer um belo projeto de embalagem focado na exportação. O projeto de embalagem para os caramelos Embaré resgataram as lendas indígenas como estratégia de venda de um produto premium bem brasileiro.

Confira o video abaixo e aproveite a entrevista que fizemos com a equipe da Greco Design sobre o projeto :)




1 - Vocês poderiam contar um pouco sobre o novo projeto de embalagem da marca Embaré?
A Greco Design foi a responsável pela criação das embalagens da nova linha de caramelos da Embaré, Brazilian Delights, que será comercializada exclusivamente no exterior. As embalagens exploram a forte brasilidade presente no produto e em seus sabores: açaí, manga, pitanga, papaya, cupuaçu e graviola. As ilustrações criadas retratam as lendas indígenas recontadas por várias gerações, sobre as frutas contidas no produto.


2 - Qual o público alvo do novo posicionamento da marca?
Na verdade a Embaré não está mudando seu posicionamento de marca, mas sim reforçando sua presença no mercado internacional. O público-alvo são consumidores desse mercado. A linha Brazilian Delights foi apresentada em primeira mão na ISM (International Sweets and Biscuits Fair), realizada na Alemanha e atualmente reconhecida como uma das mais importantes feiras de doces e confeitaria do mundo.

3 - Sabemos como os caramelos Embaré são um produto carregado de memória afetiva dentro do imaginário infantil (referente a infância) de muitos brasileiros. Porque a escolha de lendas indígenas dentro da estratégia de storytelling, mesmo que para um publico diferente?
Embaré significa “árvore saborosa” na língua tupi guarani. Este foi o ponto de partida para a nossa pesquisa. Nossa intenção era explicar a origem das frutas para um público que talvez não as conheça. As lendas indígenas contam não apenas a história das frutas que dão sabor aos caramelos da linha, mas também sobre o que o nosso país tem de melhor: diversificadas origens e riqueza cultural.

4 - Qual foi o maior desafio neste projeto?
O principal desafio desse projeto foi desenvolver uma embalagem capaz de apresentar, com distinção, os sabores das frutas silvestres brasileiras em um mercado internacional.




Dá para conferir todas as lendas e ilustrações no site do projeto Embaré, Brazilian Delights.








Se você ficou com vontade de ver e saber mais sobre os projetos da Greco Design aproveite a entrevista que a designer Ana Luiza Gomes, amiga do blog, fez com Gustavo Greco (clicando aqui).