Site Meter Ame Design - amenidades do Design . blog: artigos
Mostrando postagens com marcador artigos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador artigos. Mostrar todas as postagens

30.5.14

Design Livre & Open Design - parte 2

Como forma complementar ao nosso conhecimento da postagem sobre os conceitos de Open (source) Design & Design Livre, a professora Barbara Szaniecki contextualiza os conceitos em termos históricos para a gente :) Para ler a primeira parte da postagem sobre o tema no blog clique aqui.


Imagem da professora Barbara Szaniecki:

"os termos DESIGN / DIY-SIGN / DIZÁINI estão separado por "barras" para
sugerir uma relação entre eles mas não uma equivalência. Digamos que vejo
o DIY-SIGN como uma corrente do design. Já o que chamo de DIZAINI é
inicialmente uma brincadeira com a palavra de difícil pronúncia
que é o DESIGN e que aponta a necessidade de nós, aqui no Brasil,
pensarmos nossa prática de projetistas a partir da nossa cultura."


"O Do It Yourself nasceu nos anos 70 no seio de grupos (punks, anarquistas, hippies, cybers, e todo tipo de mix possível) que rejeitavam a industrialização, isto é, um modo de produção e consumo massivos responsável pela alienação de produtores e consumidores. A busca de alternativas suscitou o compartilhamento de saberes e fazeres que configurou um movimento social e cultural bem amplo. No design, esse movimento teve figuras e momentos importantes como o italiano Enzo Mari e sua Proposta per un’Autoprogettazione onde apresentava 19 móveis com seu respectivo passo-a-passo de fabricação e convidava as pessoas a trocar projetos com ele. Essas trocas “empoderavam” indivíduos, coletivos, pequenas comunidades. Ao projetar nossos habitats e objetos, projetamo-nos na vida com os outros.

Hoje, o Faça Você Mesmo ganha um novo fôlego em parte por conta da crise econômica (crise do próprio capitalismo) e parte por conta da crise ambiental (crise do planeta): Como consumir sem gastar? Como produzir sem poluir? Como reduzir os desperdícios da produção industrial de grande escala sem deixar de atender às grandes demandas que existem? Como cooperar mais do que competir? Como compartilhar mais do que comprar?



Na Europa, no campo do design, vem a experiência do Recession Design que, como o nome indica, nasce nesse clima de recessão. O coletivo Recession Design realiza um DIYsign: são projetos com materiais, técnicas e processos simples mas que constituem um design de qualidade.

Esse DIYsign tem algo a ver com o que eu venho chamando de Dizáini. Sempre achei que, pela sua sonoridade, a palavra “design” era complicada de ser usada aqui no Brasil. “Sou designer” é complicado de dizer antes mesmo de começar a explicar. E sempre achei que no Brasil vivemos uma situação paradoxal de escassez econômica crônica e de imensa riqueza sociocultural. Um paradoxo que gera um big potencial para as práticas criativas mas que deixamos de experimentar por conta da hegemonia de um design de origem européia e sobretudo alemã. Gosto de pensar num Dizáini que nasce das gambiarras. Não se trata de fazer uma apologia romântica mas de não deixar de reconhecer suas qualidades técnicas e estéticas. É num contexto de recessão econômica nos EUA e na Europa e escassez crônica no Brasil que técnicas artesanais tradicionais se articulam com novas tecnologias digitais, customizando produtos e serviços como também modos de vida e apontando um horizonte pós-industrial que se faz sempre mais urgente. Urgência de repensar a relação entre quantidade e qualidade não significa andar para trás. Não há volta atrás no sentido de uma eliminação de certos consumos: luz, por exemplo. Como determinar o que o outro pode ou não pode consumir? Quem determina? A quantidade entre quantidade e qualidade é uma questão ética e não um moralismo triste.

Me lembrei da palestra de outro italiano, o Ezio Manzini, que diz que o designer deveria apostar na qualidade: na qualidade das relações; na qualidade do trabalho (do fazer bem feito pode ser artesanal mas não apenas); na qualidade da escala: privilegiar escala mais humana, que certamente não é a macro mas não necessariamente é a micro: encontrar a escala adequada; na qualidade do lugar, um lugar que se afasta do território identitário e se aproxima de um espaço de afinidades; e, por fim, na qualidade do tempo: tomar seu tempo. E todas essas qualidades implicam uma complexidade. A era moderna procurou reduzir a complexidade a um modelo simples. E hoje, nós, ocidentais, re-descobrimos a complexidade quando estamos completamente enrolados. Ora ninguém dirige a complexidade sozinho. Daí a necessidade de colaboração e cooperação. Ao “User-centered design” onde ainda temos um indivíduo com carências, Manzini prefere o “Design colaborativo” onde indivíduos, coletivos e comunidades articulam suas potências para resolver seus problemas.

O Faça Você Mesmo do século XXI é “com os outros"! Proponho considerar pelo menos três eixos entremeados: um eixo tecnológico-ambiental que mistura analógico e digital, low tech e high tech; um eixo psicosociocultural que mistura uma rica cultural tradicional à atual cultura que não é necessariamente digital como vimos no item anterior mas certamente de colaboração e compartilhamento e que considera o Eu na relação com o Outro; e um eixo econômico-político que contrapõe exploração e alienação com autonomia e empoderamento e, sobretudo, nesse horizonte pós-industrial, a hibridação não apenas de mercados de massas com mercadinhos de nichos, como também o saque e a dádiva. DESIGN / DIY-SIGN / DIZÁINI, vámu nessa!"
Texto de autoria da professora Barbara Szaniecki publicado em outubro de 2013.

Design Livre & Open Design - parte 1


Que tal conhecermos mais sobre os conceitos do Open (source) Design & Design Aberto ou Livre para esclarecermos um pouco as similaridades e as diferenças desses dois conceitos de projeto?

A professora Barbara Szaniecki nos explica que o OPEN SOURCE DESIGN foi inspirado na produção de software livre, totalmente colaborativa nas diferentes etapas de produção e uso de seus produtos. Já o DESIGN LIVRE é algo semelhante ao Open Source mas sem essa relação com a produção de softwares e aplicativos, ou seja, um Design que pode ser, inclusive, mais artesanal. Um bom exemplo de trabalho deste tipo é o projeto da Samara Tanaka que utiliza o Design Aberto no Morro do Alemão para solucionar problemas sociais da própria comunidade.


Frederick van Amstel colaborou com nossa postagem sobre o tema e nos ajuda a entender melhor as diferenças e semelhanças de ambas as práticas de projeto:

"O termo 'Open (source) Design' apareceu pela primeira vez em 1999. Seus autores, da ONG Open Design Foundation, vislumbraram um caminho para promover um método alternativo para o design e o desenvolvimento de tecnologia, a partir da livre troca de informações sobre design.

Hoje, é sintomático o surgimento de plataformas de projetos, como OpenIDEO e o FrogMob(Un)limited Design ContestDroog e Design for Download. No Brasil o Design Livre é uma iniciativa experimentada em espaços como Instituto Faber-Ludens, Corais e LetsEvo, que explora os potenciais do Open Design e trás novas propostas.

De uma maneira geral, poderíamos dizer que Design Livre é um processo colaborativo orientado à inovação aberta. Mas, para realmente entender, é fundamental que você leia o  livro Design Livre."






Vale a pena também ouvir a explicação de Frederick van Amstel, que participou do livro colaborativo 'Design Livre' (baixe gratuitamente clicando aqui), no video abaixo:





De forma complementar a explicação do Frederick acima, acrescento que na ocasião do Design na Praça no Rio de Janeiro em 2013 o tema do DESIGN LIVRE foi debatido e foram apresentadas outras iniciativas que estão sendo desenvolvidas neste sentido aqui no Brasil  (confira os audios das apresentações clicando aqui).

Não sei quanto a vocês, mas sempre que lia a respeito destes conceitos meu pensamento me remetia ao Do-It-Yourself (faça você mesmo). Então conversei com a professora Barbara Szaniecki ( mediadora do Design na Praça no Rio) que nos permitiu, generosamente, compartilhar aqui suas palavras para entendermos melhor esse movimento do Design Livre e de onde vem tudo isto, contextualizando nosso conhecimento em termos históricos. Basta clicar aqui para ler a segunda parte da postagem sobre o tema aqui no blog.

Será que podemos afirmar que Open (source) Design é uma forma de projetar com a colaboração entre vários/os próprios designers, diferentemente do Design Aberto que propõe a participação de outros interlocutores/interessados no processo criativo, além dos designers, como uma co-criação?  Em contrapartida o Open Design disponibiliza seu projeto para que outros façam o seu produto, personalizem ou até repensem o mesmo, enquanto o Design Livre se trata de compartilhamento do conhecimento de design. Acho que podemos resumir desta forma, não é?

Para fechar a postagem, mas deixar o pensamento de todos em ebulição, trago um artigo publicado na Dezeen (em inglês) sobre como o mobiliário open-source não será verdadeiramente "disruptivo" até que produza seu primeiro projeto, realmente, atraente: http://www.dezeen.com/2014/02/14/opinion-justin-mcguirk-open-design-italian-furniture-industry/

Também deixo os textos Open Design e Design Livre não são a mesma coisa (em inglês) + Do faça você mesmo para o Faça junto (em inglês)

Espero que todos tenham esclarecido um pouco seus pensamentos sobre o assunto. Sintam-se a vontade para debater e trazer suas idéias nos comentários da postagem :)



6.10.12

Guia de sobrevivência do criativo









Para os dias realmente ruins, aqueles que você acha que tudo que você faz é uma merda, quando você sente que sua auto-estima despencou, quando alguém faz uma observação sem pensar sobre o seu trabalho e, depois, você fica deprimido... Para essas horas que Kery Smith propõe que você encare o Kit de sobrevivência :) para dar uma ajudinha e levantar o seu astral, da forma que melhor lhe convier! Sei que o texto está todo em inglês, quem sabe se o pessoal pedir muuito ai nos comentários eu faço a versão traduzida do kit de Keri Smith :)

Instruções:
1. imprima as seguintes cinco páginas clicando nos links abaixo (cartolina seria melhor).
2. corte cada página em quatro seções.
3. guarde para si mesmo, ou dê para seus amigos artistas!


Kit 1 - Kit 2 - Kit 3 - Kit 4 - Kit 5






28.5.10

20 itens básicos para Briefing de projetos de Embalagem

Briefing :-)) este é um tema no qual todos temos interesse, não é? Afinal, um briefing bem escrito pode determinar um andamento de projeto mais planejado e menos retrabalho. Na verdade, sempre tem algum detalhe que podemos melhorar nos nossos briefings...

Então achei que seria interessante dividir este guia de "20 Informações Básicas que devem constar em Briefings para Projetos de Embalagem" que achei no meio dos meus papeis durante uma arrumação... mas infelizmente não lembro de onde é, acho que é do tempo da faculdade... então se algum dos meus antigos professores identificarem aqui seu material, se pronunciem por favor, viu?? Para eu colocar os devidos créditos... :-)

P.s.: O Leo Mendes me lembrou que é material das aulas que tivemos do nosso grande mestre Gilberto Strunk :-))


1 - Objetivo/Problema a ser resolvido.
2 - Novo produto, revitalização de produto existente ou
adaptação da embalagem internacional.
3 - Posicionamento.
4 - Principal diferencial a ser explorado/argumento básico de vendas.
5 - Descrição do produto (apresentação, versões, usos, categoria, etc)
6 - Produto singular ou família de produtos?
7 - Cadeia de distribuição.
8 - Onde o produto será vendido (local, número de frentes, etc)
9 - Informações sobre embalagens de transporte
(número de unidades, materiais, etc )
10 - Quem compra e quem consome (dados demográficos e psicográficos)
11 - Concorrência (market shares)
12 - Nível de preços X concorrência
13 - Estratégia de comunicação (propaganda, promocão, etc)
14 - Dados que devem constar na embalagem
(marca, slogan, peso, volume, textos legais, fabricante, SAC, etc)
15 - É recomendável uso de foto/ilustração?
Do produto em uso, do consumidor?
16 - Processos de produção
17 - Cores (número máximo, cores obrigatórias, cores restritas)
18 - Principais atributos visuais da embalagem pretendida
(masculina/feminina, adulta/infantil, elitista/popular, etc)
19 - Quem aprova o projeto?
20 - Datas limites.


Para finalizar vale comentar que o número de frentes em exposição no ponto de venda pode interferir se o projeto contar com padrão de repetição... e que vocês devem se informar muito bem com relação aos tamanhos de fontes das informações obrigatórias ( como o peso líquido), porque existem regras com relação a estes dados... não vale colocar tudo pequenininho para ficar mais bonito não, viu??

1.12.09

Quando o redesenho é realmente necessário?




Afinal, quando um projeto de revitalizacão se faz necessário para uma empresa?

Essa é uma ótima questão, pois uma revitalização da marca é muito mais do que simplesmente o redesenho de marca ou de embalagem, mais do que um projeto estético egocêntrico de achismos da empresa ou do profissional de criação em questão.

Quando ocorrem mudanças no mercado onde a empresa atua, sejam no gosto e preferências dos consumidores, ou o surgimento de novos concorrentes ou tecnologias, a marca precisa buscar suas metas originais e restaurar as fontes de brand equity* perdidas. Deve-se pensar sobre as associações positivas da marca, e pesquisar possíveis associações negativas na tentativa de revertê-las. A revitalização passa por um processo de decisão de posicionamento da marca: manter, adotar um novo ou retornar as raízes?




O polêmico redesenho das embalagens da Piraquê - onde o desenho original criado por Lygia Pape na década de 60 e é considerado um clássico do mercado de embalagens brasileiras - que tiveram suas artes trocadas por criações sem nenhuma referência à própria história de vanguarda da marca me pareceu realmente algo desastroso.

No projeto de embalagem da Piraquê, Lygia Pape aplicou todos os princípios de Gestalt que nortearam as obras de arte da época, cita a jornalista Daniela Name em seu artigo “O crime da Piraquê” que denuncia o fato: “O desenho não é a única aproximação com a vanguarda do período. Lygia transformou os biscoitos em sólidos geométricos, conceito amplamente copiado por outras indústrias do Brasil e do exterior. Além de criar um novo conceito em embalagem, até então os biscoitos eram guardados em caixas ou latas padronizadas, a artista ainda desenvolveu um método próprio de cortar e colar o papel de embalo, de modo que ele passou a envolver os biscoitos sem gerar sobras. Os biscoitos passaram a ser empilhados verticalmente e o papel plástico apenas se sobrepunha a esta pilha, criando a forma que as embalagens de biscoito Maria, Maizena e Cream Crackers têm até hoje, ou seja, a de sólidos espaciais (cilindro, ovalóide e paralelepípedo).”



A consternação geral entre designers e admiradores do trabalho de Lygia Pape é bem representada nas palavras de Leo Mendes: “Em todo projeto de redesenho de marca, embalagem, PDV etc, incluindo ou não reposicionamento do produto/fabricante no mercado, mais do que executar alterações estéticas (que respondem a referências bastante particulares), o que se deve buscar são aprimoramentos funcionais e conceituais, que tornem ou mantenham aquele objeto re-projetado como parte da memória coletiva do observador, quer seja ele público alvo ou não. Um bom produto é aquele que se torna parte da cultura de um grupo social, exatamente como são os biscoitos Piraquê e suas embalagens clássicas desenvolvidas por Lygia Pape, que não só representam o produto, mas também uma (boa) parte da história de inúmeras pessoas. Retirar essa referência cultural da gôndola e trocá-la por uma outra roupagem, que não sinaliza melhor as informações e nem preserva o brilhantismo das embalagens originais, me parece absurdo e triste.”

O projeto de redesenho deve, em primeiro lugar, respeitar as metas e objetivos originais do negócio, inclusive sua história de criação e design, que proporcionou o primeiro contato com o mundo e seus consumidores.

Revitalizar é possível. Planejamento e responsabilidade são essenciais, pois um projeto de redesenho sem pesquisas e bases concretas pode prejudicar a cadeia de valor, a estratégia e o posicionamento de uma marca que levaram anos para se consolidar, resultando em prejuízos reais para o negócio.




*Brand Equity: valor agregado atribuído a produtos e serviços. Esse valor pode ser refletir no modo como os consumidores pensam e agem em relação a marca. É um importante ativo intangível que representa valor psicológico e financeiro para a empresa.(Philip Kotler, Administração de Marketing)

20.11.09

O design é o corpo e a alma da mensagem.

O design é a visualização e a experimentação da inteligência da Marca, dos produtos ou serviços. O design é o corpo e a alma da mensagem.
Escrito por Ricardo Leite



IDENTIDADE E IDENTIFICAÇÃO
O relacionamento com a marca, o produto ou a mensagem começa pela sua identificação visual. Neste momento o público identifica-se ou não com eles. Inicia-se o processo de conquista da atenção e do interesse do público.

A identidade estabelece o reconhecimento. A identificação estabelece o vínculo. E a personalidade transmitida e percebida, provoca uma reação emocional, estabelecendo o envolvimento.

Se estivermos diante de algo e a sua apresentação visual não permitir a identificação daquilo como sendo o que procuramos, e não promover a nossa identificação com aquilo,  teremos dezenas de outras opções disponíveis nos chamando e muito provavelmente trocaremos de opção. Esta identificação é fortemente orientada pelo design, o que torna-o estratégico para o sucesso do negócio.




PRODUTOS SUPREM NECESSIDADES, EXPERIÊNCIAS SUPREM DESEJOS
Marcas são ambientes sensoriais construídos para estabelecer o diálogo, e não somente a comunicação com os clientes.

A marca é tangibilizada por seu logotipo, ou assinatura visual. Mas é na sua contextualização que reside a sua maior força de comunicação. Este ambiente é formado em grande parte pela identidade visual. Embalagens, anúncios, cartazes, websites, a comunicação presente no ambiente das lojas e outras peças tridimensionais no ponto de venda dever ser sinérgicas, seja em seus grafismos ou formas, apoiando a marca do produto ou do fabricante. A construção da imagem emitida através da literatura corporativa, que compreende folhetos e relatórios anuais por exemplo, são fundamentais na percepção da empresa pelo seu público. Os ambientes arquitetônicos traduzem significados que precisam estar alinhados com os objetivos e valores estratégicos da marca.  

Os elementos não verbais devem transmitir o conceito de identidade do produto e da marca. Devem ser cuidadosamente planejados e projetados em função das necessidades objetivas e subjetivas dos consumidores. A análise criteriosa destas necessidades e uma solução criativa envolvente e coerentemente construída são o segredo do bom projeto de identidade visual.

A identidade visual, portanto, é a sensação de presença da marca ampliada, obtida através de estímulos específicos programados




NECESSIDADES UTILITÁRIAS E EMOCIONAIS
Todas as pessoas possuem necessidades utilitárias, mas são movidas pelas necessidades emocionais. O design trabalha com a motivação humana de transcender a satisfação material e experimentar a realização emocional.

A necessidade emocional é universal, e é ela que constróe o sentido do propósito da sociedade. Estar dentro deste propósito é condição para a aceitação social.

Quando consumimos estamos prenchendo as nossas necessidades emocionais.




A CRIATIVIDADE É UM DIFERENCIAL NA BUSCA DA SOLUÇÃO
A inovação encontrada em cada modelo de aparelho tecnológico, por exemplo, só realmente existirá se a "beleza estética" vier acompanhada da solução formal, fazendo existir um melhor desempenho no uso dos botões e interfaces com o usuário. E este estudo da usabilidade do objeto é de competência do designer.

Líderes das empresas, devem estar cientes que a qualidade da comunicação visual e dos produtos deve ser acompanhada de perto, sob o risco da empresa perder a sua sintonia fina com o mercado. Vivemos uma era onde a imagem responde pelo sucesso de carreiras, empresas e produtos.

O design é protagonista da construção da imagem e no desenvolvimento do produto, e consequentemente é decisivo no nosso mundo atual. A forma terá cada vez mais poder de gerar resultados. Principalmente quando aliar a "beleza" à melhoria na relação de uso.

Artigo escrito por Ricardo Leite

1.9.09

A sociedade do conhecimento

Artigo de autoria de Gilberto Strunck

Informação devidamente trabalhada transforma-se em conhecimento. No início do século passado, terra capital e trabalho eram os insumos para a geração de riquezas. A economia industrial, que substituiu a agrícola, vem sendo substituída pela do conhecimento. Nesta, a produção em massa dará lugar a exploração de nichos de mercado, com o oferecimento de produtos personalizados para milhões de pessoas. Neste contexto as marcas conhecidas cumprem um papel especial, como avalistas confiáveis dos seus produtos e serviços.

A marca é um sinalizador, o elemento que sintetiza todos os valores a serem confrontados quando temos que fazer uma escolha ...

Continue lendo...

26.8.09

A sociedade do conhecimento

Artigo de autoria de Gilberto Strunck

Informação devidamente trabalhada transforma-se em conhecimento. No início do século passado, terra capital e trabalho eram os insumos para a geração de riquezas. A economia industrial, que substituiu a agrícola, vem sendo substituída pela do conhecimento. Nesta, a produção em massa dará lugar a exploração de nichos de mercado, com o oferecimento de produtos personalizados para milhões de pessoas. Neste contexto as marcas conhecidas cumprem um papel especial, como avalistas confiáveis dos seus produtos e serviços.

A marca é um sinalizador, o elemento que sintetiza todos os valores a serem confrontados quando temos que fazer uma escolha. Uma criança, mesmo antes de alfabetizada, “lê” os símbolos e os logotipos dos produtos aos quais está acostumada e os relaciona aos benefícios que irá ter através do seu consumo. As marcas, consistentemente trabalhadas expressam claramente seus valores, conquistam a confiança das pessoas, aceleram suas transações comerciais e geram riquezas para seus donos.

Hoje em dia, existem várias consultorias especializadas em calcular o valor intangível das marcas que, muitas vezes, é bem mais do que o dos ativos fixos das suas empresas. Até por isto, é um absurdo que a maior parte do empresariado brasileiro não dê às marcas o seu devido valor. O INPI – Instituto Nacional da Propriedade Industrial, recebeu em 2007, 107.446 pedidos de registros de marcas. Por outro lado, o DNRC – Departamento Nacional de Registros Comerciais, 529.419 solicitações de registros de empresas. Ou seja, apenas 20% das empresas registraram suas marcas no órgão que lhes garantirá sua posse, num total desconhecimento deste processo, que não custa muito, e que, por não ter sido feito, poderá lhes trazer grandes prejuízos futuros.

Se por um lado existem milhares de marcas que valem milhões, na verdade a grande maioria delas nada representa para quem as consome. Servem apenas para cumprir as determinações legais de identificar empresas, produtos e serviços, não transmitindo a elas nenhum valor extra.

Existem marcas com as quais nos relacionamos por toda uma vida, independentemente da sua performance. Veja o seu time de futebol, por exemplo, para o qual você é fiel há anos independentemente da sua performance. Outras nos são importantes em determinadas fases: Adolescência, maturidade, 3ª idade. Os gestores das marcas estão sempre tentando nos seduzir para experimentá-las e, se possível, nos fidelizar. Para isto, trabalham incessantemente e quando conseguem estabelecer uma equação de valor clara e firme – o posicionamento, com bons resultados de venda, quase sempre optam por transmitir este prestígio a outros produtos com a mesma marca, nas chamadas extensões de linhas, horizontais e verticais.

Mas conquistar os consumidores é uma missão cada vez mais complexa, principalmente os jovens. Pesquisas demonstram sua predisposição por experimentar incessantemente coisas novas. Assim como costumam beijar um monte de pessoas em uma festa e “ficar” ao invés de estabelecer relações mais estáveis, num ritmo de vida super acelerado, trocam suas “marcas de valor” constantemente. Sem renda própria, os jovens de hoje, são os futuros consumidores. Será um grande desafio lidar com este tipo de comportamento, num mercado que lhes oferece um sem-número de novas possibilidades.
Obter-se a fidelidade total das pessoas em relação às marcas é uma tarefa quase impossível, tal a quantidade e a qualidade da concorrência em todos os mercados e ao fato de que temos expectativas diferentes dependendo dos nossos momentos de compra e até da categoria com a qual estejamos interagindo.

Dessa forma, o primeiro objetivo de uma marca é estabelecer-se como uma das possíveis alternativas de escolhas pelas pessoas. A seguinte é, a partir da sua experimentação, tornar-se a sua primeira opção e manter-se como tal.

Incerteza e cidadania
Em relação à dinâmica do capitalismo moderno, no qual grandes marcas, empresas e até países, podem desaparecer ou quebrar, num cenário de alta volatilidade, numa época em que tomamos consciência de que os recursos naturais do nosso planeta dão sinais de exaustão e na qual os efeitos do aquecimento global começam a afetar diretamente nossas vidas, iniciamos um processo de busca por “âncoras emocionais” , que pelo menos psicologicamente nos propiciem uma sensação de estabilidade. Cresce muito hoje em dia a procura por produtos e serviços que nos propiciem mais saúde e bem estar emocional. Marcas que ao consumirmos, nos proporcionem, ainda que indiretamente a participação em programas de responsabilidade social ou ambiental. Este tipo de comportamento é uma tendência mundial. Admiramos e preferimos nos relacionar com marcas que realizam algum tipo de projeto sócio-ambiental que nos sensibilize, que vá ao encontro das coisas nas quais acreditamos. Marcas, que por isto, não tem o direito de vender mais caros seus produtos, mas que oferecem diferenciais significativos em relação às concorrentes. Enfim, marcas que nos façam sentir como participantes do processo de deixar um mundo melhor para as futuras gerações.

Leia também o Bate-papo com Gilberto Strunck

4.9.08

Gerenciamento de Tempo para Criativos


Olha que interessante eu achei no LAB, que é o blog do grupo de design do C.E.S.A.R (Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife), ... o " target=new>e-book Time Management for Creative People.

Acho que todos nós podemos dar uma espiadinha... alguns de nós podem ser mais organizados que outros mas não custa conferir as dicas... Vale a pena ler!
Leia aqui

13.7.08

As aventuras de um “Home Officer”

Outra matéria maravilhosa que li no IFDBlog , que relata situações vividas por muitos de nós!! Divirtam-se!
..................................................................................

autor: Rubens Pimentel Netoly
fonte: Baguete

Trabalhar em casa. Qualidade de vida. Ficar próximo da família e das crianças. Trabalhar de bermuda. Ter flexibilidade de horário. Colocar a condição física em dia. Diminuir o estresse. Ganhar produtividade. Ter mais privacidade. Entre outras tantas coisas…

Foi assim sonhado por mim e por outros executivos e é sonhado ainda por muitos que sonham com as benesses deste formato de trabalho. Vamos então contar como é a experiência de um Home Officer novato.

Existem duas maneiras de se tornar um Home officer: ou você decide que vai trabalhar neste formato e vai ou sua empresa lhe propõe montar um escritório em sua casa, seu chefe faz um discurso bonito incluindo todas as maravilhas do primeiro parágrafo e te mandam não para o olho da rua, mas para casa.

Aí começam as descobertas que eu chamo de “mais que interessantes” e a primeira delas que eu vivi está relacionada com o mesmo pessoal que planeja colocar você trabalhando em casa, ou seja, os presidentes das empresas. Nas reuniões eu contava com muito orgulho que estava trabalhando em casa e comecei a perceber que o pessoal fazia uma cara muito estranha. Perguntei certo dia a um executivo mais chegado o que estava acontecendo e ele me disse:

- Trabalhar em casa é sinônimo de vagabundagem ou que você está desempregado e fazendo um bico, diga que você trabalha em seu Home Office.

Eu perguntei, então, qual a real diferença e ele respondeu que nenhuma, parou pensou e disse é igual, mas se quiser causar boa impressão diga a mesma coisa diferente. Entendi !?

Muito bem, acertei meu vocabulário e lá fui eu feliz da vida para meu home Office, para fazer a segunda “descoberta mais que interessante”. Eu jamais tinha me treinado em autodisciplina e as coisas começaram a se complicar de verdade durante a Copa do Mundo. Jogo que antes eu não poderia assistir, só via os do Brasil, estavam agora disponíveis. Eu trabalhando e na sala ao lado meu filho assistindo um magnífico Irã contra Angola e eu tentando me concentrar. Perto das crianças, “pero no mucho”

As “descobertas mais que interessantes” continuam com as primeiras complicações com os brinquedos tecnológicos. Na corporação o pessoal de T.I. e Suporte ao Usuário resolvem todos nossos problemas, entretanto em regime de home Office você deve, se desejar produtividade e rapidez, resolver sozinho seus problemas. Vai ter que entender bem de tecnologia da informação incluindo hardware, software, antivírus, redes e todo o mais que se refere a seus instrumentos de trabalho.

No entanto, nada é mais cruel do que a mistura que acontece naturalmente entre o trabalho em home Office e os afazeres de casa. Você deve ser xiita, pois caso contrário não vai fazer bem nem uma coisa nem outra.

Mais do que planejar a mudança sugiro que você planeje o início, digamos os primeiros cem dias de independência, e planeje bem para não virar um alforriado sem direção e perdido. Isto envolve mudanças de paradigmas e modelo mental em você, sua família e amigos.

Estipule horários, use agendas e smartphones para organizar seu dia de trabalho, seja cruel com os roubadores de tempo. Divida seu tempo entre atividades de execução, estudo e bem estar. O que chamamos de Corpo, Mente e Alma.

Afine seu instrumento principal e ajuste suas atitudes. Se você se comportar como se comportava na corporação seu destino será fazer uma grande confusão, não há horários, chefes, reuniões chatas e tudo mais que havia lá. No home Office é só você, portanto, organize-se.

Exija-se entregar mais em menos tempo sempre e você verá, aí sim, um enorme aumento de produtividade e satisfação profissional e pessoal.

Ah! Duas coisas muito importantes para finalizar: não se esqueça de educar com firmeza e gentileza sua família e aí incluo seu pet e sua empregada. E nunca diga, como eu disse, que você trabalha em casa. Sua turma vai pensar que você desbundou de vez, virou vagabundo, ficou desempregado e não quer mais nada com o batente.

18.5.08

DESIGN, INDÚSTRIA & ESTRATÉGIA

Segue artigo de Luiz Fernando Pizzani do blog empreendedorARGH no qual pode-se ler entrevistas com os sócios de boas empresas de design brasileiras, além de divulgar as palestras e cursos promovidos pelo próprio autor. Ótimo conteúdo para leitura e atualização.
.........................................................
Design, indústria & estratégia.
Por Luiz Fernando Pizzani

Nos últimos anos, tem sido repetido constantemente o mantra do design como ferramenta estratégica de diferenciação e agregação de valor. Na verdade, em um mercado que segue um padrão determinado de produção, qualquer variação deste padrão pode ser considerada uma diferenciação – quer traga lucros para a empresa ou não. Até pouco mais de 10 anos atrás, era essa a realidade de boa parte da indústria brasileira – sem condição de enfrentar um mercado global, vítima de duas décadas de ditadura e uma porção de planos econômicos mal-sucedidos. Em tal cenário, o design estratégico – que há décadas já havia sido adotado como ferramenta fundamental de inovação em países como Japão, Inglaterra e EUA, enquanto no Brasil ainda era muito relegado à posição de mero adorno – começava a surgir como alternativa aos processos “padrão” de desenvolvimento de novos produtos.

De acordo com pesquisas da CNI, há 10 anos, apenas 52% da indústria nacional utilizava o design industrial no desenvolvimento de produtos – variando de 90% (indústria de brinquedos) a 37% (máquinas e equipamentos). Para 75% das empresas entrevistadas, o investimento em design trouxe um aumento das vendas dos dois anos que precederam a entrevista – e apenas 18% afirmaram haver um aumento do custo de produção. Se há 15 anos, as duas décadas de protecionismo excessivo do estado ainda mostravam suas consequências, há 10 estava mais que provado que uma boa gestão do design não se limitava, afinal, a uma mera agregação de valor – o design passou então a ser pré-requisito estratégico para qualquer empresa de sucesso. Internacionalmente, empresas consolidadas pelo poder de inovação – desde a multi-facetada Apple às cafeterias Starbucks, recém-desembarcadas no Brasil – há anos inserem o design dentro de seus planos estratégicos. Nestas empresas, é comum haver um ou mais designers dentro do corpo de executivos principais.

Mas e hoje? Hoje, uma empresa de eletroeletrônicos brasileira bate de frente com a própria Apple; com, é claro, o agravante da pesada carga tributária e as confusas normas de propriedade intelectual, que continuam complicando a vida de qualquer empresa que queira se voltar para a inovação. A boa notícia: estamos melhorando. Porém, de nada adianta a ajuda do estado se a própria empresa não é capaz de se situar em seu mercado.

Pense em sua própria empresa. Como ela trata o design? Faz parte do cotidiano da empresa? Inovar é muito mais fácil quando se torna um hábito. Tudo isso pode parecer irrelevante se a sua empresa é da área de serviços. Pois bem, novidades: embora pouco conhecida no Brasil, está se consolidando uma nova área do design conhecida como “service design”. Design, afinal de contas, não é um adendo – é um processo, que engloba toda a empresa. E como todo processo, precisa ser gerido – com eficiência e profissionalismo.

(artigo publicado originalmente na coluna “Gestão Eficaz” do Ibmec em junho de 2007.)