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8.7.09

Bate-papo com Mônica Fuchshuber




A Mônica Fuchs é aquela pessoa que você esbarra em todos os lugares na web :-) Sempre muita ativa e com ótimas opiniões sobre tudo o que cerca criação, design e ilustração... além disso ela tem uma responsabilidade em mãos, manter o bom nível da maior lista de discussão sobre Design no Brasil. Com certeza suas mensagens, alguma vez, já passaram pelos olhos dela :-))




Quando e como surgiu seu interesse pelo design gráfico? Como foram suas primeiras experiências na área?
Mônica Fuchs... Sempre gostei muito de desenhar. Minha diversão quando criança, era copiar os personagens das histórias em quadrinhos. Na escola, meus trabalhos sempre eram enriquecidos com muitos desenhos. Nos trabalhos em grupo, eu era a pessoa que ficava encarregada das imagens.

Quando chegou a hora de fazer o vestibular e seguir uma profissão, minha escolha natural foi por uma carreira onde o desenho estivesse presente.
Pesquisando as opções existentes, me inscrevi no vestibular do Curso de Comunicação Visual. Eu não tinha a menor idéia do que era aquilo..rs... Mas, se tinha desenho, estava bom. Me formei em 1989 no Curso de Comunicação Visual da Escola de Belas Artes da UFRJ.

Ainda na faculdade, fui estagiar numa Agência de Propaganda no Rio de Janeiro. Essa foi a minha primeira experiência na área. Pouco tempo depois, fui trabalhar em uma empresa de treinamento em informática, onde eu era responsável por todo material didático e pela propaganda.

Atualmente, além de designer, também sou ilustradora.



Quais são suas maiores influências no design? Quais nomes do Design você admira?
Mônica Fuchs... Um fato interessante que aconteceu na minha jornada profissional, é que eu sempre trabalhei de forma isolada. É engraçado, não foi algo que eu procurei, aconteceu naturalmente.
Na maioria dos empregos que tive, eu era a única pessoa da área, o departamento inteiro era ‘eu’. Em vista disso, não tive muitos mestres com quem trocar figurinhas ou me espelhar. Tive que ir me desenvolvendo por conta própria, na base dos ‘erros e acertos’.

Posso mencionar dois professores que admirava na faculdade e que com certeza, tiveram influência importante na minha carreira: o Gilberto Strunck (designer) e o Rui de Oliveira (ilustrador).



Como você se descobriu na ilustração? Fale um pouco sobre como é este mercado no Brasil.
Mônica Fuchs... Quando estava recém formada, meu marido na época, foi transferido para São Paulo, onde vivo desde então.
Aqui em São Paulo, tive a oportunidade de ser sócia em uma estamparia. Através dessa sociedade, comecei a atender diversos clientes na área de confecção, desenvolvendo estampas para camisetas.Como meu negócio não era administração de empresas, sai da sociedade da estamparia, mas mantive meus clientes. Através dos desenhos em camisetas, fui desenvolvendo minha habilidade em ilustração.

Com o aparecimento da computação gráfica, o mercado da moda deixou de ser interessante. Abandonei esse setor e fui atrás de outros tipos de clientes. Comecei trabalhando para empresas fabricantes de cartões comemorativos e não parei mais.
Atualmente, trabalho como ilustradora para editoras, agências de Propaganda, agências de Design e Arquitetura, empresas fabricantes de produtos diversos, etc.

O mercado de ilustração no Brasil, apesar da elevada concorrência, é bom. Na minha visão, para o bom ilustrador, existem muitas oportunidades. Infelizmente, a remuneração ainda deixa a desejar e o principal empecilho que enfrentamos são os contratos leoninos que algumas empresas insistem em utilizar. Nossos direitos autorais são nosso único patrimônio e essas empresas querem nos privar disso.



Você é moderadora da maior lista de dicussão sobre design do Brasil. Como surgiu a lista? Fale um pouco esse trabalho e como ele contribui com o crescimento e enriquecimento do conhecimentos do design brasileiro de forma geral.
Mônica Fuchs... A lista designGráfico – dG - foi criada por Alexandre Maravalhas, o Alexo, no dia 15 de outubro de 1999. Seu objetivo era reunir um pequeno grupo de amigos para discutir e trocar idéias do dia-a-dia do designer.
A lista foi crescendo, hoje possui quase 7.000 membros e é o maior e mais ativo grupo de discussão sobre Design Gráfico e áreas afins do Brasil que utiliza a internet como meio de comunicação.

Entrei na lista em 2004 e logo o Alexo me convidou para ser moderadora.
Em 2006, o Alexo precisou se afastar da lista e como eu era a moderadora mais dedicada..rs, ele me convidou para assumir a administração do grupo.
Aceitei o desafio e desde então, administradora e moderadora da lista.

Temos uma equipe que trabalha de forma voluntária e é composta por:

Mônica Fuchshuber (SP)
Armando Fontes (MG)
Débora Behar (PR)
Pablo Barros da Silveira (MG)
Dalmo Melo (MG)

Site do grupo: http://www.designgrafico.art.br
Mensalmente, são trocadas mais de 1.000 mensagens sobre o tema Design. Sem dúvida alguma, acaba sendo uma fonte de enriquecimento e de conhecimento do Design no Brasil.




Você que é uma profissional tão presente em redes sociais sobre design na web, fale sobre o papel da web na sua vida. Como essa mídia moderna interfere ou interage com o seu trabalho?
Mônica Fuchs... A web tem uma importância muito grande na minha vida e no meu trabalho. Atualmente, quase 100% dos meus clientes e contatos vêm através do meu site. Quase todas as negociações e entrega de trabalhos são feitos através da internet. A web facilitou a vida do designer, agora podemos nos concentrar no que realmente importa, que é o trabalho de criação e pesquisa. Numa cidade com o trânsito caótico como é São Paulo, a internet é uma mão na roda. Ganha-se tempo e qualidade de vida.

Pelo meu perfil empreendedor, sempre me adaptei melhor trabalhando por conta própria. Posso dizer, sem medo de errar, que a internet contribuiu muito para viabilizar o meu trabalho como freelancer. A internet também ajudou a ampliar horizontes; ficou possível atender clientes em qualquer parte do Brasil e do mundo. Já fiz trabalhos até para o Japão!

Outra vantagem que a internet trouxe foi a possibilidade de conhecer e interagir com colegas de profissão. Como eu disse antes, minha carreira sempre foi pautada por um trabalho isolado e as redes sociais me proporcionaram a possibilidade de trocar figurinhas e de interagir com outros designers e ilustradores.



Qual conselho você daria ao designer que está entrando no mercado de trabalho agora?
Mônica Fuchs... O primeiro conselho é básico: Façam uma faculdade, aprendam a teoria. Design é projeto, é conceito. Além disso, a concorrência está feroz, os jovens estão investindo em educação. Portanto, no meio de tantos profissionais talentosos e qualificados, quem não tiver um diploma, em breve, vai ficar de fora do mercado de trabalho. Outra dica muito importante: inglês é fundamental.

Segundo conselho: Procurem ser os melhores naquilo que fazem. Qualquer que seja o desafio a ser enfrentado, dêem sempre o melhor de si. Superem-se a cada dia. Extrapolem as expectativas. Façam sempre mais do que esperam de vocês. Essa lição aprendi em casa, criada dentro da cultura alemã: Faser sempre mais do que é esperado. Quem quer ter sucesso profissional, tem que ser diferente. Tem que ser mais.

Terceiro conselho: Honestidade e ética sempre. Num país como o Brasil, onde a honestidade é um produto em extinção, um profissional com essas caracterísitcas, vale ouro. Sejam pessoas íntegras! Essa lição também aprendi em casa.

Quarto conselho: Aprendam sobre Marketing e técnicas de vendas. Os empregos formais estão desaparecendo. O caminho para o designer será, cada vez mais, trabalhar por conta própria. O profissional que quiser sobreviver, deverá saber ser um bom vendedor do seu próprio trabalho.

Quinto conselho: Saiam do convencional. A concorrência é grande. É preciso chamar a atenção no meio de tantos profissionais qualificados. Tenham um portfolio, um site e todo o seu material de venda diferentes e impecáveis. Nunca acreditem no ditado ‘casa de ferreiro espeto de pau’. Quem não tem tempo para cuidar do seu próprio material, como pode convencer um cliente de que é capaz de cuidar da empresa dele?

Sexto conselho: Sejam curiosos e estudem sempre. Estejam abertos às novas idéias e tecnologias. Evoluam! Como já dizia o velho ditado: ‘Jacaré parado vira bolsa’.

7 comentários:

  1. muito bacana a entrevista
    e as dicas que ela dá são muito importantes mesmo!!!
    vou pegar para mim algumas delas...

    abs

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  2. Adorei a entrevista. Sempre acompanho os comentários da Mônica no fórum de dG e aprendo bastante com ela!

    abs

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  3. Mônica Martins22.9.09

    Quando algumas pessoas tem cantores, atores, bailarinos como idolos, eu tenho a Mônica Fuchs como minha idola, sigo ela em todo os meios da net (twitter, fórum de DG, orkut, no site e blog dela etc). Gosto de seu trabalho, do que escreve e da suas criticas.
    Otima entrevista, adorei!

    Abraços

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  4. Queridos designers,
    Obrigada pelos comentários!
    Fiquei corada...rs.. e muito feliz!
    É um prazer estar acompanhada de amigos tão queridos!
    Beijos e abraços,
    Mônica

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  5. Anônimo25.5.10

    Caramba, não te "vejo" desde 87, que surpresa legal.

    Abração, Guilherme (turma de DI da EBA).

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  6. Isabela de Souza25.7.12

    Oi! Boa tarde! Suplico-lhes uma ajuda! Eu tinha duas prateleiras velhas, e resolvi "reformá-las" para usá-las na área de lazer. Um blog me orientou a fazer decoupage e fiz, mas ficou horrível... Minha área tem tudo pra ficar bonitinha, mas essa prateleira, estragou tudo. Pode me dar uma sugestão de como ou o que eu posso fazer para utilizá-las e não precisar gastar muito? Elas foram presentes do meu sogro e não posso desfazer delas pq meu marido ficaria chateado... Se quiser, posso te mandar uma foto da horripilante prateleira, que a mesma se transformou... SOCORRO!!! PRECISO DE AJUDA!!!

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    Respostas
    1. Achei uma boa idéia para você :)

      Para dar uma graça a aquelas prateleiras antigas: http://on.fb.me/OTdlRH

      Abs,
      Carol Hoffmann

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